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FICOU NO PAPEL

O novo aeroporto de São Paulo não decolou: CCR (CCRO3) desiste do projeto em Cajamar e Caieiras

O chamado NASP (novo aeroporto de SP) era citado pela CCR desde 2016, mas foi oficialmente descontinuado; parte do terreno será devolvida

Aeroporto
Imagem: Shutterstock

Cansado do saguão super movimentado em Congonhas? Com preguiça de ir até Guarulhos para pegar um voo doméstico — Viracopos, então, nem se fala? Pois se você contava com a possibilidade de um novo aeroporto em São Paulo, melhor baixar as expectativas: a CCR (CCRO3), que desde 2016 encabeçava o projeto, jogou a toalha.

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Nesta terça (18), a companhia confirmou oficialmente que vai descontinuar o chamado Projeto NASP (Novo Aeroporto de São Paulo) — já até havia um terreno comprado para a construção do empreendimento, na região das cidades de Cajamar e Caieiras, numa região a menos de 1h de distância do centro da capital.

A área em questão foi adquirida pela CCR em fevereiro de 2016, junto à Companhia Melhoramentos, por R$ 387,4 milhões. Pelos termos do contrato, a companhia deveria confirmar, num período de até sete anos, se o novo aeroporto realmente sairia do papel.

Pois, passados sete anos, não há qualquer sinal de um terceiro terminal aeroportuário que atenda à região metropolitana de São Paulo. E, sendo assim, a CCR precisou devolver parte do terreno aos donos originais — mais especificamente, 29,76% da área que seria destinada ao projeto.

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CCR (CCRO3) e o aeroporto que nunca existiu

A CCR (CCRO3) tem experiência na operação e administração desse tipo de ativo: no Brasil, a companhia é responsável pelo aeroporto internacional de Confins, em Minas Gerais; no exterior, possui participação nos terminais de Quito, no Equador, e de Curaçao, uma ilha no Caribe.

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Em 2021, a companhia expandiu seu portfólio de concessões aeroportuárias ao arrematar dois blocos de terminais regionais: o Sul (Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu, Londrina, Navegantes, Joinville, Pelotas, Uruguaiana e Bagé) e o Central (Goiânia, Palmas, Teresina, São Luís, Imperatriz e Petrolina).

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Somadas, as propostas feitas pela CCR pelos dois pacotes de aeroportos chegaram a quase R$ 3 bilhões.

O Projeto NASP, no entanto, nunca deslanchou: o que seria o primeiro aeroporto comercial 100% privado do país esbarrou em questões regulatórias e no crescimento abaixo do esperado da demanda aérea no país — as dificuldades econômicas ao longo dos anos, somadas à pandemia, afetaram fortemente o setor.

A própria concorrência que o aeroporto na região de Cajamar e Caieiras representaria aos terminais de Congonhas, Guarulhos e Viracopos — os três concedidos à iniciativa privada, em diferentes leilões federais — também foi um empecilho, uma vez que o fluxo de passageiros seria disperso.

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"A CCR reforça aos seus acionistas e o mercado em geral que a descontinuidade do Projeto do NASP faz parte de sua estratégia contínua de crescimento qualificado e alocação racional de capital e segue atenta às oportunidades de valorização da parte remanescente do Terreno", disse a companhia, em nota.

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