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A indicação das ações passou de compra para neutra e o preço-alvo saiu de R$ 30 para R$ 26 — o que representa um potencial de valorização de 10,45% em relação ao último fechamento
As ações da Gerdau (GGBR4) estão entre as maiores baixas do Ibovespa nesta terça-feira (19), com queda de mais de 1%, na esteira do rebaixamento do papel pelo Itaú BBA.
O banco deixou de recomendar a compra da Gerdau e passou para uma indicação neutra. Além disso, revisou o preço-alvo de R$ 30 para R$ 26 — o que representa uma potencial de valorização de 10,45% em relação ao último fechamento.
Por volta de 13h, as ações GGBR4 caíam 1,83%, cotadas a R$ 23,10, a segunda maior queda do Ibovespa no momento.
No mês, os papéis da Gerdau acumulam alta de 5,8%, mas, no ano, perdem 12%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
O Itaú BBA as mudanças com o momento operacional mais fraco no Brasil e na América do Norte e com o atual valuation da Gerdau.
O banco cita um fluxo de caixa descontado (DCF, na sigla em inglês) limitado de 10%, um fluxo de caixa livre (FCF) não atrativo de 7% e um valor da empresa pelo Ebitda (EV/Ebitda) de 4,3 vezes para 2024.
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O Itaú BBA menciona ainda a fraqueza das dinâmicas do setor de aço no Brasil no curto prazo, com os volumes da Gerdau recuando 9% nos nove primeiros meses de 2023 quando comparados com o mesmo período do ano passado, e a margem Ebitda caindo a 14% no mesmo intervalo, de 22% nos três primeiros trimestres de 2022.
"Olhando para o futuro, acreditamos que os resultados no Brasil permanecerão sob pressão em 2024, uma vez que vemos um aumento anual modesto de 2% nos volumes de aço e esperamos que o ambiente competitivo permaneça acirrado, limitando o espaço para preços mais altos", diz o Itaú BBA em relatório.
Na América do Norte, o banco lembra que os volumes da Gerdau tiveram queda anual de 6% nos nove primeiros meses de 2023, e a margem Ebitda foi para 27%, de 33% nos mesmos meses de 2022.
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