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DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

Americanas (AMER3) não dá datas, mas estima quando divulgará balanços atrasados; resultados foram alvo de fraude bilionária

O último balanço da companhia disponível para o mercado é o do terceiro trimestre de 2022, publicado em novembro do ano passado

Americanas AMER3
Loja da Americanas - Imagem: Poder360

Com o escândalo e a recuperação judicial que seguiram a descoberta de um rombo contábil bilionário na Americanas (AMER3) em janeiro deste ano, a varejista chega a metade de julho sem ter divulgado os balanços do ano passado e do primeiro trimestre de 2023.

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Mas a situação pode mudar em breve, de acordo com a própria companhia. Em comunicado enviado ao mercado na última sexta-feira (14), a empresa informa que os trabalhos sobre as demonstrações financeiras do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2022 "continuam em curso".

O balanço do ano passado é necessário para que os contadores possam concluir também a preparação e revisão das informações trimestrais (ITR) do período de janeiro a março de 2023.

"Dessa forma, embora não seja possível determinar com segurança a data de entrega do 1º ITR/23, a melhor estimativa da companhia, nesta data, é de divulgar tais informações em até 60 dias contados da divulgação das DFs 22", cita o comunicado.

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Último balanço Americanas

Vale destacar que o último balanço da Americanas, publicado em 10 de novembro do ano passado, mostrou que a varejista registrou prejuízo líquido de R$ 212 milhões no terceiro trimestre de 2022. O resultado reverteu o lucro de R$ 241 milhões apresentado no mesmo período do ano passado.

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Com isso, a empresa acumulava prejuízo líquido de R$ 447 milhões nos primeiros nove meses do ano, resultado inferior aos R$ 68 milhões negativos de 2021.

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Mas vale destacar que os números podem ser ainda piores, já que a companhia reconheceu que o rombo descoberto no início do ano é resultado de uma fraude.

Segundo a investigação da Americanas, os lançamentos fraudulentos no balanço totalizavam R$ 21,7 até o final do 3T22. Incluindo os juros sobre operações financeiras de R$ 3,6 bilhões que a empresa não contabilizou, a adulteração ajudou a inflar os balanços em R$ 25,3 bilhões.

Ainda de acordo com a varejista, o ex-CEO Miguel Gutierrez, três diretores e outros três executivos participaram do esquema para fraudar as demonstrações contábeis da comanhia.

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