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A maior soma foi divulgada pela Copel, que distribuirá um total de R$ 958 milhões aos acionistas que detiverem papéis da empresa em 29 de setembro
As companhias elétricas são conhecidas por serem boas pagadoras de dividendos. E a Copel (CPLE6) e a Cemig (CMIG4) não decepcionaram os investidores nesse front: as companhias anunciaram nesta quarta-feira (20) pagamentos milionários de juros sobre o capital próprio (JCP).
A maior soma foi divulgada pela Copel, que distribuirá um total de R$ 958 milhões aos acionistas que detiverem papéis da empresa em 29 de setembro.
Após essa data, a companhia negociará papéis "ex-direitos" que passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados.
Então você pode optar por comprar as ações agora e receber o dinheiro ou esperar a data de corte e adquirí-los por um valor menor, mas sem o crédito do JCP.
Os depósitos na conta dos investidores serão divididos em dois. A primeira parcela, de R$ 456,9 milhões, está marcada para 30 de novembro deste ano; já a segunda, de R$ 501 milhões, deve cair até o final de junho de 2024, em data a ser fixada na próxima assembleia da Copel.
A Cemig também optou por dividir seus proventos, que totalizam R$ 417,9 milhões, em dois. As parcelas de valores iguais serão distribuídas até 30 de junho de 2024 e até 30 de dezembro de 2024, respectivamente.
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O JCP destina-se a quem estiver na base acionária da companhia na próxima segunda-feira (25) e equivale a R$ 0,18994289564 por ação.
Mas vale destacar que esse é o valor bruto dos proventos — o JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte e a companhia não divulgou qual é a cifra líquida após a mordida do Leão.
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De volta à Copel, os dividendos não foram a única novidade anunciada pela empresa nesta noite. A companhia também comunicou a contratação de assessorias para um possível desinvestimento na Companhia Paranaense de Gás (Compagas).
A Copel é dona de 51% do capital social e votante da empresa responsável pela distribuição de gás natural canalizado no Estado do Paraná. A concessão para operar o serviço, concedida originalmente em 1994, foi renovada no ano passado e vale até 2054.
Segundo a companhia, o potencial desinvestimento está em sintonia com o planejamento estratégico empresarial para 2030 e fortalece "os pilares para a perenidade e o crescimento sustentável dos negócios com foco em energia elétrica".
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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