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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

BATALHA DA CONSTRUÇÃO

Direcional, EZTec e Mitre divulgam prévia do quarto trimestre; veja quais construtoras agradaram os analistas e deveriam estar na carteira

Se a performance das ações fosse o único critério, a Direcional seria a campeã, mas os números da Mitre foram mais bem-recebidos

Larissa Vitória
Larissa Vitória
13 de janeiro de 2023
13:56 - atualizado às 11:57
Silhueta de trabalhadores da construção civil no pôr do sol | Construtoras, Cury, PDG PDGR3, ações JP Morgan Casa Verde e Amarela Distratos TENDA Santander Ações ação
A alta no preço dos insumos dificulta a vida das construtoras da B3 - Imagem: rawpixel.com/freepik

As prévias operacionais das construtoras e incorporadoras da B3 são sempre aguardadas pelo mercado, pois dão um vislumbre de como será o balanço. Especialmente as do quarto trimestre, que incluem também o resultado consolidado do ano.

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Três companhias do setor — Direcional (DIRR3), EZTec (EZTC3) e Mitre (MTRE3) — divulgaram o documento entre ontem e esta sexta-feira (13), e analistas e investidores repercutem os números hoje.

Se a performance das ações fosse o único indicativo de qual resultado foi mais bem-recebido, a Direcional seria a campeã.

As ações DIRR3 registram a menor queda do grupo em um dia no qual quase todo o setor opera no vermelho. Apesar disso, o quarto trimestre da companhia foi mais fraco que o esperado pelos especialistas da construção civil.

A EZTec, por outro lado, está entre as maiores quedas do índice imobiliário da B3, mas a compra das ações EZTC3 ainda é recomendada pela maior parte dos analistas consultados pelo Seu Dinheiro.

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Confira abaixo a performance das ações e veja também os destaques operacionais de cada uma das três construtoras.

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Fonte: TradingView

Direcional (DIRR3) teve trimestre fraco, mas o ano foi recorde

A Direcional reportou vendas líquidas contratadas de R$ 694,3 milhões no quarto trimestre. O resultado veio marginalmente abaixo do esperado pela Empiricus, segundo o analista Caio Araújo.

Mas Araújo destaca que o indicador foi impactado por eventos não recorrentes — como as eleições presidenciais e a Copa do Mundo — que “já devem ser dissipados no primeiro trimestre de 2023”.

Além disso, no resultado consolidado de 2022, a construtora teve o melhor ano de vendas líquidas da sua história, com R$ 3 bilhões. A cifra é 23% superior à registrada em 2021.

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A Direcional quebrou outro recorde ao lançar R$ 3,6 bilhões em 2022, crescimento de 16% na comparação com o ano anterior.

Baseados nesses resultados, nas perspectivas favoráveis para o programa Casa Verde e Amarela — um dos focos da companhia — e no valuation descontado dos papéis, Empiricus, Bradesco e Santander recomendam compra para a empresa.

Os dois bancos estabeleceram preços-alvo de R$ 24 e R$ 22 para 2023 — o Bradesco é quem aposta na maior alta, de 60,2%, enquanto o Santander vê um potencial de ganhos de 46,8% com as ações.

EZTec (EZTC3) também trouxe números mais fracos que os esperados para as construtoras

O quarto trimestre da EZTec (EZTC3) também foi mais fraco que o previsto pelos analistas. O Santander cita, por exemplo, que os R$ 293,5 milhões em lançamentos representam uma queda de 40% na comparação anual. Já as vendas brutas ficaram em R$ 334 milhões, um recuo de 14,8% ante o 4T21.

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O Bradesco destaca que os números do período não serão “um divisor de águas” para os desafios estruturais da empresa — especialmente os relacionados à rentabilidade do capital (ROE) — e mantém a recomendação neutra, dando preferência para Cyrela (CYRE3) no segmento de média e alta renda.

Já o Santander e o BTG Pactual ainda consideram que as ações EZTC3 estão em patamares atrativos e reforçam a recomendação de compra. Os analistas do primeiro banco estabeleceram um preço-alvo de R$ 21,50 (+60,3% em relação à cotação atual), enquanto o BTG aposta em uma alta maior, de 123,7%, com preço-alvo de R$ 30.

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Vendas de estoque foram destaque na Mitre (MTRE3)

Entre as três construtoras da rodada, a Mitre foi quem mais agradou os analistas. Os resultados foram considerados “decentes” pelo BTG Pactual, com números sólidos na frente operacional.

As vendas líquidas de R$ 319 milhões no quarto trimestre marcaram um recorde histórico para o indicador e foram 1,9% superiores às do mesmo período de 2021. No acumulado anual a alta foi de 13%, para R$ 827,2 milhões.

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O Bradesco ressalta ainda que boa parte da cifra veio das vendas de estoque. “O estoque da Mitre está em média 70% vendido, ressaltando que nos empreendimentos a serem entregues nos próximos 12 meses o número pode chegar a 90%”, apontam os analistas.

O banco destaca que o estoque pronto possui apenas 19 unidades, ou seja, representa 0,8% do total e deixa o indicador em níveis saudáveis.

A boa performance operacional e o valuation atrativo levaram os dois bancos a manterem a recomendação de compra para MTRE3. O BTG Pactual calcula uma alta de 120,4%, com preço-alvo de R$ 11, enquanto o Santander espera que as ações subam para R$ 9 em 2023.

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