Casamento consumado: união entre o UBS e o Credit Suisse é concluída; veja como fica a nova família suíça
O UBS ampliado terá um balanço de US$ 1,6 trilhão e uma força de trabalho de 120.000 pessoas, mas não terá lugar para todo mundo

O casamento arranjado não é tão comum nos dias de hoje como já foi no passado, mas, ainda assim, acontece — que o digam UBS e Credit Suisse. Os dois bancos se uniram com um baita empurrão do governo suíço para evitar o colapso do sistema financeiro. Nesta segunda-feira (12), dia dos namorados no Brasil, o enlace foi concluído.
E como todo casal que se preze, não faltou declaração de amor: “Em vez da competição, agora vamos nos unir ao embarcar no próximo capítulo de nossa jornada conjunta”, disse Sergio Ermotti, CEO do Grupo UBS, em comunicado.
O UBS ampliado terá um balanço de US$ 1,6 trilhão e uma força de trabalho de 120.000 pessoas.
Ermotti alertou anteriormente que o novo grupo “não será capaz de criar, no curto prazo, oportunidades de trabalho para todos. As sinergias fazem parte da história.”
A empresa combinada divulgará seus primeiros resultados consolidados em 31 de agosto.
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UBS casou, mas manterá independência
Quem não conhece um casal que se juntou e sumiu dos amigos? No caso do UBS, isso não deve acontecer — o banco que comprou o Credit Suisse já se comprometeu com o enlace, mas diz que manterá a sua individualidade.
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Em carta aberta, os diretores do banco também disseram que não comprometeriam a “cultura forte” ou a “abordagem de risco conservadora” do UBS. A declaração tem endereço certo: falhas na gestão de risco ao longo de vários anos desempenharam um papel fundamental na eventual queda do Credit Suisse.
“Precisamos garantir que não voltemos a ter maus hábitos ou façamos as coisas da maneira errada. Mas, nesse sentido, temos uma visão muito clara de como administrar uma integração liderada pelo UBS”, disse Ermotti.
O UBS Group administrará o UBS e o Credit Suisse como bancos separados, pelo menos no curto prazo. As dúvidas persistem sobre o futuro dos ativos, incluindo o premiado banco de varejo do Credit Suisse.
Após a aquisição, o Credit Suisse e suas American Depositary Shares serão listadas na SIX Swiss Exchange e na New York Stock Exchange, com os acionistas recebendo uma ação do UBS para cada 22,48 ações do Credit Suisse.
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*Com informações da CNBC
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