O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Banco acreditava que controladores apoiariam a empresa
Se não fosse a presença de três dos homens mais ricos do Brasil como acionistas de referência da Americanas, o BTG Pactual (BPAC11) não teria concedido tanto crédito assim à varejista. A consideração foi feita pela direção do próprio banco nesta segunda-feira (13) após a divulgação dos resultados do quarto trimestre.
“A gente entendia que, dada a história e o poder dos acionistas, a empresa merecia mais crédito. Sem contar com o apoio dos acionistas, a gente provavelmente teria exposição menor”, disse o diretor financeiro do banco, Renato Cohn, durante coletiva com jornalistas.
Mas Cohn garantiu que não há outros clientes do BTG Pactual que dispõem da mesma abordagem. De acordo com o CFO, o caso Americanas é o único que a exposição de crédito excede os parâmetros de concessão devido à figura dos acionistas.
“Eles excediam porque a gente entendia que os controladores eram importantes e suportariam a empresa”, disse Cohn.
As declarações aconteceram sem citar os nomes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira, Marcel Telles e da própria Americanas, como tem sido de praxe na comunicação dos bancos sobre o caso. E, assim como fizeram o Bradesco e o Itaú, o BTG também classificou o evento como fraude.
O BTG Pactual foi um dos primeiros bancos a levar a briga com a Americanas (AMER3) para os tribunais logo após a revelação das “inconsistências contábeis” bilionárias - e também será um dos que verá seus resultados de 2023 afetados pela crise na varejista.
Leia Também
Isto porque o banco provisionou apenas uma parte da sua exposição à companhia no balanço do quarto trimestre de 2022. Assim, os efeitos do andamento do caso devem continuar impactando os resultados do banco.
No total, as dívidas da Americanas com o BTG somam cerca de R$ 3,5 bilhões, mas o banco provisionou apenas R$ 1,123 bilhão por linhas de crédito concedido à varejista. Considerando apenas esses números, o BTG teria se protegido de apenas 34% do risco Americanas.
Porém, o banco obteve uma vitória na Justiça para compensar R$ 1,2 bilhão que estavam depositados na conta do BTG, dados como garantia para empréstimos concedidos à Americanas.
Além disso, outros R$ 400 milhões estão cobertos por resseguradoras com as quais o BTG tem contrato. Isso leva a exposição líquida do BTG à Americanas para R$ 1,9 bilhão e, portanto, a provisão de R$ 1,2 bilhão corresponde a 63% do crédito.
Segundo o diretor financeiro, a expectativa é de que o banco consiga recuperar até mais do que o valor provisionado.
Para alguns analistas, o resultado do BTG veio melhor do que o esperado, mas, na visão de outros, não há muito o que celebrar.
O banco de investimentos teve lucro líquido de R$ 1,767 bilhão nos últimos três meses de 2022, praticamente inalterado em relação ao mesmo período de 2021.
De acordo com a analista da Empiricus Larissa Quaresma, o grande receio era o tamanho do impacto da Americanas, que acabou sendo até mais leve do que o antecipado.
“Retirando esse efeito, o resultado teria superado as expectativas”, disse.
Sem o cálculo relacionado à varejista, o lucro do BTG seria de R$ 2,347 bilhões — ou seja, um crescimento de 32%.
A XP, por sua vez, deu ênfase ao número com efeito Americanas e destacou que o nível de provisionamento não elimina a possibilidade de novos impactos relacionados ao caso em 2023.
As perspectivas para o ano também preocuparam analistas do Itaú BBA, que viram o guidance da carteira de crédito do BTG com crescimento de 15% como ambicioso.
“Nós vemos algum perigo nesse otimismo devido à aceleração da inadimplência corporativa neste ano. Além disso, destacamos que o BTG encerrou o trimestre com um nível relativamente baixo de provisões”, disse o Itaú BBA.
Confira as recomendações para a ação do BTG Pactual (BPAC11) das casas às quais tivemos acesso:
| BANCO | RATING | PREÇO-ALVO |
| Goldman Sachs | COMPRA | R$ 33 |
| XP | NEUTRO | R$ 30 |
| Itaú BBA | NEUTRO | R$ 29 |
| UBS BB | NEUTRO | R$ 29 |
| EMPIRICUS | COMPRA | - |
Considerando todas as classes de ações, João Carlos Mansur chegou a 4,55% do capital total do BRB
Abordagem do CEO da Nvidia impacta positivamente a remuneração dos funcionários de longa data em meio ao crescimento da companhia
O banco deve apresentar mais um desempenho sólido, reforçando a fama de instituição que não surpreende — e mesmo assim lidera
Banco entrega resultado acima do esperado em meio a rumores de OPA, enquanto saúde da carteira de crédito segue no radar; veja os destaques do balanço
BTG Pactual e Santander avaliam que os riscos de curto prazo foram exagerados e mantêm recomendação de compra para a ação
Analistas do banco apontam fundamentos frágeis para o petróleo e riscos na agenda da estatal, mas o mercado segue otimista com Ibovespa em recorde
Deixando para trás uma política mais agressiva de M&As (fusões e aquisições), a empresa agora foca em gerar valor ao acionista — e o BTG Pactual gostou bastante da alteração na rota
Com capital sobrando e foco em eficiência, grupo espanhol avalia simplificação da estrutura — e Brasil pode estar no radar, de acordo com o banco norte-americano
Banco iniciou cobertura do papel com recomendação de compra, apesar do cenário adverso para o segmento
Jeff Bezos viu sua fortuna crescer com o anúncio de fechamento de lojas físicas da Amazon Go e Fresh.
A incorporação da xAI pela SpaceX coloca a jogada de Elon Musk no topo do ranking histórico das maiores fusões e aquisições da história
Decisão liminar concede alívio parcial à holding, mas impõe uma perícia para investigar acusações de fraude e capital inflado
Oferta de ações faz parte do plano sob o Chapter 11 e busca reduzir dívidas e atrair capital de longo prazo
Acionistas alegam prejuízos causados por demonstrações financeiras fraudadas e pedem responsabilização de Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles após o colapso da empresa, em 2023
Santander abre a temporada e dá o tom para Itaú, Bradesco, BB e Nubank; veja as apostas dos analistas
Ele confirmou o que a imprensa gringa já dava como certo: o casamento entre a gigante de foguetes e a startup de inteligência artificial; objetivo agora é levar o processamento de IA para fora da Terra
Com a transação de R$ 1,4 bilhão, a multinacional de Porto Rico, que já é dona da Sinqia, avança no mercado brasileiro
Dependente de arrendamentos e com caixa pressionado, braço de alimentos é peça central na estratégia da Fictor para evitar o colapso da holding. Mas será que isso faz sentido?
A empresa de energia, que atua com cultivo de cana-de-açúcar, produção de etanol, açúcar e bioenergia, anunciou mudanças no seu conselho de administração
A refinaria estava parcialmente fechada desde outubro, sob suspeita de crimes contra a ordem econômica e tributária