Rombo financeiro do Magazine Luiza (MGLU3) aumenta e prejuízo da varejista chega a R$ 391 milhões no primeiro trimestre
O rombo é ainda maior que os R$ 161,3 milhões negativos que já haviam sido registrados no primeiro trimestre do ano passado

O primeiro trimestre foi excelente para o Magazine Luiza na bolsa de valores — os papéis MGLU3 subiram mais de 20% no período. A notícia é boa, mas o que os investidores e analistas querem saber é como o desempenho financeiro da empresa entre janeiro e março deste ano.
E a resposta está no balanço divulgado nesta segunda-feira (15), que mostra que a empresa registrou um prejuízo de R$ 391,2 milhões no período. O rombo é ainda maior que os R$ 161,3 milhões negativos que já haviam sido computados no primeiro trimestre do ano passado.
De acordo com a varejista, o resultado foi influenciado principalmente pela reintrodução do DIFAL — instrumento que calcula e cobra a diferença entre a alíquota interna e a interestadual de ICMS do Estado destino dos produtos ou serviços — e pelo aumento das despesas financeiras consideradas "sazonais".
Já o Ebtida (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 3,2% na mesma base de comparação, para R$ 448 milhões. A receita líquida teve um desempenho parecido e avançou 3,5%, chegando a pouco mais de R$ 9 bilhões.
Na frente operacional, as vendas da companhia somaram R$ 15,5 bilhões, alta de 10,1% ante o 1T22. Um dos principais contribuintes para o desempenho foi o crescimento de 11,1% no e-commerce. As lojas físicas também apresentaram um avanço de 7,5% no período.
Vale destacar que o Magazine Luiza abriu 11 unidades físicas e fechou outras 186 nos últimos 12 meses — 177 destas eram quiosques — e terminou o trimestre com 1.048 lojas convencionais, 237 virtuais e 17 quiosques operados em parceria com a rede de supermercados Semar.
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Magazine Luiza (MGLU3) vende “balcão” e participação em seguradora
Vale destacar que, alguns dias antes da publicação dos resultados financeiros, o Magazine Luiza anunciou um acordo da ordem de R$ 1 bilhão com a BNP Paribas Cardif na área de seguros.
O negócio inclui o lançamento de novos produtos, especialmente nos canais digitais, e a extensão da parceria para a oferta de seguros para os clientes do Magalu, até dezembro de 2033.
Para ceder o direito de explorar o seu valioso balcão, o Magazine Luiza vai receber em até 30 dias, um valor líquido de R$ 850 milhões, além das comissões pela distribuição de seguros.
Além da venda do balcão, o Magalu decidiu negociar a participação na Luizaseg Seguros para o NCVP, sociedade controlada pela Cardif, por R$ 160 milhões.
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