Lucro líquido da Vale (VALE3) desaba 58% no primeiro trimestre e fica em US$ 1,8 bilhão; confira os destaques financeiros da mineradora
De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pelos menores preços realizados de minério de ferro, seu carro-chefe.

Dizem que quanto maior a altura, maior a queda. E, no caso da Vale (VALE3), que é uma gigante da mineração brasileira e mundial, o tombo foi registrado no lucro líquido do primeiro trimestre, que recuou 58%, para US$ 1,8 bilhão, contra US$ 4,4 bilhões no mesmo período do ano passado.
De acordo com a companhia, o resultado foi impactado pelos menores preços realizados de minério de ferro, seu carro-chefe.
A Vale já havia divulgado em seu relatório de produção e vendas que os preços tanto dos finos quanto de pelotas da matéria prima do aço caíram de 16,5% a 23,2% no período. A queda foi atribuída ao recuo dos preços de referência de mercado e ao efeito negativo dos mecanismos de ajustes de prêmio.
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Ebitda da Vale (VALE3) também recua e dívida líquida cresce
A variação negativa dos preços também afetou o Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, que anotou uma queda de pouco mais de 47% e ficou em US$ 2,9 bilhões no início de 2023. Já o indicador proforma, que exclui as despesas relacionadas a Brumadinho, caiu 43% e chegou a US$ 3,6 bilhões.
Por falar no rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, que era operada pela Vale e resultou na morte de pelo menos 270 pessoas em 2019, o saldo de provisões para indenizações e outros gastos ligados à tragédia foi de US$ 6,8 bilhões no final de março. O impacto total no Ebitda chegou a US$ 16,4 bilhões nos últimos três anos.
O custos de descaracterização somaram US$ 78 milhões, enquanto os gastos com acordo e doações foram de US$ 124 milhões no primeiro trimestre.
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Uma das poucas altas do balanço apareceu na linha de um indicador cuja subida costuma preocupar os investidores: a dívida líquida da Vale cresceu 67,5%, passando de US$ 4,9 bilhões no 1T22 para US$ 8,2 bilhões entre janeiro e março deste ano.
Performance operacional
Além da queda nos preços, outro fator afetou os resultados da Vale no período, de acordo com a próprio mineradora, e veio do setor comercial. As vendas de finos de minério de ferro recuaram 10,6%, ainda na comparação com o 1T22, para 45,8 toneladas métricas (Mt).
A produção de minério de ferro, por outro lado, cresceu 5,8% no primeiro trimestre de 2023, e chegou a 66,7 mil toneladas métricas.
A Vale afirma que diferença entre a produção e a comercialização do produto é explicada pelo clima: o período chuvoso impôs restrições de carregamento no Terminal Ponta da Madeira. Além disso, o porto passou por uma manutenção não programada.
O CÉU É O LIMITE
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