Elon Musk recebe mais um sinal verde para testar chip em cérebros humanos e deve começar a recrutar cobaias em breve; veja qual é o objetivo do bilionário
A Neuralink, fundada por ele, confirmou que busca pessoas com paralisia devido à lesão da medula espinhal ou ELA para os testes

A Neuralink, uma das empresas de Elon Musk, recebeu mais um sinal verde para conduzir testes de implantação de chips em cérebros humanos. Segundo informações da Reuters, um comitê independente aprovou nesta semana o início do recrutamento de pacientes paralisados.
A empresa confirmou que busca pessoas com paralisia devido à lesão da medula espinhal cervical ou esclerose lateral amiotrófica (ELA) para o estudo, cujo objetivo inicial é possibilitar o controle de um cursor ou teclado de computador usando apenas os pensamentos.
Mas a companhia não revelou quantos participantes entrarão no programa, que deve levar cerca de seis anos para ser concluído.
Vale destacar que a agência americana Food and Drug Administration (FDA) — equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — já havia dado sua permissão para os testes em humanos em maio deste ano.
Mas, ainda de acordo com a Reuters, a empresa e a agência tiveram dificuldades para chegar um acordo a respeito da quantidade de cobaias. A Neuralink queria, inicialmente, implantar o chip em 10 pessoas e não informou qual foi o número final aprovado pela FDA.
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Chip no cérebro: mais uma “grande aposta” de Elon Musk…
Fundada em 2016, a Neuralink é mais um negócio de Elon Musk na fronteira da inovação. O bilionário também é dono da Starlink, que desenvolve satélites; da SpaceX, de aeronaves espaciais, e da Tesla — fabricante de carros elétricos.
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Uma das tentativas da Neuralink de conseguir o aval para testes do chip cerebral em humanos aconteceu no ano passado. Segundo a agência Reuters, a FDA recusou o pedido por conta de preocupações sobre o material e desenvolvimento do dispositivo.
Na época, questões como o possível superaquecimento da bateria do chip, a remoção e a probabilidade de infecção ou rejeição pelo corpo foram cruciais para a não liberação dos ensaios clínicos em humanos.
Há pelo menos três anos, a Neuralink vem realizando estudos e teste em animais. Um deles foi divulgado em abril de 2021, em que um macaco com o chip cerebral joga um videogame apenas com a atividade do cérebro.
No ano anterior, a Neuralink também demonstrou testes com uma porca. Mas, desde o início dos testes, a empresa vem sendo alvo de críticas de órgão de defesa animal, com diversas acusações por maus tratos.
Por fim, o Departamento de Transportes dos EUA investiga o deslocamento de materiais possivelmente perigosos — como chips contaminados de primatas doentes — de forma inadequada pela Neuralink, após uma denúncia de um grupo de defesa aos animais.
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