Americanas (AMER3) leva enquadrada da B3 por cotação abaixo de R$ 1; veja o que pode salvar a varejista do grupamento de ações
A empresa, que negocia com credores um plano de recuperação judicial definitivo, respondeu à operadora do bolsa brasileira com dois eventos que podem ajudá-la a escapar do grupamento de ações

Oi (OIBR3), Casas Bahia (BHIA3), Marisa (AMAR3), Sequoia Logística (SEQL3) — não são poucas as empresas que recentemente anunciaram ou tiveram que fazer o grupamento de ações por conta das regras da B3, que proíbem que um ativo seja cotado abaixo de R$ 1 por mais de 30 dias. A Americanas (AMER3) pode ser a próxima a engrossar essa lista.
Nesta quarta-feira (25), a varejista levou uma enquadrada da operadora da bolsa brasileira por infringir a norma das penny stocks — como são chamadas as ações com preço muito baixo.
A B3 questionou a Americanas a respeito de quais procedimentos serão adotados para que as ações voltem ao nível exigido.
Hoje, os papéis AMER3 terminaram o dia em queda de 2,56%, cotados a R$ 0,76. No mês, as ações acumulam perda de 20% e, no ano de 2023, queda de 93%.
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Americanas depende de dois fatores
Em resposta à bolsa, a Americanas destacou que ainda negocia com credores uma versão definitiva de seu plano de recuperação judicial.
“Conforme divulgado em Fato Relevante de 10 de outubro de 2023, a Companhia está em fase avançada de negociação com os credores acerca da versão definitiva do seu plano de recuperação judicial”, diz a empresa em comunicado.
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Além disso, a Americanas cita o avanço da auditoria para que a empresa possa divulgar seus resultados financeiros de 2022 — o que, segundo a própria varejista, deve acontecer em breve.
“A depender da conclusão dos eventos acima descritos, esperados para ocorrer no curto prazo, é possível que as ações de emissão da Americanas voltem a ser negociadas em um patamar acima de R$ 1,00”, diz a empresa.
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Grupamento de ações vem aí?
Embora as penny stocks, que têm como principal característica o preço baixo, sejam negociadas na B3, elas embutem uma volatilidade ainda maior do que o restante dos ativos do mercado acionário.
Por isso, a bolsa brasileira estabelece regras para inibir a negociação de ações abaixo de R$ 1 por muito tempo.
Caso o valor desses papéis não consiga voltar a patamares acima de R$ 1, a empresa é obrigada a fazer o grupamento de ações — e a Americanas pode ser a próxima a passar por essa operação caso o plano definitivo de recuperação judicial e a divulgação dos resultados não ajude nas cotações de AMER3.
“Caso a cotação das ações não volte a se enquadrar em tal patamar, a Companhia estuda propor ao Conselho de Administração que, oportunamente, encaminhe aos acionistas da Companhia proposta de grupamento de suas ações, a ser deliberada em Assembleia Geral”, disse a Americanas em resposta à B3.
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