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A Watches of Switzerland teve a maior queda já registrada até então, perdendo um quarto do seu valor em apenas um dia; entenda a história
O relógio Rolex está no olho do furacão no caso das joias envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas, nesta sexta-feira (25), a tradicional marca suíça também ganhou a atenção dos investidores internacionais — só que o motivo não é político.
Um negócio envolvendo a marca abalou a bolsa da Suíça hoje. As ações da Watches of Switzerland caíram quase 30%, a maior queda já registrada até então, pressionadas pela compra da varejista Bucherer pela Rolex.
O valor do negócio não foi revelado, mas a operação fez com que o grupo Watches of Switzerland — que vende relógios Rolex, Piguet e Cartier — perdesse um quarto do seu valor na manhã de hoje.
A varejista suíça Bucherer tem mais de 100 lojas em todo o mundo e mantém uma estreita parceria com o fabricante compatriota Rolex desde 1924.
Acontece que Jorg Bucherer, neto de 86 anos do fundador Carl Bucherer, decidiu se desfazer do negócio da família na ausência de descendentes diretos para assumir as rédeas do grupo.
Em um comunicado para acalmar os investidores, a Watches of Switzerland tentou acalmar as preocupações do mercado, dizendo que a Bucherer irá conquistar mais participação de mercado por sua ligação com a marca icônica.
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A Watches of Switzerland insistiu que a aquisição se referia apenas ao planejamento da sucessão da Bucherer e que a Rolex — cujo acordo rompeu com o modus operandi de agir apenas como fabricante — não está fazendo um “movimento estratégico” no mercado varejista.
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Para a Rolex, a aquisição dá para a marca uma presença nas vendas ao consumidor pela primeira vez. Do lado da Bucherer, a marca e a equipe de gestão permanecerão inalteradas.
A integração com a Rolex está prevista para ser concluída assim que os reguladores de concorrência aprovarem a aquisição.
A Rolex anunciou ainda que a varejista de relógios de luxo operará de forma independente.
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