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O valor dos proventos, aprovados pelos acionistas em assembleia, precisará ser descontado da proposta original feita pelos portugueses da EDP
Quem ainda pretende comprar ações da EDP Brasil (ENBR3) mirando a oferta pública de aquisição (OPA) feita pelo controlador em Portugal, fique atento: a companhia comunicou hoje um ajuste para baixo no preço por ação, originalmente fixado em R$ 24,00.
Mas isso não quer dizer que o grupo EDP esteja tentando uma barganha na tentativa de fechar o capital da subsidiária. O que acontece é que os acionistas da empresa brasileira aprovaram hoje, em assembleia, o pagamento de R$ 152,5 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,2694 por ação. E essa cifra precisará ser descontada dos termos da OPA.
Afinal, as ações ENBR3 passarão a ser negociadas "ex-dividendo" uma vez que os proventos forem distribuídos. Portanto, o novo preço unitário da oferta será de R$ 23,73 por ação; os papéis da EDP Brasil fecharam o pregão desta terça (11) cotados a R$ 22,34.
Os planos da portuguesa EDP foram revelados no início de março: na ocasião, os R$ 24,00 propostos na OPA para fechar o capital da subsidiária brasileira representavam um prêmio de cerca de 22% em relação às cotações da época dos papéis ENBR3, de R$ 19,63.
No documento, a controladora cita “um ambiente internacional particularmente desafiador, devido ao cenário de altas taxas de juros”. O grupo reforça que as operações da EDP Brasil permanecerão sem qualquer alteração durante o processo, que deve levar cerca de sete meses, com expectativa de ser concluído até o final de 2023.
De acordo com um laudo assinado pela consultoria EY, a EDP Brasil como um todo foi avaliada entre R$ 11,434 bilhões e R$ 12,505 bilhões, o que corresponde a um preço por ação entre R$ 20,20 e R$ 22,09. Portanto, os R$ 24,00 propostos pelos portugueses representam um prêmio em relação à avaliação.
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Ainda em relação à EDP Brasil, vale lembrar que, no começo de 2023, a empresa reconheceu uma “imparidade” de R$ 1,2 bilhão nas contas devido ao cancelamento do leilão de reserva de capacidade que estava previsto para acontecer no final de 2022.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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