Justiça bloqueia R$ 1,1 bilhão em contas da Braskem (BRKM5) no caso do afundamento de bairros em Maceió; ações caem na B3
O bloqueio das contas da Braskem se refere ao pedido de reparação feito pelo Estado de Alagoas por perdas em áreas nas regiões afetadas

O caso dos danos em bairros de Maceió (AL) atribuídos à extração de sal-gema continua rendendo dor de cabeça para a Braskem (BRKM5). A Justiça de Alagoas determinou agora o bloqueio cautelar de R$ 1,1 bilhão em contas da petroquímica.
A Braskem é alvo de duas novas ações sobre o afundamento de casas e ruas de Maceió. O bloqueio das contas da companhia se refere ao pedido de reparação feito pelo Estado de Alagoas. O governo alega perda de receitas tributárias e perdas de imóveis localizados na área de risco.
Na outra ação, a Defensoria Pública de Alagoas pede a inclusão de moradores da região dos Flexais no programa de realocação e compensação financeira da Braskem, além de uma indenização de R$ 1,7 bilhão.
Em comunicado, a petroquímica controlada pela Novonor (ex-Odebrecht) e Petrobras (PETR4) informa que "tomará as medidas pertinentes nos prazos legais aplicáveis" sobre o caso.
No pregão desta quinta-feira, as ações da companhia (BRKM5) recuavam 1,31% por volta das 12h30. Aliás, cabe aqui uma curiosidade: apesar do passivo ambiental, a Braskem integra o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.
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Braskem e o afundamento dos bairros de Maceió
O caso começou com tremores de terra registrados em 2018 em uma região de Maceió na qual a Braskem explorava sal-gema, insumo da cadeia produtiva do PVC.
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Os tremores provocaram rachaduras em casas e edifícios, além de crateras nas ruas de vários bairros da cidade. Assim, milhares de moradores foram forçados a se mudar por questões de segurança.
Em abril do ano seguinte, as autoridades brasileiras entraram com processo contra a Braskem e em maio o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicou um estudo com a conclusão que, de fato, a principal causa das rachaduras era a atividade da petroquímica.
A Braskem teve de encerrar a exploração de sal-gema e também as fábricas de cloro-álcali e dicloreto de etileno em Maceió. Desde então, a companhia gastou bilhões de reais para realocar as famílias atingidas pelas rachaduras.
Por fim, somando valores já desembolsados e provisionados, a conta do que a Braskem chama de "evento geológico" chega a quase R$ 13 bilhões.
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