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Resultado da disputa muda dependendo da estratégia — curto ou longo prazo. As recomendações para os papéis também não são as mesmas, e em um dos casos o potencial de valorização chega a 70%
A inflação e os juros altos são as atuais barreiras na corrida do atacarejo. Ainda assim, duas ações conseguem cruzar a linha de chegada: Assaí (ASAI3) e Carrefour (CRFB3). Mas para quem quer ter exposição ao setor, qual das duas leva a medalha de ouro?
Se o juiz dessa disputa for o Bradesco BBI, tanto ASAI3 como CRFB3 recebem a recomendação de compra. A primeira tem preço-alvo de R$ 25, o que representa uma potencial de valorização de 30%. Já a segunda tem preço-alvo de R$ 26 e potencial de alta de 70%.
Na prova curta, o Assaí leva vantagem devido ao aumento das lojas Extra. Mas, para um percurso mais longo, quem leva a melhor é o Carrefour graças às margens, ao potencial de retorno e à ampla gama de formato de lojas.
No tira-teima, quem fica com a medalha de ouro do Bradesco BBI é o Carrefour. Segundo o banco, as ações CRFB3 têm um potencial maior de ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) — de 32% contra 28%. Além disso, tem um preço sobre lucro (P/L) em 18,6x na comparação com 16,8x do Assaí.
Nesse quadro, o Carrefour é negociado hoje a 12,2x P/L em 2023, o que significa um desconto de 27% em relação ao múltiplo do Assaí e com 52% de alta em relação ao P/L justificado do Bradesco BBI.
Se o juiz da corrida do atacarejo for o JP Morgan, o resultado da disputa é um pouco diferente — a começar pela largada.
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O banco norte-americano rebaixou Assaí de compra para neutro, colocando as ações ASAI3 no mesmo patamar dos papéis de Carrefour, que também tem recomendação neutra.
Os dois papéis também tiveram o preço-alvo cortado pelo JP Morgan. Assaí passou de R$ 23,50 para R$ 22,50 em 2023 — o que representa agora um potencial de valorização de 17,5%. Já Carrefour passou de R$ 23 para R$ 18 — um potencial de alta de 19%.
Então, quem vence essa disputa? Para o banco norte-americano, Assaí é a medalha de ouro dada a visibilidade limitada na integração do Grupo Big aos negócios do Carrefour e ao múltiplo ligeiramente superior deste último — 19x P/L em 2023/2024 versus 12x do Assaí.
“No geral, continuamos gostando do perfil de crescimento do Assaí alavancado em seu modelo puro de atacarejo, especialmente quando as conversões de hipermercados começam se tornar mais frequentes”, diz o JP Morgan em relatório.
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