FII favorito dos analistas, conflito no Oriente Médio, temporada de balanços e mais: veja o que agita os mercados hoje
Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio

O Grande Bazar de Istambul, criado em 1461, é um dos centros de compras cobertos mais antigos do mundo. Situado em uma cidade que se divide entre a Europa e a Ásia, o bazar era um dos principais pontos comerciais entre o Oriente e o Ocidente.
Foi criado por um sultão que havia acabado de conquistar Constantinopla, a atual Istambul, e parte de suas receitas eram destinadas à manutenção da mesquita Santa Sofia. Hoje são quase 4 mil lojas vendendo tapetes, joias, especiarias, suvenires e outros produtos.
Mas centros de compras cobertos já tiveram muitos modelos. A Galleria Vittorio Emanuele II, inaugurada em 1877 em Milão, é outro exemplo famoso, que abriga lojas de luxo como Prada e Gucci, restaurantes e cafés centenários.
Já o primeiro shopping center moderno, como conhecemos, surgiu séculos mais tarde: o Southdale Center, em Minnesota, nos Estados Unidos, foi inaugurado em 1956.
A entrada do fundo imobiliário Patria Malls (PMLL11) nesse universo é muito mais recente. Em maio do ano passado, a gestora Patria Investimentos embarcou no segmento de shopping centers com a compra de seis fundos da Genial e, entre eles, estava o Malls Brasil Plural (MALL11).
Após a aquisição, o FII ganhou nova roupagem, tornando-se o que hoje conhecemos como PMLL11.
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O portfólio do Patria Malls é concentrado principalmente no Rio de Janeiro e formado por shoppings voltados a um perfil de consumidor de classes mais econômicas.
Mesmo com essa história recente, esse investimento chamou a atenção de bancos e corretoras e garantiu o posto de FII mais recomendado do mês de maio. O retorno dos dividendos em relação ao preço da cota é de 11%.
A repórter Dani Alvarenga conversou com especialistas para explicar por que você deveria ter um pedacinho desse ativo na sua carteira. Confira aqui.
Esquenta dos mercados
Enquanto o mundo aguarda ansiosamente por um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, os holofotes do mercado se voltam para a temporada de balanços do primeiro trimestre.
Nesta manhã, o destaque fica por conta dos números publicados pela petrolífera britânica Shell e pelo Bradesco, que divulgou o resultado ontem (6) após o fechamento.
Já na Ásia, são as ações de empresas de tecnologia que agitaram o pregão desta quinta-feira em meio a um verdadeiro rali das fabricantes de chips. Por lá, as bolsas fecharam a sessão em alta, com recordes no Japão e na Coreia do Sul.
Na Europa, a Shell amargou o humor dos investidores, apesar de ter mais que dobrado o lucro. Isso porque a petrolífera informou que prevê uma queda na produção por conta do conflito no Oriente Médio.
Sem um acordo entre EUA e Irã para tirar essa tensão do ar, os mercados europeus amanhecem em leve queda.
Enquanto isso, em Wall Street, os índices futuros de Nova York iniciam o dia sem direção única. Por lá, a agenda conta com dados sobre pedidos de auxílio-desemprego, comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e balanço do McDonald's.
Já por aqui, a lista de empresas que divulgaram os balanços do primeiro trimestre está engrossando. Hoje, os investidores começam a quinta-feira digerindo os resultados divulgados ontem. Além do Bradesco, as atenções se voltam para os números da Axia Energia, Aura, Ânima, Moura Dubeux, entre outras.
A agenda local conta ainda com a reunião do presidente Lula com Donald Trump em Washington. Entre indicadores, saem a produção industrial e a balança comercial mensal.
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BALANÇO 1T26
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Não vemos problema estrutural na indústria de crédito, e momento é bom para alocar na renda fixa privada, diz gestor da BTG Asset. Para Guilherme Mattioli, sócio e gestor da BTG Asset, após ajustes recentes de preços e taxas, abriu-se espaço para alocação.
ALERTA GLOBAL
Petróleo à beira de um choque? Mercado pode entrar em fase ‘não linear’, diz gestor da BTG Asset. Gestor da BTG Asset alerta para risco de disparada do petróleo e racionamento global com estoques em queda e conflito no Oriente Médio.
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58% dos funcionários voltam ao presencial contra a vontade e correm para o LinkedIn. Como empresas podem evitar a perda de talentos? Pesquisa da WeWork mostra que os trabalhadores brasileiros estão priorizando cada vez mais o bem-estar e preferem o home-office; entenda como encontrar um equilíbrio.
A FÓRMULA DO ITAÚ
Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026. Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco.
TOUROS E URSOS
O plano de Trump deu errado? Benjamin Mandel, ex-Fed, fala o que pensa sobre a guerra no Irã, as tarifas e o impacto no Brasil. O agora chefe de análise da Jubarte Capital participou do episódio mais recente do podcast Touros e Ursos e também conta o que pode acontecer no encontro entre Lula e Trump em Washington, além dar dicas de investimentos em tempos de guerra.
QUAL O FOCO AGORA
“2026 ainda é um ano muito incerto para acelerar crescimento”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado da empresa no 1T26. “A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro.
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Investir em bitcoin e em criptomoedas é o ‘Santo Graal’ da alocação, diz analista do BTG Pactual. Especialista defende que ainda que a leitura não seja de um colapso do dólar, ativos digitais são uma alternativa de diversificação e reserva de valor, tendo em vista suas similaridades com o ouro.
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BALANÇO
Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26. Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa.
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VOLATILIDADE NOS MERCADOS
Petróleo cai até 11% com possível acordo no Oriente Médio e puxa tombo de Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3). Expectativa de trégua no Oriente Médio reduz prêmio de risco da commodity e pesa sobre ações de petroleiras na bolsa brasileira.
REAÇÃO AO BALANÇO
O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26. Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado.
PARA PROVAR
São Paulo: 5 novidades gastronômicas para conferir em maio. Novos menus, festivais e vinhos que acabam de chegar à cidade.
BEM-VINDA AO CLUBE
Samsung atinge valor de mercado de US$ 1 trilhão e não é (só) pelos celulares; veja motivos. Conhecida pelos celulares, a Samsung é maior fabricante mundial de chips de memória de alta performance.
ROUBOS DIGITAIS
Tchau, golpista: empresas sofreram 2,3 milhões de tentativas de fraudes no e-commerce em 2025 — como proteger o negócio? O segmento de eletroeletrônicos é o que mais sofre com o número e valores dos golpes digitais; Serasa Experian explica quais medidas podem ser adotadas pelas empresas.
RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL
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NO COMANDO
Os donos do jogo: quem são os CEOs da CrossFit, Velocity, Hyrox e outras modalidades do novo fitness? Por trás das modalidades que conquistaram o país, conheça quem se senta na cadeira de comando dessas marcas.
HOBBY EM ALTA
Você pagaria para ler? O negócio por trás dos retiros literários e quanto custa fazer um. De pousadas relaxantes em Paraty a cruzeiros sofisticados pelas águas dos rios amazônicos, retiros literários chegam ao Brasil e transformam a leitura em experiências de viagem.
TERMÔMETRO DO RESULTADO
Bradesco (BBDC4) vira o jogo? Banco entra no 1T26 como a aposta da vez — e analistas revelam se vale a pena comprar as ações. Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026.
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