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A empresa holandesa informou que as demissões devem se concentrar nos Estados Unidos e na Holanda

Em menos de seis meses, a Philips reajustou os números e anunciou um corte no quadro de funcionários maior do que o previsto. Ao todo, a empresa cortará 6 mil empregos até 2025, o que representa uma redução de 13% da força total de trabalho.
E três mil postos de trabalho serão cortados ainda neste ano.
Em outubro do ano passado, a empresa de tecnologia de saúde holandesa afirmou que o plano de redução de funcionários atingiria cerca de 4 mil profissionais em todo o mundo, o que representava 5% do total de colaboradores.
A decisão de reduzir a força de trabalho acontece após a empresa reportar um prejuízo líquido de 1,3 bilhão de euros (R$ 6,77 bilhões no câmbio atual) no terceiro trimestre, devido aos equipamentos com defeito.
"O desempenho da Philips no (último) trimestre foi impactado por desafios operacionais e de abastecimento, pressão inflacionária, a situação da covid na China e a guerra russo-ucraniana", afirmou o grupo no primeiro comunicado sobre as demissões.
Por fim, a empresa informou que as demissões devem se concentrar nos Estados Unidos e na Holanda, o que afetará principalmente as linhas de negócios.
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Os resultados do período entre julho e setembro de 2022 marcaram o quinto trimestre consecutivo que a Philips registrou queda nas vendas e, consequentemente, no lucro. Além disso, a empresa enfrenta uma crise organizacional e de reputação.
Em junho de 2021, a empresa fez um recall de 5,5 milhões de ventiladores usados para tratar apneia do sono. O erro de fabricação resultou em uma perda de 30 bilhões em valor de mercado da empresa e a reparação dos equipamento ainda não foi concluída.
Soma-se a isso, a queda de 5% nas vendas na comparação com o mesmo período do ano anterior — entre julho e setembro —, para 4,3 bilhões de euros.
Com a reestruturação, a Philips pretende destinar quase 300 milhões de euros (R$ 1,56 bilhão no câmbio atual) nos próximos trimestres com mudanças organizacionais.
*Com informações de Reuters e France Presse
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