🔴 LIBERADO: ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  COMECE A TRANSFORMAR A SUA CARREIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Risco para os credores

O que são covenants e o que isso tem a ver com o rombo de R$ 20 bilhões das Americanas (AMER3)?

Ainda que não tenha efeito no caixa da companhia, inconsistência contábil deve aumentar o endividamento e estourar os chamados covenants; entenda o que são e por que isso poderia ser um problema para as Americanas

Fachada de unidade da rede Lojas Americanas Express (AMER3 LAME3 LAME4), na Avenida Paulista, região central de São Paulo
Fachada de unidade da rede Lojas Americanas Express, na Avenida Paulista, região central de São Paulo. - Imagem: Estadão Conteúdo/Itaci Batista

As "inconsistências contábeis" estimadas em R$ 20 bilhões descobertas nas demonstrações financeiras das Americanas (AMER3) têm "efeito caixa imaterial", segundo a companhia, mas têm tudo para bagunçar os indicadores de endividamento da empresa, ocasionando um estouro dos chamados covenants.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que são covenants e para que servem

O termo covenant, mais conhecido de quem investe em títulos de dívida de empresas do que em ações, designa, neste caso, indicadores ou métricas financeiras que uma empresa precisa manter em certos níveis como forma de sinalizar a seus credores que tem capacidade de cumprir suas obrigações - ou, em bom português, pagar as suas dívidas.

Num sentido mais amplo, covenants são quaisquer tipo de obrigações acordadas entre as partes de um contrato para fazê-lo valer. Podem abarcar obrigações de se fazer ou não fazer algo - por exemplo, manter determinada composição societária, apresentar determinadas informações ao mercado periodicamente ou utilizar os recursos advindos do financiamento apenas para certo tipo de projeto.

  • Quais empresas vão para o ‘ralo’ junto com AMER3? Segundo CEO da Empiricus Research, outras duas ações também podem sofrer desvalorizações bruscas após o ‘rombo’ descoberto em Americanas. SAIBA AQUI QUAIS SÃO ELAS

Os covenants são definidos em contrato e, se forem descumpridos, a outra parte tem direito a medidas compensatórias ou a tomar medidas legais.

No caso de covenants financeiros, que é o caso quando falamos de dívidas de empresas, eles geralmente abarcam indicadores de liquidez e alavancagem, um teto para o endividamento ou até mesmo a classificação de risco concedida por uma agência de rating.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para emprestar dinheiro para a companhia, o credor - digamos, um banco - exige que a empresa mantenha, por exemplo, a sua relação dívida líquida/Ebitda ou Ebitda/despesas financeiras em determinado patamar ou faixa - sendo o Ebitda o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês.

Leia Também

EXPANSÃO INTERNACIONAL

Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027

DA ÁGUA PARA O VINHO

Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre

Os covenants, assim, servem como uma espécie de garantia - em adição a eventuais outras garantias que a empresa tomadora de crédito possa apresentar -, de forma a dar segurança ao credor de que a devedora não perderá controle das suas finanças. Também contribuem para reduzir os juros da dívida da empresa que se dispõe a cumpri-los.

Em geral, se a empresa tomadora do crédito não for capaz de manter os seus indicadores dentro do que foi acertado - isto é, estourar os covenants - o credor tem o direito de executar a dívida antecipadamente. Para evitar que isso ocorra, as partes podem também repactuar os covenants.

Por que isso poderia ser um problema para as Americanas (AMER3)

O rombo identificado no balanço das Americanas certamente aumentará muito o endividamento da companhia quando as demonstrações financeiras hoje erradas forem republicadas com a correção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso provavelmente levará a um estouro dos níveis de liquidez e alavancagem considerados aceitáveis pelos credores da varejista que porventura tenham acertado covenants para conceder o crédito, o que pode incluir bancos e outros investidores detentores de debêntures.

Num efeito cascata, isso poderia levar a um aumento das despesas financeiras da companhia ou até a execução de garantias. A pressão dos credores e a falta de capacidade de pagar imediatamente tamanha obrigação, por sua vez, poderia levar a varejista a precisar entrar com um pedido de recuperação judicial.

Segundo apurou o jornal Valor Econômico, no entanto, o comando das Americanas já procurou seus principais bancos credores, que concordaram em rolar a dívida da companhia, o que pode prevenir um eventual pedido de RJ.

Em teleconferência na manhã desta quinta-feira o agora ex-CEO da varejista, Sérgio Rial, já havia dito que sentia receptividade dos bancos a um possível acordo de suspensão da cobrança das dívidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele acrescentou, ainda, que as Americanas não têm dívidas relevantes de curtíssimo prazo e que teria caixa para pagar o primeiro grande vencimento, em 2025.

Do ponto de vista dos credores, o analista do Bradesco BBI, Gustavo Schroden, estima que o rombo das Americanas impactaria o patrimônio líquido dos seis bancos que a casa cobre em 4,5%.

Como não é possível precisar a exposição de cada um deles à empresa, especificamente, o analista analisou a exposição de cada banco ao segmento de varejo. Nesse sentido, Santander (SANB11) e BTG Pactual (BPAC11) são os que têm maior exposição, com cerca de 7% do total de empresas.

Acionistas precisarão socorrer a companhia

Para atravessar esta fase difícil, as Americanas precisarão de uma capitalização bilionária dos acionistas, segundo Rial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos cálculos do analista da Empiricus Research, Fernando Ferrer, a capitalização da varejista pode chegar a US$ 2 bilhões. O número considera os compromissos futuros e também o endividamento da empresa, que deve ser equacionado para um patamar de três vezes a relação Dívida Líquida/Ebitda.

Acionista de referência da varejista, a 3G Capital - veículo de investimento do trio de empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira - já se comprometeu com a injeção de capital, o que, no entanto, deve diluir os acionistas que não toparem colocar mais dinheiro na empresa.

Após passar toda a manhã em leilão, as ações AMER3 finalmente começaram a ser negociadas no início da tarde desta quinta-feira, em queda de 76%. Acompanhe a nossa cobertura completa de mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher caminhando em direção a uma agência do Banco do Brasil, com o sol por trás 2 de setembro de 2026 - 15:08
Cachorro preto com mancha branca no peito sentado em sofá. 2 de setembro de 2026 - 13:20
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 2 de setembro de 2026 - 11:22
Cena do filme História de um Casamento com o logo da Azzas 2154 no meio 2 de setembro de 2026 - 10:19
Ações de saúde na B3 2 de setembro de 2026 - 10:19
Imagem criada por inteligência artificial contendo a logo da Vale, objetos de mineração e a bandeira da China 2 de setembro de 2026 - 6:01
hector nunez ceo grupo ri happy e, ao fundo, fachada da loja do morumbi 1 de setembro de 2026 - 14:30
31 de agosto de 2026 - 20:18
Fachada do Santander Brasil (SANB11). 31 de agosto de 2026 - 19:51
Bandeira de Minas Gerais, do Brasil e da Cemig em prédio 31 de agosto de 2026 - 10:52
Logo Natura (NATU3) e gráfico de ações ao fundo 31 de agosto de 2026 - 9:30
Fachada da loja Casas Bahia, rede pertencente à Via (VIIA3) 30 de agosto de 2026 - 13:25
Fachada da loja da C&A (CEAB3). 29 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Barsi 28 de agosto de 2026 - 18:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar