Ações do IRB (IRBR3) derretem 14% após empresa reportar prejuízo de R$ 10 milhões; como BTG, Citi e JP Morgan enxergam futuro da resseguradora?
Todos os três avaliadores recomendam a venda dos papéis da resseguradora e destacam uma piora operacional

A resseguradora IRB Brasil (IRBR3) segue alternando bons e maus momentos. Se em abril, ela se viu no alto da gangorra, a situação mudou em maio. A empresa registrou prejuízo líquido de R$ 10,4 milhões em maio deste ano, contra um lucro líquido de R$ 6 milhões em no mês anterior.
O balanço do IRB foi divulgado na última sexta-feira (21), após o fechamento dos mercados. Em 2023, a empresa ainda acumula lucro líquido de R$ 4,2 milhões, frente a um prejuízo de R$ 285,3 milhões no mesmo período do ano passado.
O golpe duro nas ações também veio de um relatório do BTG Pactual, publicado na manhã desta segunda-feira (24). Apesar de destacar que o pior para o IRB já passou, o banco rebaixou a recomendação da resseguradora de neutro para venda.
Com isso, os papéis IRBR3 chegaram a recuar mais de 14% nas primeiras horas do pregão desta segunda-feira (24), sendo negociados a R$ 41,89 por volta das 11h30 desta manhã.
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IRB e um mês volátil: destaques do balanço
O BTG avalia que o agronegócio teve um peso importante para o resultado mensal do IRB. Isso porque o cenário de seguros no setor melhorou nos últimos meses — ano passado, esse segmento garantiu um substancial prejuízo para a resseguradora.
Entretanto, o índice de sinistralidade teve alta em maio em relação a abril: o indicador foi de 76,5% para 82,5%, o mais alto dos últimos meses — contra 131,3% no mesmo período do ano anterior.
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“Estamos cada vez mais confiantes em uma recuperação… Mas o valuation cresceu muito rápido!”, escrevem os analistas.
“Nosso downgrade não significa que não esperamos uma recuperação contínua, mas também não será uma linha reta, e achamos que a avaliação disparou mais rápido do que os fundamentos justificam”.
O relatório mostra as expectativas com a relação preço/lucro (P/E) do IRB: o resultado foi negativo em 0,2 e 0,1 em dezembro de 2021 e no mesmo mês de 2022, respectivamente.
As expectativas para o mesmo período de 2023 são de uma relação positiva de 13,2.
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Bom demais para ser verdade?
Outro fator que corroborou com a avaliação negativa foi a grande expectativa com o futuro da empresa após a resseguradora apresentar um resultado melhor do que o esperado em abril e vencer uma disputa judicial com o Departamento de Justiça dos EUA — garantindo um pagamento de multa de apenas US$ 5 milhões a título de compensação.
A avaliação negativa não atingiu, porém, a expectativa com o preço-alvo das ações. Para o BTG, os papéis devem permanecer na faixa de R$ 40 pelos próximos meses — o que representa um recuo de quase 20% em relação às cotações do fechamento da última sexta-feira (21).
Citi e JP Morgan também reagem ao balanço do IRB
Para os analistas do Citi, os números fracos trazem de volta as preocupações com o capital da empresa.
O banco também tem recomendação de venda para os papéis IRBR3, com preço-alvo de R$ 25, ou um valor 49% menor frente ao fechamento de sexta.
Fechando as recomendações de venda, o JP Morgan acredita que o prejuízo de maio representa uma piora frente ao primeiro trimestre após o ajuste com o acordo nos EUA.
Isso porque o índice combinado do mês — divisão entre sinistros retidos e o prêmio de ganhos — ficou em 115%, acima dos 107,5% registrados em abril, o que representa uma piora do indicador.
RESULTADO
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