Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Trump precisa de paz: Estreito de Ormuz fechado trava o Fed — e a conta para os EUA aumenta

Quanto mais persistente for o choque energético, maior tende a ser a dificuldade do Federal Reserve em flexibilizar a política monetária, limitando o impulso econômico que normalmente ajudaria governos em períodos eleitorais

12 de maio de 2026
7:23
Trump diante das bandeiras de Irã e Israel
Trump diante das bandeiras de Irã e Israel - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Os mercados globais iniciaram a semana novamente sob forte tensão geopolítica após Donald Trump rejeitar a mais recente resposta do Irã à proposta norte-americana de cessar-fogo, classificando-a como “totalmente inaceitável”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reação aumentou a percepção de que a guerra no Oriente Médio pode se prolongar por mais tempo do que o mercado vinha antecipando nas últimas semanas, frustrando parte das apostas em uma normalização mais rápida da região e reacendendo preocupações sobre os impactos econômicos do conflito

Com isso, os preços do petróleo voltaram a subir de forma relevante, levando o Brent novamente acima da marca de US$ 100 por barril diante do risco de fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde transita parcela significativa do comércio global de petróleo e derivados. 

A preocupação dos investidores é que uma interrupção mais duradoura no fluxo energético global volte a contaminar inflação, atividade econômica e expectativas para juros ao redor do mundo, justamente em um momento no qual os principais bancos centrais ainda enfrentam dificuldades para consolidar o processo de desinflação após anos de inflação elevada.

O que Trump não aprovou sobre a resposta do Irã

Na proposta prontamente rejeitada por Washington, o Irã havia sugerido concentrar as negociações inicialmente apenas em um cessar-fogo imediato, deixando a discussão sobre o programa nuclear para uma etapa posterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Casa Branca, porém, considerou insuficiente qualquer acordo que não inclua avanços concretos sobre a questão nuclear, principal ponto de atrito entre os dois países.  

Leia Também

Com isso, o conflito entre Estados Unidos e Irã já entra em sua 11ª semana sem avanços relevantes, mantendo os mercados presos a um impasse geopolítico que continua elevando a volatilidade global. 

Ao mesmo tempo, Teerã segue exigindo suspensão das sanções econômicas, liberação de ativos congelados, maior controle sobre o Estreito de Ormuz e reparações ligadas ao conflito, enquanto Israel voltou a reforçar que “a guerra não acabou”, sinalizando baixa disposição para uma desescalada rápida.

Em paralelo, grandes bancos e instituições internacionais passaram a alertar para riscos crescentes de escassez global de combustíveis caso o bloqueio parcial de Ormuz persista, cenário que poderia pressionar ainda mais os níveis globais de preços, elevar custos logísticos e desacelerar a atividade econômica internacional nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso...Trump e Xi Jinping se encontram em Pequim

É nesse ambiente que Donald Trump desembarcará em Pequim, nos dias 14 e 15 de maio, para a primeira visita presidencial norte-americana à China desde 2017, em um encontro com Xi Jinping que deve concentrar as atenções em três grandes frentes: guerra no Oriente Médio, comércio internacional e tecnologia.  

O conflito envolvendo o Irã tende a ocupar parte relevante das discussões diante de seus impactos crescentes sobre energia, inflação e cadeias globais de suprimento, enquanto Washington deve pressionar Pequim tanto sobre sua relação econômica com Teerã quanto sobre possíveis caminhos diplomáticos para reduzir as tensões na região.

Além da questão geopolítica, Estados Unidos e China também devem discutir a extensão da trégua comercial firmada em Busan, Coreia do Sul, no ano passado, em meio às tentativas de estabilização das relações econômicas entre as duas maiores potências do mundo. 

A agenda incluirá ainda temas considerados estratégicos para o novo ciclo global, como semicondutores, inteligência artificial, Taiwan e fornecimento de terras raras, setores cada vez mais centrais na disputa econômica, tecnológica e geopolítica entre Washington e Pequim. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, mais do que apenas uma agenda diplomática tradicional, o encontro entre Trump e Xi ocorre em um momento no qual energia, tecnologia e segurança nacional passaram a se misturar de forma cada vez mais profunda na reorganização da economia global.

O conflito com entre EUA e Irã no xadrez político

Pragmaticamente, o tempo começa a correr contra Donald Trump. O presidente americano enfrentará as eleições de meio de mandato ao final deste ano em um ambiente político significativamente mais delicado, com risco concreto de perda de controle não apenas de uma, mas potencialmente das duas casas legislativas.  

Historicamente, já é relativamente comum que o partido do presidente perca ao menos uma das casas do Congresso nas eleições intermediárias. O problema, neste caso, é que uma eventual derrota simultânea na Câmara e no Senado tornaria os dois anos restantes deste segundo mandato consideravelmente mais difíceis do ponto de vista político, legislativo e institucional. 

Esse risco ganha importância adicional porque a função de reação de Trump historicamente tem sido marcada por forte confrontação diante de cenários adversos. Em outras palavras, um Congresso hostil aumentaria significativamente a probabilidade de ainda mais turbulência política, institucional e até econômica nos Estados Unidos.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Considerando o atual grau de polarização entre republicanos e democratas, o tema impeachment inevitavelmente voltaria ao centro do debate político. Evidentemente, isso não significa necessariamente afastamento do presidente, já que uma condenação dependeria de maioria qualificada no Senado, cenário que ainda parece improvável.

Ainda assim, apenas a reabertura desse tipo de discussão na Câmara, onde basta maioria simples para iniciar o processo, já seria suficiente para elevar o ruído político e ampliar a percepção de instabilidade, como ocorreu duas vezes durante o primeiro mandato de Trump.

Todo esse pano de fundo se conecta diretamente aos impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã. O prolongamento do conflito já começa a produzir efeitos inflacionários mais claros sobre a economia global, especialmente por meio da alta do petróleo, da energia e dos custos logísticos.

Isso reduz a margem para cortes de juros ao longo de 2026 e 2027, justamente em um momento no qual a Casa Branca teria interesse em condições financeiras mais favoráveis para sustentar atividade econômica, consumo e mercados financeiros antes das eleições.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quanto mais persistente for o choque energético, maior tende a ser a dificuldade do Federal Reserve em flexibilizar a política monetária, mantendo os juros elevados por mais tempo e limitando o impulso econômico que normalmente ajudaria governos incumbentes em períodos eleitorais.

Justamente por isso, Trump passa a ter incentivos econômicos e políticos relevantes para tentar encerrar o conflito o quanto antes. Uma eventual normalização gradual do Estreito de Ormuz permitiria, ao longo do tempo, recompor os fluxos globais de energia, aliviar pressões sobre petróleo e combustíveis e reduzir parte das tensões inflacionárias hoje presentes no cenário internacional.

Em outras palavras, a descompressão geopolítica deixaria de ser apenas uma questão diplomática e passaria a representar também uma necessidade econômica importante para os próprios interesses políticos e eleitorais da Casa Branca.

O peso da guerra na economia global

No fundo, o mercado começa a perceber que o verdadeiro risco talvez não esteja apenas na guerra em si, mas na dificuldade crescente das grandes potências em administrar simultaneamente inflação elevada, endividamento estruturalmente alto, disputas geopolíticas e transição tecnológica sem provocar algum tipo de ruptura mais ampla no sistema. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante boa parte da última década, investidores se acostumaram a um ambiente no qual choques externos acabavam neutralizados relativamente rápido por liquidez abundante e juros estruturalmente baixos. 

O problema é que o mundo atual parece cada vez menos compatível com essa lógica. Energia, cadeias produtivas, segurança nacional e tecnologia voltaram ao centro da disputa global — e isso tende a tornar os ciclos econômicos mais voláteis, os juros estruturalmente mais sensíveis à geopolítica e os mercados muito mais dependentes da capacidade de coordenação política entre Estados Unidos, China e Oriente Médio. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

FII favorito dos analistas, conflito no Oriente Médio, temporada de balanços e mais: veja o que agita os mercados hoje

7 de maio de 2026 - 9:07

Com a chegada da gestora Patria no segmento de shopping centers, o fundo Patria Malls (PMLL11) ganhou nova roupagem e tem um bom dividend yield. Entenda por que esse FII é o mais recomendado do mês de maio

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Guerra do Irã — amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de maio de 2026 - 20:49

Entre previsões frustradas, petróleo volátil e incerteza global, investidores são forçados a conviver com dois cenários opostos ao mesmo tempo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carteira recomendada para maio, resultados do Itaú e Bradesco, e o que mais move a bolsa hoje

6 de maio de 2026 - 8:57

Na seleção da Ação do Mês, análise mensal feita pelo Seu Dinheiro com 12 bancos e corretoras, os setores mais perenes e robustos aparecem com frequência

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como bloqueios comerciais afetam juros e inflação, e o que analisar na ata do Copom hoje

5 de maio de 2026 - 8:48

Veja como deve ficar o ciclo de corte de juros enquanto não há perspectiva de melhora no cenário internacional

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Petróleo caro, juros presos e a ilusão de controle: ciclo de cortes encurta enquanto a realidade bate à porta

5 de maio de 2026 - 7:14

O quadro que se desenha é de um ambiente mais complexo e menos previsível, em que o choque externo, via petróleo e tensões geopolíticas, se soma a fragilidades domésticas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BradSaúde sai do casulo no balanço da Odontoprev, conflito entre EUA e Irã, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

4 de maio de 2026 - 8:20

Odontoprev divulga seu primeiro balanço após a reorganização e apresenta a BradSaúde em números ao mercado; confira o que esperar e o que mais move a bolsa de valores hoje

DÉCIMO ANDAR

Alta do risco no mercado de crédito impacta fundos imobiliários e principalmente fiagros; é hora de ficar conservador?

3 de maio de 2026 - 8:00

Fiagros demandam atenção, principalmente após início da guerra no Irã, e entre os FIIs de papel, preferência deve ser pelo crédito de menor risco

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O paladar não retrocede: o desafio da Ferrari em avançar sem perder a identidade

2 de maio de 2026 - 9:00

Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos.  “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.”  Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que é ser rico? Veja em quanto tempo você alcança a independência financeira

1 de maio de 2026 - 10:04

Para ser rico, o segredo está em não depender de um salário. Por maior que ele seja, não traz segurança financeira. Veja os cálculos para chegar lá

SEXTOU COM O RUY

No feriado do Dia do Trabalho, considere colocar o dinheiro para trabalhar para você

1 de maio de 2026 - 7:01

Para isso, a primeira lição é saber que é preciso ter paciência pois, assim como acontece na vida real (ou deveria acontecer, pelo menos), ninguém começa a carreira como diretor

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os recados do Copom e do Fed, a derrota do governo no STF, a nova cara da Natura, e o que mais você precisa saber

30 de abril de 2026 - 8:40

Entenda como a Natura rejuvenesceu seu negócio, quais os recados tanto do Copom quanto do Fed na decisão dos juros e o que mais afeta o seu bolso hoje

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nada como uma Super Quarta depois da outra 

29 de abril de 2026 - 17:30

Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Selic e a expectativa para o futuro, resultados da Vale (VALE3) e Santander (SANB11) e o que mais move os mercados hoje

29 de abril de 2026 - 8:25

Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A Super Quarta no meio da guerra entre EUA e Irã, os resultados da Vale (VALE3), e o que mais move os mercados hoje

28 de abril de 2026 - 8:20

A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta em meio ao caos da guerra: Copom e Fed sob a sombra de Ormuz

28 de abril de 2026 - 7:38

Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A maratona dos bancos brasileiros, Super Quarta, e o que mais esperar dos mercados nesta semana

27 de abril de 2026 - 8:09

Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Fogo na cozinha de Milei: Guia Michelin e o impasse da alta gastronomia na Argentina

25 de abril de 2026 - 9:01

Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A disputa pelos precatórios da Sanepar (SAPR11), as maiores franquias do Brasil, e o que mais você precisa saber hoje

24 de abril de 2026 - 8:50

Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria

SEXTOU COM O RUY

Amantes de dividendos: Sanepar (SAPR11) reage com chance de pagamento extraordinário, mas atratividade vai muito além

24 de abril de 2026 - 6:01

A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como imitar os multimilionários, resultados corporativos e o que mais move os mercados hoje

23 de abril de 2026 - 8:36

Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia