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A companhia assinou hoje um contrato de compra e venda dos empreendimentos LOG Gravataí e LOG São José dos Pinhais com o FII Golgi
Pouco menos de duas semanas após realizar uma megavenda de galpões para um fundo imobiliário do BTG, a Log Commercial Properties (LOGG3) voltou a se desfazer de ativos nesta terça-feira (16). O comprador foi outro FII que, desta vez, levou dois imóveis por R$ 165 milhões.
A companhia celebrou hoje o instrumento de compra e venda dos empreendimentos LOG Gravataí e LOG São José dos Pinhais com o Golgi, um fundo negociado apenas no mercado de balcão e exclusivo para investidores qualificados.
A margem bruta da operação chegou a 31% e o FII pagará pelos ativos em três parcelas. Cerca de 10% da soma total foi depositada hoje, junto com a celebração do contrato, 60% será pago no fechamento da transação e outros 30% serão quitados em até 13 meses contados a partir do pagamento da segunda parcela.
Vale destacar que a conclusão da venda ainda está sujeita ao cumprimento de condições precendentes. Superadas as devidas etapas, os ativos — ambos localizados na região Sul do país e com 70,5 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) total — passarão para o portfólio do FII, que conta, atualmente, com nove galpões.
Vale destacar que a "reciclagem" de ativos é uma das estratégias adotadas pela Log para reduzir a alavancagem e financiar o crescimento. A companhia encerrou o primeiro trimestre com uma dívida equivalente a 3,1 vezes o Ebitda (indicador usado pelo mercado como termômetro da geração de caixa).
A empresa controlada pelos sócios do Grupo MRV afirma que a transação de hoje reforça a "atratividade" de seus empreendimentos e a capacidade de "desenvolver ativos com liquidez em todas as regiões do país".
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"A LOG já acumulou um expressivo valor de R$ 900 milhões em vendas neste semestre, o que representa R$ 1,8 bilhão nos últimos quatro anos", destaca a companhia em comunicado enviado ao mercado.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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