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A decisão da OpenAI vem na esteira da ameaça de quase todos os funcionários pedirem demissão se Altman não fosse reintegrado à equipe
“Vocês não imaginam o prazer que é estar de volta”, diria Sam Altman, fundador da OpenAI — a empresa por trás do ChatGPT — no Vale do Silício nesta quarta-feira (22), quando voltou à empresa que ele mesmo criou após uma demissão que durou cinco dias.
Isso mesmo. Menos de uma semana depois da “expulsão” de Altman da empresa e de negociações de alto risco, a startup de inteligência artificial (IA) anunciou que traria de volta o executivo como CEO.
A decisão vem na esteira da ameaça de quase todos os funcionários pedirem demissão se Altman não fosse reintegrado à equipe.
“Eu amo a OpenAI, e tudo o que fiz nos últimos dias serviu para manter esta equipe e sua missão unidas. Quando decidi ingressar na MSFT [Microsoft] no domingo à noite, ficou claro que esse era o melhor caminho para mim e para a equipe. Com a nova diretoria e o apoio de Satya, estou ansioso para retornar à OPENAI e desenvolver nossa forte parceria com a MSFT”, anunciou Altman, em publicação no X, antigo Twitter.
Além do CEO, outro executivo voltará para a empresa, Greg Brockman. Vale lembrar que o até então presidente do conselho de administração da companhia decidiu deixar a companhia após a demissão de Altman — assim como dezenas de outros funcionários.
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A OpenAI ainda anunciou que reformulará o conselho de administração para contratar novos diretores. Vale destacar que o novo conselho pode não ser definitivo.
Inicialmente, o conselho será liderado por Bret Taylor, ex-co-CEO da Salesforce e diretor do Twitter antes da aquisição por Elon Musk.
Larry Summers, secretário do Tesouro dos EUA no governo do presidente Bill Clinton, também passará a integrar o colegiado, e Adam D'Angelo, cofundador e CEO da Quora, continua como conselheiro.
“Chegamos a um acordo de princípio para Sam Altman retornar à OpenAI como CEO com um novo conselho inicial composto por Bret Taylor (Presidente), Larry Summers e Adam D'Angelo”, escreveu a empresa, no X.
Até então, Sam Altman havia concordado em não fazer parte do conselho para concluir o acordo, de acordo com a Bloomberg, mas eventualmente o executivo poderá se juntar ao colegiado.
Na noite da última sexta-feira, o criador do ChatGPT foi demitido da empresa que ele mesmo criou após o conselho afirmar que “ele não era consistentemente sincero nas suas comunicações”.
A dona do ChatGPT ainda afirmou que a falta de sinceridade do executivo prejudicava a sua capacidade de exercer responsabilidades na companhia. “O conselho não confia mais em sua capacidade de continuar liderando a OpenAI”, escreveu.
No mesmo dia, a OpenAI anunciou a chefe de tecnologia, Mira Murati, como CEO interina. Porém, os investidores não ficaram satisfeitos com a decisão da empresa e pressionaram pelo retorno de Altman ao cargo.
Antes mesmo de a semana acabar, a gigante de IA decidiu nomear outro executivo como CEO substituto: o ex-chefe do Twitch, Emmett Shear.
No domingo, Sam Altman decidiu migrar para a Microsoft, empresa parceira da OpenAI com investimentos multibilionários na startup de IA, para liderar uma nova equipe de pesquisa avançada de inteligência artificial.
Ainda no fim de semana, a maioria dos 770 funcionários da OpenAI assinaram uma carta ao conselho afirmando que poderiam pedir demissão e ingressar na Microsoft, a menos que todos os diretores do conselho renunciassem e Altman fosse recontratado.
Uma das funcionárias que assinaram a carta foi Mira Murati — a até então CEO interina da dona do ChatGPT após a demissão de Altman.
Logo depois da recontratação de Sam Altman, a OpenAI compartilhou uma foto de toda a equipe publicada por Greg Brockman, com a legenda “A OpenAI não é nada sem sua equipe” — a mesma frase usada por diversos líderes da dona do ChatGPT após a demissão dos executivos no fim de semana.
*Com informações de Bloomberg.
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