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Mais de 150 investidores gringos buscam indenização por prejuízos decorrentes do tombo nas ações da companhia depois que escândalo veio à tona em 2020; valor da causa é estimado em R$ 10 milhões
Acionistas que se sentiram prejudicados pelo tombo nas ações do IRB (IRBR3) decorrente da revelação de fraude no balanço e outras informações enganosas divulgadas pela companhia em 2020 ainda não desistiram de buscar reparação por suas perdas.
Desta vez, 155 investidores estrangeiros, dentre os quais diversos fundos de investimento, entraram com pedido de arbitragem contra o IRB, em busca de indenização por perdas sofridas com a desvalorização das ações IRBR3 iniciada em 2 de fevereiro de 2020, quando começou a revelação do escândalo envolvendo a resseguradora.
À época, a gestora carioca Squadra publicou uma carta aberta ao mercado na qual revelava inconsistências no balanço do IRB, o que imediatamente derrubou os papéis da empresa. Pouco tempo depois, surgiram notícias de que a Berkshire Hathaway, a holding de investimentos do bilionário Warren Buffett, havia aumentando a posição em IRBR3, mas a informação foi negada pela própria companhia americana, provocando perda adicional de valor do IRB. Relembre todo o caso.
Entre os requerentes da arbitragem figuram fundos de gestoras como Fidelity e Schwab, diversos fundos de pensão americanos e europeus, além de fundos soberanos, como o GIC, de Cingapura. O valor provisoriamente atribuído à causa é de cerca de R$ 10 milhões.
Desde fevereiro de 2020, o IRB já precisou trocar toda a sua diretoria, fazer aumento de capital e amargou uma série de prejuízos, tentando se reerguer. Suas ações perderam cerca de 98% do valor, e outros acionistas também pediram indenizações à empresa pelos prejuízos sofridos.
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