Klabin (KLBN11) perde para a Suzano (SUZB3) na preferência do Itaú BBA; sabia por quê
O banco rebaixou a recomendação de Klabin e reafirmou a indicação de Suzano, mas melhorou o preço-alvo para as duas empresas

A Klabin (KLBN11) perdeu a preferência do Itaú BBA no setor de papel e celulose. O banco de investimentos rebaixou a recomendação da empresa, enquanto manteve a indicação de compra para as ações da Suzano (SUZB3).
Agora, a Klabin tem recomendação neutra, mas o preço-alvo passou de R$ 23 para R$ 24, o que representa um potencial de valorização de 9% sobre o último fechamento.
O banco de investimentos tem uma expectativa de desempenho limitado para os papéis da KLBN11, após forte valorização no acumulado do ano.
O preço-alvo da Klabin subiu de R$ 23 para R$ 24 — o que representa um potencial de valorização de 9% sobre o último fechamento.
Por sua vez, o Itaú BBA reiterou recomendação de compra para Suzano. O preço-alvo para a ação da empresa passou de R$ 51 para R$ 56, o que representa um potencial de alta de 26%.
“A Suzano continua sendo nosso nome preferido no setor, mas estamos rebaixando a recomendação da Klabin após o forte desempenho superior no acumulado do ano em 2023", diz o banco em relatório.
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O obstáculo da demanda
O Itaú BBA destaca que a desaceleração da atividade global enfraqueceu a demanda de celulose de mercado no primeiro semestre do ano, enquanto a diminuição dos gargalos logísticos globais e as contínuas adições de capacidade aumentaram a disponibilidade de celulose.
Como resultado, os preços da celulose de fibra curta na China caíram cerca de 40% no primeiro semestre na comparação com os níveis de 2022, atingindo o piso em maio.
"Esperamos que os preços continuem pressionados no segundo semestre, embora acreditemos que o pior já passou”, diz o Itaú BBA em relatório.
O banco estima preços da celulose em cerca de US$ 500 a tonelada no segundo semestre e em cerca de US$ 550 a tonelada em 2024.
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Projeções para Klabin e Suzano
As recomendações para Klabin e Suzano fazem parte da atualização do modelo do Itaú BBA.
Nele, o banco tem previsão de Ebitda de R$ 17,8 bilhões para a Suzano em 2023, ante previsão anterior de R$ 18,9 bilhões antes. A queda se deve aos menores volumes de celulose e um real mais apreciado.
Para a Klabin, a estimativa de Ebitda é de R$ 5,9 bilhões em 2023 na comparação com os R$ 7,1 bilhões previstos anteriormente O banco justifica a mudança da projeção com a expectativa de uma receita líquida mais fraca.
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