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Agosto só termina quando acaba; poderemos decretar seu verdadeiro teor de loucura daqui a exatos oito dias
Agosto, o mês do cachorro louco, o período do ano em que as cadelas mais entram no cio e em que os cães mais ficam agressivos, graças às disputas pelo acasalamento.
Também aquele mês em que Getúlio Vargas e JK morreram em circunstâncias trágicas, embora incomparáveis com as milhares de mortes causadas pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki, entre 6 e 9 de agosto de 1945.
O mês em que acumulamos 13 quedas consecutivas de Ibovespa, o mês em que sonhamos com os 125 mil pontos e acordamos beijando os 114 mil pontos.
Mas nem tudo é condenável.
O champagne foi inventado em agosto, assim como o sanduíche. Martin Luther King Jr improvisou em público seu famoso discurso “I have a dream”. Sean Connery e Whitney Houston vieram ao mundo.
Agosto só termina quando acaba; poderemos decretar seu verdadeiro teor de loucura daqui a exatos oito dias. A loucura é capaz de produzir resultados macabros, mas é também capaz de criar vida de um jeito que a sanidade nunca conseguiu.
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Alguns problemas importantes vieram à tona para o mercado em agosto, e algo me diz que eles não nos deixarão tão rápido. Isso não é necessariamente ruim. Ao vislumbrar problemas ocultos em sua forma explícita, somos habilitados a evitá-los ou digeri-los (aqui, não temos pretensão de buscar soluções).
Eis alguns deles:
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