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Um dos pontos que acenderam um alerta no mercado foi o aumento da projeção de investimentos que a Usiminas (USIM5) fará neste ano
A Usiminas (USIM5) trouxe seu balanço referente ao quarto trimestre de 2022 antes da abertura do pregão desta sexta-feira (10) e, ainda que as ações não tenham refletido isso de imediato, desagradou os grandes bancos.
Para os analistas do BTG Pactual, por exemplo, a companhia apresentou "resultados fracos", chamando a atenção para um Capex acima das expectativas para este ano — te explico isso mais adiante.
No balanço, a Usiminas informou prejuízo líquido de R$ 838,78 milhões, revertendo o lucro de R$ 2,1 bilhões visto no último trimestre de 2021.
Esta linha do balanço foi afetada, principalmente, por um impairment de R$ 1,4 bilhão.
Ao olhar o lucro acumulado ao longo de 2022, também temos baixas: a Usiminas acumulou R$ 2,1 bilhões no período, 79% abaixo dos R$ 10,06 bilhões acumulados em 2021.
Na avaliação do BTG, o lucro da Usiminas foi bastante afetado pela recente correção de preços, com impactos na base de custos, que segue alta.
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Além disso, os contratempos operacionais sacrificaram as margens da empresa, e futuras manutenções devem manter seus custos elevados.
A equipe do banco tem recomendação neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 8 — potencial de alta de 7,6% se considerado o fechamento de quinta-feira (9).
"Acreditamos que as perspectivas de resultados da Usiminas continuarão pressionadas ao longo dos próximos trimestres, portanto permanecemos neutros na ação", traz o relatório do BTG.
O Santander também manteve sua recomendação neutra para a Usiminas (USIM5) após a divulgação dos resultados mais cedo. O preço-alvo estipulado é de R$ 9 — o que implica uma alta de 21,1%.
Ainda que os números da companhia tenham vindo acima das projeções da equipe — a Usiminas registrou um Ebitda ajustado de R$ 579 milhões, enquanto o banco previa R$ 425 milhões —, o aumento da previsão para investimentos em 2023 chamou atenção.
Segundo o balanço da empresa, o valor considerado para este ano passou de R$ 2,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões, com efeito inegável no fluxo de caixa.
Também em relatório, o Itaú BBA apontou que esse aumento nos valores que serão investidos nos próximos meses é uma "surpresa negativa". O banco previa uma forte geração de fluxo de caixa livre neste ano.
Aparentemente, o mercado já esperava que o balanço da Usiminas (USIM5) viesse com mais pontos de preocupação do que de alívio. Com isso, as ações reagem muito pouco no último pregão da semana.

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