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Detentores de BDRs do roxinho tiveram até ontem para decidir se trocariam ou venderiam seus papéis; veja o que acontece com quem não escolheu
Terminou nesta sexta-feira, 11 de agosto, o prazo os detentores de BDRs Nível III do Nubank (NU; NUBR33) decidirem o que fazer com os papéis.
Embora tenha aberto capital no Brasil e nos Estados Unidos, listando ações na bolsa de Nova York (NYSE) e BDRs Nível III na B3, o Nubank posteriormente optou por fechar o capital por aqui e deixar de negociar esses BDRs patrocinados, que requerem registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Com isso, o banco digital optou por passar a negociar na B3 apenas BDRs Nível I, não patrocinados e que não exigem registro na CVM, mas que ainda assim representam as ações do Nubank na bolsa brasileira.
Foram dadas, assim, três opções aos detentores de BDRs Nível III do Nubank:
Quem não fez sua escolha até ontem entrou automaticamente na terceira opção, de resgate do ativo.
O Nubank, assim, divulgou na noite desta sexta o valor de referência de resgate por BDR Nível III: US$ 1,2899, o equivalente a um sexto do preço de fechamento das ações Classe A do banco negociadas em Nova York em 10 de agosto, que foi de US$ 7,74.
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Ainda segundo o comunicado do banco, o valor de referência em dólares convertido em reais, de acordo com a taxa PTAX de 11 de agosto de 2023, corresponde a R$ 6,3104 por BDR Nível III. Em outras palavras, este é o valor que os investidores receberiam por cada NUBR33 resgatado.
Essas cotações, porém, são apenas estimativas, alerta o Nubank. O verdadeiro valor dependerá dos resultados do procedimento de venda, previsto para 21 de agosto de 2023. Até lá, o preço da ação NU e o câmbio ainda podem variar.
Segundo o comunicado da companhia, ainda serão divulgados, futuramente, os preços médios em dólares por ação e BDR, a data estimada de pagamento aos detentores de BDRs Nível III no Brasil que tiverem optado pelo resgate (ou que não tiverem feito opção alguma) e o preço final em reais a ser pago por BDR Nível III aos seus detentores.
Já a negociação dos BDRs Nível I na B3 começa em 14 de agosto de 2023. Os investidores de BDRs Nível III que tiverem optado pela troca dos papéis por BDRs Nível I receberão os novos ativos em 16 de agosto, informa o Nubank.
Os BDRs são recibos de ações negociadas em alguma bolsa estrangeira, representando esses ativos no mercado brasileiro. No caso, os de Nível III exigem registro na CVM, podem ser negociados livremente em bolsa e requerem que a companhia emissora siga as mesmas regras de transparência e governança estabelecidas para as empresas brasileiras de capital aberto por aqui.
Já os de Nível I não exigem registro na CVM, só podem ser negociados em mercado de balcão não organizado ou em segmentos específicos na bolsa e não exigem que as demonstrações financeiras da companhia emissora sejam convertidas para reais ou sigam as regras contábeis brasileiras.
Ao fazer sua oferta pública inicial de ações (IPO), o Nubank havia optado por uma dupla listagem, de ações na NYSE e BDRs Nível III na B3.
O fato de serem de Nível III permitiu inclusive que a oferta desses BDRs fosse feita ao público geral, possibilitando também que o banco digital os distribuísse para seus clientes como "pedacinhos" no seu programa NuSócios.
Se fossem BDRs de Nível I desde o início, os papéis só poderiam ter sido alvos de uma oferta pública com esforços restritos, do tipo que contempla no máximo 50 investidores profissionais.
Em setembro de 2022, porém, menos de um ano depois do IPO, o Nubank optou por se deslistar da B3, a fim de "maximizar eficiências e minimizar redundâncias por ser uma companhia aberta em dois mercados."
Para ter listagem nos EUA e no Brasil, o Nubank precisa manter estruturas operacionais e administrativas diferentes — cada uma para atender às normas específicas dos mercados em que seus papéis são negociados. Com a saída da B3, o banco alega que vai conseguir reduzir cargas de trabalho duplicadas desnecessárias em requisitos regulatórios.
Para quem investe em ITUB4, o anúncio é neutro no curto prazo. O banco destacou que a reorganização não terá impacto financeiro.
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