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O preço-alvo para a corretora passou de US$ 20 para US$ 28,50 — o que representa um potencial de valorização de 21% com relação ao fechamento dos papéis na Nasdaq na terça-feira (21)
A combinação de projeções melhores, custo do patrimônio líquido (CoE) mais baixo e um câmbio mais forte fizeram o BTG ver uma oportunidade para quem quer ter exposição aos papéis da XP no curto prazo.
O banco elevou mais uma vez o preço-alvo para a corretora de US$ 20 para US$ 28,50 para meados de 2024 — o que representa um potencial de valorização de 21% com relação ao fechamento dos papéis na Nasdaq na terça-feira (21).
Quando se trata da indicação, no entanto, o BTG ainda é cauteloso: a XP segue com uma recomendação neutra.
“Apesar do rali recente e de nossas preocupações de médio e longo prazo — que nos deixam neutros em relação ao papel —, ainda acreditamos que a ação parece uma oportunidade de compra no curto prazo”, explica o banco em relatório.
Por volta de 14h30, as ações da XP subiam 2,79% na Nasdaq, cotados a US$ 24,28. Na B3, os papéis XPBR31 avançavam 1,04%, a R$ 115,44.
O BTG tem recomendado a B3 como uma forma menos arriscada de lidar com ações no Brasil nos últimos meses – por que o banco aposta na XP agora?
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Os resultados do primeiro trimestre melhores do que o esperado e a expectativa de uma recuperação mais rápida do mercado de capitais explicam a visão mais positiva do banco em relação à XP.
“Por enquanto, mantemos nossa recomendação neutra, mas reconhecemos que não ficaríamos surpresos em ver o potencial mercado em alta ofuscar nossas preocupações com o longo prazo nos próximos meses, tornando a XP uma boa compra agora”, diz o BTG em relatório.
O BTG ainda tem dúvidas sobre ganhos sustentáveis e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da XP.
O banco lembra que a corretora recentemente fez demissões significativas, está repensando seu modelo de parceria — o que pode resultar em custos mais altos para reter os talentos —, tornou-se mais intensiva em capital e, naturalmente, não está experimentando o mesmo crescimento de antes.
“A XP já tem uma ampla participação de mercado no segmento de alta renda, e temos dificuldade em vê-la com vantagens significativas nos segmentos de gestão de patrimônio e varejo de baixa renda”, diz o BTG em relatório.
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