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Itaú atua como banco de varejo na Argentina desde a década de 1990, mas hoje negócio representa menos de 5% das operações na América Latina
O Itaú Unibanco (ITUB4) pode cortar um destino da rota dos negócios na América Latina. O maior banco privado brasileiro informou que está em negociações preliminares para a venda das operações na Argentina.
O potencial comprador é o Banco Macro, um concorrente local que possui uma extensa rede de agências no país e oferece produtos e serviços financeiros para todo o território argentino, de acordo com o Itaú.
O Macro atende a todos os segmentos, desde pessoas físicas até grandes empresas, de forma semelhante ao Itaú no Brasil.
Ainda não está claro como se dará a transação, caso ela vá adiante. Como o Macro é listado nas bolsas de Buenos Aires e New York, é possível que o Itaú aceite ações do banco como moeda de pagamento.
O Itaú tem uma operação antiga na Argentina. A presença remete a 1979, quando o banco instalou uma unidade de atacado. Já o atendimento ao público em geral teve início em 1995, ainda no auge do processo de "dolarização" da economia do país vizinho.
Poucos anos depois, porém, a Argentina engatou uma sucessão de crises econômicas, o que dificultou a vida das empresas que operam por lá, em particular as multinacionais.
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Paraíso para os turistas brasileiros diante do câmbio favorável, a Argentina vem se revelando um ambiente um tanto inóspito para as empresas brasileiras.
Hoje, a unidade do país vizinho representa menos de 5% da carteira total de crédito do Itaú na América Latina. No total, o banco conta com 71 agências e 1.482 funcionários na Argentina, de acordo com dados do último balanço.
Embora pequeno, o Itaú Argentina é lucrativo. No primeiro trimestre deste ano, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido da operação foi de 48%.
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