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O Citi acredita que a empresa deve se beneficiar das mudanças que estão acontecendo na indústria após a ‘crise de crédito’ de um grande concorrente
As ações do varejo operam sob a luz da desconfiança desde janeiro, quando a Americanas (AMER3) revelou um rombo bilionário que abriu a caixa de pandora de problemas no setor. Mas nesta sexta-feira (24), uma antiga queridinha voltou com tudo: o Magazine Luiza (MGLU3).
As ações do Magalu lideraram a ponta mais alta do Ibovespa durante boa parte desta sexta-feira (24), com ganhos que passaram de 3%, depois que os papéis MGLU3 voltaram ao carrinho de compras do Citi.
O banco norte-americano passou a recomendar a compra do Magazine Luiza, deixando de lado indicação neutra para as ações, e elevou o preço-alvo de R$ 4,80 para R$ 5,00 — o que representa agora um potencial de valorização de 42%.
A última atualização do Citi para o Magazine Luiza foi em 10 de novembro de 2022. De lá para cá, muita coisa mudou — as ações caíram 12% no período, mas o banco também cita outros fatores que beneficiam o Magalu desde então:
“Continuamos acreditando que o Magazine Luiza deve se beneficiar das mudanças que estão acontecendo na indústria após a ‘crise de crédito’ de um grande concorrente”, diz o Citi em relatório.
As projeções mais recentes do banco indicam que o GMV (Gross Merchandise Volume ou Valor Bruto de Mercadorias) online do Magalu pode crescer cerca de 20% à medida que a empresa acumula participação de mercado.
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Embora o Citi veja pontos favoráveis para o Magazine Luiza, o risco ainda existe. Segundo o banco, a taxa de juros continua alta e dificilmente diminuirá no curto prazo — o que não é bom para nomes de “longa duração” como o Magalu.
Outro ponto que o banco ressalta é sobre o crédito. O Citi enxerga uma piora clara nas condições para pessoas físicas e jurídicas.
Por isso, o banco alerta que o processo de crescimento do Magazine Luiza pode não ser simples e pode haver alguns solavancos ao longo do caminho, já que as margens da empresa são baixas e sua atividade principal depende de crédito e capital de giro.
O ponto central é a conversão das ações preferenciais (PN) em ordinárias (ON); em reuniões separadas, os detentores de papéis PNA1 e PNB1 deram o aval para a transformação integral dos ativos
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