Netflix mais cara: Plano com anúncios deve subir de preço após fim de greves em Hollywood, diz jornal
De acordo com o WSJ, inicialmente, a empresa de streaming deve elevar os valores nos Estados Unidos e Canadá para depois ampliar o reajuste para outros mercados pelo mundo

A Netflix está perto de anunciar um novo aumento de preços nos planos da plataforma de streaming, segundo reportagem do Wall Street Journal (WSJ).
Prestes a completar um ano de existência, a versão suportada por anúncios deve ficar mais cara assim que a greve dos atores de Hollywood chegar ao fim.
Atualmente, o plano com propagandas custa R$ 18,90 ao mês no Brasil.
Se confirmado, este será o primeiro aumento de preços da plataforma de streaming desde o início do ano passado.
Inicialmente, a empresa de streaming deve elevar os valores nos Estados Unidos e Canadá, de acordo com o WSJ, para depois ampliar o reajuste para outros mercados pelo mundo.
Até então, não se sabe quanto será o aumento dos preços e nem quando os novos valores devem entrar em vigor.
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Em fevereiro, a Netflix chegou a cortar os preços em alguns mercados — desta vez, o Brasil ficou de fora —, ao mesmo passo em que iniciou a “taxa do ponto extra”, com o bloqueio do compartilhamento de senhas.
Netflix não é mais a favorita?
Depois de tomar uma série de medidas “impopulares” entre os clientes para impulsionar os resultados financeiros, como o fim do compartilhamento de senhas, a Netflix perdeu apelo entre os assinantes de streaming.
Segundo o relatório de Satisfação de Streaming de 2023 da Whip Media, a empresa caiu na satisfação geral do público e ficou em 6º lugar neste ano. O Max, antigo HBO Max, liderou a lista.
Vale destacar que a Netflix ainda ocupa o primeiro lugar em experiência do usuário e em sugestão de programação para os assinantes, mas apareceu na lanterna no quesito “valor percebido”.
O relatório da Whip Media entrevistou 2.011 consumidores norte-americanos entre 18 a 54 anos, no intervalo de 7 a 16 de julho de 2023.
A Netflix e as greves em Hollywood
A mudança para aumentar os preços novamente também ocorre no momento em que Hollywood fica um pouco mais próxima da volta ao trabalho.
Na semana passada, o sindicato dos roteiristas (WGA) encerrou a greve após chegar a um acordo provisório com os principais estúdios de Hollywood na semana passada.
O contrato determina que gigantes do entretenimento, como Netflix e Disney Plus, deverão compartilhar dados de streaming com a WGA e permitir que os roteiristas acompanhem o desempenho dos conteúdos.
O documento também concede aos escritores um aumento mínimo de remuneração de 18% para filmes de alto orçamento em streaming, além de um aumento de 26% em pagamentos residuais.
Nos cálculos da WGA, o custo do novo acordo representará apenas 0,2% da receita anual da Netflix.
Enquanto isso, os atores de Hollywood continuam em greve. Segundo o WSJ, a Netflix provavelmente está esperando até o fim da greve para aumentar os preços, uma vez que a companhia não pretende aumentar os custos quando nenhum conteúdo novo é lançado.
Vale destacar que as negociações entre o sindicato dos atores SAG-AFTRA e a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), que representa os estúdios, estão em andamento. Os grupos devem se encontrar nesta quarta-feira para reunião.
*Com informações de The Verge e Wall Street Journal.
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