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O banco emitiu R$ 2 bilhões em letras financeiras sociais, também chamadas de social bonds, no mercado local
Dentro da agenda de unir projetos ligados a questões ambientais, sociais e de governança corporativa ao mercado financeiro (ESG, na sigla em inglês), o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou uma captação de R$ 2 bilhões para financiar projetos ligados ao empreendedorismo feminino no país.
O banco realizou a operação com a emissão de letras financeiras sociais — também chamadas de social bonds — no mercado brasileiro, com prazo de três anos para os títulos.
Assim como os green bonds já emitidos pelo banco, os títulos sociais tratam-se mecanismos importantes dentro das agendas ESG. Basicamente, os social bonds são títulos de dívida vendidos a investidores.
Mas, diferente de outras modalidades de dívida, os títulos sociais são “carimbados” e costumam ter a captação destinada exclusivamente a um projeto que busque gerar impactos sociais positivos.
Segundo o Itaú, os recursos obtidos com a emissão serão utilizados para financiar pequenas e médias empresas lideradas por mulheres. Outra parcela da captação deve ser direcionada a empresas localizadas nas regiões Norte e Nordeste do país.
O financiamento poderá ser acessado pelas empreendedoras através do Programa Mulher Empreendedora, desenvolvido pelo Itaú em parceria com a IFC.
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A operação do Itaú (ITUB4) contou com uma captação de aproximadamente R$ 1 bilhão com a IFC (International Finance Corporation), membro do Grupo Banco Mundial. Enquanto isso, em uma segunda rodada, mais de R$ 1 bilhão foi captado no mercado.
De acordo com o banco, a emissão dos bonds ainda ressalta “o apetite crescente dos investidores por esse tipo de título de dívida”.
Questionado pela reportagem do Seu Dinheiro, o banco não revelou a remuneração que vai pagar aos investidores da letra financeira social, mas informou que “as taxas ficaram em linha com operações tradicionais com mesmo prazo de vencimento”.
A emissão dos títulos de dívida sociais está alinhada ao “Programa Itaú Mulher Empreendedora”, iniciativa que visa apoiar o desenvolvimento de negócios liderados por mulheres através de programas de capacitação, iniciativas de aceleração e de novas conexões (o famigerado networking).
De acordo com o anúncio, a iniciativa ajudou mais de 28 mil mulheres participantes a se profissionalizarem para melhor gestão de negócios.
Nos últimos dois anos, o projeto ainda focou no empreendedorismo feminino negro, concentrado principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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