O brasileiro está bebendo mais cerveja, e uma marca da Ambev (ABEV3) ganhou espaço na geladeira na disputa com a Heineken
A forte presença de marcas como Beck’s, Brahma Duplo Malte e até mesmo da linha sem álcool, como a Budweiser Zero, também contribuíram para o crescimento da cervejeira, segundo pesquisa do Bank of America (BofA)

O verão está se aproximando e com ele os convites para tomar uma cerveja após o expediente também se multiplicam. Mas seja no inverno, primavera ou outono, uma coisa é certa: a “gelada” é uma preferência geral dos brasileiros — ao menos é o que diz um levantamento do Bank of America (BofA).
A pesquisa apurou com mil clientes não apenas o consumo — que continuou resiliente graças àqueles que continuaram tomando cerveja dentro de casa mesmo após a pandemia —, mas também as marcas preferidas e o novo comportamento dos brasileiros.
A conclusão é que a Heineken segue como a preferida isoladamente. Mas as marcas da Ambev (ABEV3) como um todo — que incluem nomes como Brahma, Budweiser, Amstel, Skol, Original, entre outras — ganharam espaço na geladeira.
Com destaque no segmento de cervejas premium, a Spaten promete dar canseira à concorrente holandesa, de acordo com a pesquisa do BofA.
Assim, os analistas mantiveram a recomendação de compra dos papéis ABEV3. Os menores custos operacionais e de matérias-primas — somados ao “efeito Spaten” — mantêm o otimismo em relação à empresa.
Por volta das 16h desta segunda-feira (06), as ações ABEV3 operavam em alta de 1,13%, cotadas a R$ 13,50. No mesmo horário, o Ibovespa tentava sustentar os 118 mil pontos com alta de 0,19%.
Leia Também
- Do zero a uma renda passiva: treinamento completo com os ‘tubarões’ do mercado mostrará as estratégias mais avançadas para poder gerar dinheiro na conta; inscreva-se aqui
Ambev (ABEV3): Briga de cerveja grande e o efeito Spaten
O que os analistas chamaram de “efeito Spaten” se refletiu no parcela de mercado dominada pela Ambev, que cresceu de 1,3 ponto percentual de maio até novembro deste ano. No mesmo intervalo, o market share da Heineken oscilou 0,2% para baixo.
A Spaten foi lançada em 2021 e tem ganhado força desde então, com 3,5% dos entrevistados declarando preferência na “novata”. A liderança continua com a Heineken (12,9%), seguida por Brahma (12,5%) e Budweiser (8,4%).
Mas não foi só a Spaten que impulsionou os resultados da Ambev como um todo. A forte presença de marcas como Beck’s, Brahma Duplo Malte e até mesmo da linha sem álcool, como a Budweiser Zero, também contribuíram para o crescimento da cervejaria brasileira.
‘É a melhor empresa do Brasil’: ação já decolou 4.200% desde o IPO, é líder de mercado e está barata
Novo gosto
O crescimento da presença de marcas antes pouco conhecidas está no aumento do consumo em casa, em especial durante o período da pandemia. A tendência se manteve mesmo após a reabertura dos bares e restaurantes.
Além disso, o “bebedor de cerveja em home office” também passou a procurar por outros rótulos e esse movimento fez o consumidor se voltar para marcas premium, que se tornaram uma preferência no gosto do brasileiro.
A demanda pela gelada também aumentou: em 2020, 25% dos entrevistados responderam que o consumo de cerveja havia aumentado nos últimos seis meses — já na pesquisa de novembro, esse número subiu para 40%.
Se essa diversificação do gosto e demanda por cerveja seguir a mesma, os analistas enxergam que a Ambev está mais bem posicionada do que a concorrência, com marcas que vão das mais populares até aquelas que atendem o público mais seletivo.
Ambev X Heineken X Petrópolis
A disputa entre a cervejaria brasileira e a holandesa teria um terceiro participante, o Grupo Petrópolis — dona de marcas como Itaipava, Crystal e Petra.
No entanto, o recente pedido de recuperação judicial do grupo e o afastamento da preferência do consumidor colocaram a cervejaria no fundo do congelador — se isso é um bom sinal no universo dos botecos, é péssimo para a marca.
Inclusive, parte do aumento do market share da Ambev, dizem os analistas do BofA, veio da queda da Petrópolis.
Já a Heineken conseguiu manter o espaço conquistado no gosto do brasileiro, e o pequeno ganho que teve se deve a sua versão zero álcool. Já a Devassa, outra marca do grupo da holandesa, tem tido resultados aquém do esperado.
ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL
XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB
25 de setembro de 2026 - 14:35SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO
Yduqs (YDUQ3) anuncia dividendos de R$ 750 milhões após fusão com a Afya, mas presente da dona da Estácio ao acionista pode ser ainda maior, diz JP Morgan
24 de setembro de 2026 - 13:45VENDE BRKM5, RECEBE DÍVIDA
OPA da Braskem (BRKM5) com data marcada: vale a pena trocar as ações pelo que o novo controlador oferece?
24 de setembro de 2026 - 12:32MAIS DE R$ 9 BILHÕES EM RECEITA
Yduqs (YDUQ3), dona da Estácio, anuncia fusão com a Afya e cria gigante em educação médica no Brasil; veja quanto cai no seu bolso
24 de setembro de 2026 - 9:02ALÉM DA PRIVATIZAÇÃO
Privatização da Copasa (CSMG3) chama atenção do mercado, mas Bradesco BBI tem ainda mais motivos para apostar em alta de mais de 38% para a ação
23 de setembro de 2026 - 16:21O PREÇO DA “GENEROSIDADE”
Petrobras (PETR4) caminha para um dos maiores dividendos do mundo. A ação ficou cara demais para comprar agora?
23 de setembro de 2026 - 14:25NOVO FILÃO DE CRESCIMENTO
Maior alta do Ibovespa hoje: Magazine Luiza (MGLU3) sobe na bolsa após decisão de agência do governo; entenda o que mexe com a varejista
23 de setembro de 2026 - 13:58GOVERNANÇA CORPORATIVA
O conselheiro é independente mesmo? Indicação pelo controlador é comum; saiba quando ela vira um problema para a empresa
23 de setembro de 2026 - 12:33SOB PRESSÃO
Braskem (BRKM5) vira campo de batalha: MP questiona processo e credores exigem que Petrobras (PETR4) e IG4 paguem parte da conta
23 de setembro de 2026 - 11:35PROVENTOS
Mais de R$ 600 milhões aos acionistas: confira quem tem direito a receber o JCP da Localiza (RENT4)
22 de setembro de 2026 - 19:27TERMÔMETRO DAS ELEIÇÕES
O mercado já escolheu seu cavalo eleitoral? Banco do Brasil (BBAS3) dispara 26% na bolsa, mas a conta não fecha só com as urnas
22 de setembro de 2026 - 17:03UM BOM NEGÓCIO?
Santander quer comprar seu papel SANB11 — mas o que o minoritário ganha ao trocar as ações por BDRs?
22 de setembro de 2026 - 14:16EXPANSÃO
Vale (VALE3) compra 30% da Ligga por R$ 972,36 milhões e prevê expandir capacidade em quatro vezes; qual o plano da mineradora?
22 de setembro de 2026 - 14:01ABRE E FECHA