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A Eletrobras (ELET3) pretende recomprar até 202,1 milhões de papéis ordinários e outros 27,5 milhões de ações preferenciais
A Eletrobras (ELET3) já começou o ano buscando o mercado — a companhia informou que foi aprovada uma recompra de ações que pode chegar a até 202,1 milhões de papéis ordinários e outros 27,5 milhões de ações preferenciais.
Elas representam 10% do total de ativos em circulação para cada uma das classes.
De acordo com documento arquivado pela Eletrobras na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o prazo para liquidação das operações com ações que fazem parte do plano de recompra é de 18 meses, contados a partir de terça-feira (3). Portanto, a data final é de 2 de julho de 2024.
A ideia é recomprar os papéis para posterior cancelamento, alienação ou manutenção em tesouraria, sem redução do capital social.
Segundo a Eletrobras, o programa serve "para incrementar o valor aos acionistas pela aplicação eficiente dos recursos disponíveis em caixa, otimizando a alocação de capital da companhia."
Ainda segundo a empresa, ela poderá utilizar esse instrumento para manter as ações em tesouraria com o objetivo de quitar pagamentos decorrentes de seus passivos relativos a processos judiciais que discutem a diferença de correção monetária dos créditos de Empréstimo Compulsório de Energia (“ECE”) e a legalidade do tributo.
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No mês passado, depois de integrar a carteira recomendada do Itaú BBA por um "tempo consideravelmente mais longo do que a média", a Eletrobras (ELET3) foi tirada do Top 5 do banco.
Em relatório, os analistas explicam que ficaram confortáveis em aguardar o desenvolvimento da tese da privatização da Eletrobras, representada na carteira recomendada do banco pelos seus papéis preferenciais ELET6. No entanto, com a conclusão da desestatização, há agora menos gatilhos de valorização à frente.
Para eles, o próximo gatilho para o papel deve acontecer somente em março deste ano, com a divulgação dos resultados do quatro trimestre de 2022.
Tudo indica que a partir de agora, o mercado irá prestar ainda mais atenção aos fundamentos econômicos-financeiros da Eletrobras, buscando pistas da eficiência adquirida após a privatização.
No pregão desta quarta-feira (4), as ações ELET3 subiam 2,61% às 11h08, cotadas a R$ 40,87. Já ELET6 avançava 2,68% no mesmo horário, a R$ 42,53 — liderando os ganhos da B3.
Graças à privatização, as ações da Eletrobras subiram 31,5% em 2022. Neste início de ano, os papéis já recuam 5,23%, conforme o fechamento anterior.

De acordo com dados compilados pela plataforma TradeMap, todas as nove recomendações para o ativo são de compra.
Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen
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