Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

PRÓXIMOS CAPÍTULOS

A Americanas (AMER3) vai falir? Entenda como pode ser o futuro da varejista após o fiasco dos R$ 20 bilhões

Para especialistas, a Americanas (AMER3) não deve fechar as portas, mas enfrentará anos de ainda mais dificuldades após o escândalo desta semana

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
13 de janeiro de 2023
12:49 - atualizado às 18:19
Americanas em queda

A menos que você viva numa bolha ou em outro planeta, com certeza ouvir falar sobre a Americanas (AMER3) nas últimas 24 horas. E não é porque o jingle do Big Brother Brasil grudou na sua cabeça ou porque está rolando uma promoção imperdível nas lojas — mas sim pelo rombo de R$ 20 bilhões nas suas contas, um valor ainda não auditado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ter uma ideia, o valor é maior que o patrimônio líquido da varejista no balanço referente ao terceiro trimestre de 2022, de quase R$ 15 bilhões. 

Diante de muitas dúvidas que ainda moram na cabeça do mercado, uma delas é bem específica e de interesse mais geral: há alguma chance de a Americanas quebrar? 

Ainda é muito cedo para cravar uma resposta, e muita gente acha isso improvável. Porém, isso também não quer dizer que o caminho da varejista daqui para frente será fácil.

O primeiro ponto a ser considerado é o fato de que a 3G — acionista de referência formada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira — assumirá seu compromisso com o negócio e deve ser responsável pela capitalização necessária para a sobrevivência da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O trio já não controla mais a Americanas desde 2021, após uma reestruturação societária que reduziu a fatia do fundo de 53,3% para 29,2%. Mas, diante dos novos fatos, a tendência é que essa porção aumente e dilua os minoritários.

Leia Também

  • Não perca dinheiro em 2023: o Seu Dinheiro conversou com os principais especialistas do mercado financeiro e reuniu neste material as melhores oportunidades de investimentos em ações, BDRs, fundos imobiliários e muito mais. ACESSE AQUI GRATUITAMENTE

Americanas (AMER3): fazendo as contas

Nos cálculos do analista da Empiricus Research, Fernando Ferrer, a capitalização da varejista pode chegar a US$ 2 bilhões. O número considera os compromissos futuros e também o endividamento da empresa, que deve ser equacionado para um patamar de alavancagem de três vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Vale lembrar que alguns empréstimos para empresas são feitos com garantias que exigem, por exemplo, um limite máximo para esse indicador — os chamados covenants.

Essa regra pode afetar empréstimos já realizados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Caso haja o aumento dessa magnitude e caso não tenhamos nenhuma outra novidade que aumente essas inconsistências contábeis para R$ 25 bilhões, por exemplo, a empresa não quebrará", diz Ferrer.

Para Bruno Damiani, analista de varejo da Western Asset, também é difícil imaginar que uma empresa deste tamanho quebre. Mas, a partir de agora, esse tamanho todo está em xeque.

"Ela não quebra, mas no futuro vai ser uma companhia muito menor do que é hoje. Para crescer, a empresa precisa investir. A Americanas já é um negócio de capital intensivo, então com essa notícia fica claro que ela vai passar alguns anos trabalhando apenas para quitar suas dívidas e sem fazer grandes investimentos", diz, reforçando que isso afeta diretamente quem detém ações da empresa.

Na ausência de mais esclarecimentos, quem tinha os papéis demonstrou sem dó sua desconfiança com a empresa: na quinta-feira (12), após 11 leilões que interromperam as negociações, AMER3 encerrou o dia em baixa de 77%, cotada a R$ 2,72. Foi a maior queda diária de uma empresa de capital aberto desde 2008, segundo dados da plataforma TradeMap.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A perda de valor de mercado foi de R$ 8 bilhões.

  • Ainda com dúvidas em relação ao caos na Americanas? Confira o vídeo feito pelo Seu Dinheiro para explicar todo o caso:

Se a Americanas (AMER3) não fechar, as contas fecham?

A maior dificuldade dos especialistas hoje é dimensionar o tamanho do problema, inclusive para avaliar qual seria o valor justo do papel depois do escândalo. Mas sem saber o tamanho real das inconsistências contábeis, por quanto tempo elas foram realizadas e o possível impacto em balanços passados e futuros, fica muito difícil.

Também não há certeza sobre o valor fechado do aumento de capital ou quando ele será feito.

Durante uma reunião com agentes do mercado realizada ontem, o agora ex-CEO Sérgio Rial demonstrou tranquilidade em relação ao patrimônio líquido da empresa e também aos efeitos da descoberta no caixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar dos anos em que as manobras contábeis foram executadas, o executivo afirmou que todos os envolvidos foram pagos, tanto bancos quanto fornecedores. Ou seja, está tudo contabilizado.

Rial também falou que o caixa atual é suficiente para solucionar os problemas e que não haverá dificuldades no curto prazo, a menos que os bancos resolvam cobrar as dívidas antecipadamente ou cortar crédito.

Mas, olhando os números, o patrimônio líquido deve mesmo sofrer o maior impacto e ficar bastante reduzido — ou até mesmo negativo.

"O endividamento vai crescer, é um fato, comprometendo também a alavancagem da empresa. Daqui para a frente, todos os indicadores da Americanas vão ficar muito comprometidos", diz um gestor que prefere não ser identificado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele ainda comenta que tantas dificuldades também aumentam a percepção de risco da empresa e, por consequência, o custo de qualquer dívida que seja assumida. 

Por fim, o capital de giro da Americanas também tende a ser afetado, já que é possível que a empresa precise renegociar prazos e condições de pagamento com seus fornecedores, bagunçando ainda mais o balanço.

Vale dizer que capital de giro e fluxo de caixa são dois dos maiores pontos de atenção dos analistas que acompanham as varejistas, ambos muito comprometidos por conta do contexto pós-pandemia.

"Não tem como o caixa da empresa não sofrer sequelas, mas o cenário ainda é meio obscuro porque nem temos completa dimensão dos valores", diz Breno Francis de Paula, analista do Inter.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esses são alguns exemplos de como a Americanas pode sobreviver, mas não sem escapar de um efeito dominó que pode ser devastador.

Em relatório publicado em novembro, o JP Morgan já questionava o ritmo de endividamento da empresa, que comprometeria o fluxo de caixa até 2026. Nos cálculos da equipe, só seria possível ver um lucro positivo por ação em 2024, o que já indicava a necessidade de uma reestruturação de capital.

E isso considerando que eles nem sabiam dos R$ 20 bilhões que iam simplesmente sumir do balanço.

A necessidade de reestruturação 

Não é nenhuma novidade que a pandemia acertou em cheio as varejistas brasileiras, que lutam até hoje para trazer números mais saudáveis em seus balanços. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após surfar na onda do início do home office e do período de maior reclusão das pessoas, todas as grandes redes viram suas vendas minguarem. Uma Selic em 13,75% também não ajuda, com muitos brasileiros ainda com o poder de compra muito reduzido pela inflação e o acesso a crédito como fator de preocupação.

No geral, todas as varejistas foram obrigadas a abrir mão de vendas em nome da preservação das margens nos últimos meses, enquanto o repasse justo de preços também é cada vez mais difícil, prejudicando o lado operacional.

Mas, no caso das Americanas, o problema sempre foi maior. Há meses os analistas colocam menos fé nela do que em suas concorrentes.

Um exemplo disso aconteceu em outubro passado, quando ela foi a primeira a acender o alerta de que os resultados das varejistas poderiam vir mais fracos do que o previsto no terceiro trimestre. Em 20 de outubro, a ação tombou mais de 10% e liderou as baixas da bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época, o BTG Pactual informou em relatório que esperava que o volume bruto de vendas (GMV, na sigla em inglês) das Lojas Americanas caísse em relação ao observado em 2021, assim como as vendas mesmas lojas (SSS) e o Ebitda. O mercado não pensou muito antes de vender as ações, já que os números estimados eram todos abaixo do esperado.

Em novembro, a Americanas informou um prejuízo líquido de R$ 212 milhões no terceiro trimestre de 2022, revertendo o lucro líquido de R$ 240,5 milhões do mesmo período de 2021.

O mercado apostou tudo na chegada do novo CEO, Sérgio Rial, no início deste ano. A grande esperança era de uma virada na gestão, voltada para o fortalecimento da execução dos projetos da companhia, incluindo uma maior integração entre a operação física e a virtual. 

No mesmo relatório citado acima, além de apontar como fatores de preocupação a complexa estrutura de capital da empresa e o alto patamar de suas despesas financeiras — já que os níveis de endividamento cresceram nos últimos três anos —, o JP Morgan também levantou dúvidas quanto ao modelo de lojas físicas atual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque as vendas seguem em declínio, no que parece ser uma tendência de longo prazo. As novas unidades abertas também apresentam uma performance abaixo do esperado. 

Ainda que algum tipo de solução seja encontrada, é o tipo de ação que requer tempo para trazer resultados, assim como a recuperação da credibilidade da empresa a partir de agora. Considerando que a Americanas já tinha uma série de problemas para resolver e acaba de arrumar mais um, podemos entender que a empresa tem muitas coisas — mas tempo não é uma delas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TÍTULOS DE DÍVIDA

Mais dinheiro na mesa: JBS (JBSS32) emite US$ 2 bilhões em bonds com taxas de até 6,4% ao ano

31 de março de 2026 - 10:55

Emissão recebeu avaliação BBB- pela Fitch Ratings; agência defende que a nota “reflete o sólido perfil de negócios da JBS”

VIROU A CHAVE

Nubank (ROXO34): mercado aperta “vender”, XP manda “comprar” — e vê rali de mais de 50% para as ações

31 de março de 2026 - 10:16

Na visão de analistas, preço dos papéis caiu em Wall Street, mas fundamentos não. Veja o que está por trás da recomendação

VIRADA ESTRATÉGICA

Fundadores deixam conselho da Natura (NATU3) pela primeira vez: por que analistas acreditam que a reestruturação na liderança é positiva

31 de março de 2026 - 9:46

A visão do BTG, J.P. Morgan e Citi sobre as mudanças é positiva, principalmente ao reforçar o compromisso da empresa de se reinventar e modernizar a governança

MOMENTO DE VIRADA

Natura (NATU3) dá mais um passo na reestruturação — e traz um gigante global para perto

30 de março de 2026 - 20:04

Companhia avança na reestruturação com novo acordo de acionistas, migração dos fundadores para conselho consultivo e a entrada da Advent International, que pretende comprar até 10% das ações no mercado

LÍDERES NO MEIO DA CRISE

Ações do Grupo Pão de Açúcar caem após mudanças no conselho de administração: assembleia reduz mandato e elege novos conselheiros

30 de março de 2026 - 14:10

Os acionistas elegeram a nova formação do colegiado, com maioria de membros independentes, reforçando práticas de governança alinhadas ao Novo Mercado da B3

VAI TER ACORDO?

Com fim da RJ, Americanas (AMER3) pode destravar venda do Hortifruti Natural da Terra, diz jornal

30 de março de 2026 - 10:03

O desinvestimento no Hortifruti Natural da Terra já estava no plano de RJ e era uma das opções para levantar recursos para a Americanas. No entanto, não houve acordo sobre o preço, diz Broadcast

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

Credores avaliam cisão na Raízen (RAIZ4) e exigem aporte maior das controladoras Cosan (CSAN3) e Shell, diz jornal

29 de março de 2026 - 15:50

Bancos credores e os detentores de títulos de dívida estão entendendo que segregar os negócios de usinas e os de distribuição de combustíveis pode ter um sentido econômico relevante para todos

FALTA DE PAGAMENTO

Banpará anuncia fim de contrato com a Entrepay após liquidação extrajudicial pelo BC

29 de março de 2026 - 13:30

Principalmente pequenos comerciantes reclamavam que a empresa estava retendo recursos de vendas feitas em suas maquininhas de cartão. Alguns lojistas fizeram reclamações na internet de perdas de mais de R$ 100 mil em vendas feitas e não recebidas

OTIMIZAÇÃO

Fim da linha para o Itaucard: a reorganização societária do Itaú (ITUB4) que coloca fim à subsidiária

28 de março de 2026 - 13:59

Para quem investe em ITUB4, o anúncio é neutro no curto prazo. O banco destacou que a reorganização não terá impacto financeiro.

NOVO ELENCO

Onze homens? No Banco do Brasil, são 12 “segredos” e a estratégia é o rodízio 

28 de março de 2026 - 9:31

O Banco do Brasil anunciou a indicação de três novos nomes e o rodízio de outros 9 diretores; entenda a estratégia que deve ajudar o BB a bater as metas de 2026

PORTO LUCRATIVO

Valor de mercado da Petrobras (PETR4) salta para R$ 673,22 bilhões, o décimo recorde com petróleo nas alturas

28 de março de 2026 - 8:30

No acumulado de 2026, o rali das ações da estatal é impressionante, com PETR 3 e PETR4 superando os 60% de valorização

MUDANÇA NO COMANDO

Saída relâmpago: CEO da Tupy (TUPY3) renuncia após menos de um ano no cargo

27 de março de 2026 - 19:23

Executivo deixa o posto por razões pessoais, enquanto conselho aciona headhunter para encontrar sucessor

ENDIVIDADA

Braskem (BRKM5) diz que o problema são os spreads; BTG e BB acreditam que o problema maior é outro

27 de março de 2026 - 16:40

O foco do investidor continua na dívida da empresa, a reestruturação da estrutura de capital e o resultado potencial para os acionistas minoritários

TENDÊNCIA GLOBAL

BTG Pactual entra na disputa pelos mercados de previsão com nova plataforma; veja como vai funcionar

27 de março de 2026 - 16:08

BTG Trends permite operar cenários de alta ou queda em ativos e decisões de juros dentro de ambiente regulado

CHECK-UP AMARGO

Dasa (DASA3) tem prejuízo de quase R$ 1 bilhão e ações vão para a UTI na maior queda da bolsa; papéis chegam a recuar 19%

27 de março de 2026 - 13:02

A empresa de saúde e diagnósticos sofre com leitura negativa do mercado após balanço do quarto trimestre de 2025; entenda os impactos do desinvestimento e as dúvidas sobre a joint venture com a Amil

FINAL DOS RUMORES?

Petrobras (PETR4) afasta ruído político e diz que não há fato novo sobre recompra da Refinaria de Mataripe

27 de março de 2026 - 12:31

Companhia destaca que qualquer decisão de investimento passa por análises técnicas e processos formais, tranquilizando investidores da bolsa

SKINS EM CRISE

A conta chegou para a Epic Games, criadora de um dos games mais jogados do mundo; por que a empresa que inventou o Fortnite demitiu mais de mil funcionários

27 de março de 2026 - 12:06

Epic Games, empresa criadora do Fortnite, faz corte brutal na equipe e coloca a culpa no principal game da casa

INCERTEZA SOBRE CONTINUIDADE

Braskem (BRKM5) tem prejuízo de R$ 10,28 bilhões no 4T25, alta de 82%, alavancagem dobra, e auditoria expressa preocupação

27 de março de 2026 - 9:10

O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.

NO RASTRO DA CRISE

Mais uma peça cai: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do conglomerado Entrepay em meio à crise do Banco Master

27 de março de 2026 - 8:44

Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações

RETORNO AO ACIONISTA

Dividendos à vista: Hypera (HYPE3) anuncia R$ 185 milhões em JCP e conclui aumento de capital

26 de março de 2026 - 19:47

Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia