Neoenergia (NEOE3) anuncia joint venture com aporte de até R$ 500 mi para usinas solares; companhia ainda elege presidente de conselho e aprova crédito bilionário
Dos R$ 500 milhões de investimento previstos, cerca de R$ 250 milhões poderão ser investidos pela Neoenergia

A Neoenergia (NEOE3) aproveitou esta quarta-feira (27) à noite para anunciar uma série de notícias, com destaque para uma operação de joint venture para construir usinas fotovoltaicas, que terão investimentos de até R$ 500 milhões.
A nova empresa criada a partir da operação terá o controle compartilhado por duas afiliadas da Neoenergia, a Geração CIII (GCIII) e a Comerc. O controle da Comerc se dará por meio da Mori, que pertence à companhia.
Dos R$ 500 milhões de investimento previstos, cerca de R$ 250 milhões poderão ser investidos pela Neoenergia.
“Os aportes de capital serão realizados pari-passu às necessidades da holding [nova empresa criada com a joint venture], à medida que os projetos forem desenvolvidos”, disse a Neoenergia em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A joint venture fará o desenvolvimento e a operação de usinas fotovoltaicas focadas no segmento de geração distribuída, potencialmente nos estados da Bahia, São Paulo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Distrito Federal.
A conclusão da operação depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de outras condições usuais.
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Novo presidente de conselho de administração da Neoenergia é eleito
Além da nova empresa que será criada, os conselheiros da Neoenergia elegeram um novo presidente para o conselho de administração da companhia.
O escolhido foi o já conselheiro da empresa, Jose Ignácio Sánchez Galán. Galán é espanhol e atual presidente da multinacional de energia Iberdrola.
O mandato do executivo irá até o dia 21 de agosto de 2025.
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Financiamento de R$ 1,2 bi com BNDES é para investimentos em concessão
Os conselheiros ainda aprovaram a garantia pela Neoenergia para a empresa Neoenergia Morro do Chapéu contratar um financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de até R$ 1,2 bilhão.
Os recursos serão destinados à implantação, operação e manutenção de instalações de transmissão localizadas nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.
A operação das instalações foi obtida pela companhia por meio de um contrato de concessão do governo.
De acordo com a Neoenergia, o empréstimo tem prazo de até 24 anos.
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