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Itaú vai receber R$ 250 milhões do comprador, o Banco Macro, mas é como se pagasse para sair da Argentina, já que o negócio terá impacto negativo no resultado
O Itaú Unibanco (ITUB4) jogou a toalha e anunciou a venda das operações na Argentina, em meio à crise econômica aparentemente infindável no país vizinho.
O comprador é o Banco Macro, com quem o maior banco privado brasileiro já negociava pelo menos desde junho deste ano.
O preço da venda sinaliza como o país vizinho perdeu relevância no cenário corporativo e econômico. O Itaú vai receber R$ 250 milhões com o negócio, o que equivale a míseros 0,1% do valor de mercado do banco hoje na B3.
Mas na prática é como se o Itaú pagasse para sair da Argentina. Isso porque o negócio terá um impacto negativo no resultado de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, de acordo com o banco.
O Itaú tem uma operação antiga na Argentina. A presença remete a 1979, quando o banco instalou uma unidade de atacado. Já o atendimento ao público em geral teve início em 1995, ainda no auge do processo de "dolarização" da economia do país vizinho.
Após a venda, o banco pretende manter apenas um um escritório de representação local. "Seguiremos atendendo os nossos clientes corporativos e de wealth e private bank a partir das nossas unidades do banco no Brasil e nas demais unidades externas”, acrescentou o Itaú, em comunicado.
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