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Mudar de opinião exige uma reavaliação das crenças que sustentam os argumentos, principalmente no que diz respeito a teses de investimento
Depois de ler o último texto de Morgan Housel, autor do livro Psicologia Financeira que está entre os três mais recomendados da Biblioteca Market Makers, fiquei pensando nas convicções que muitos analistas (inclusive eu) carregam em suas carteiras ou recomendações de investimento.
Se você perguntar a um analista qual é a maior convicção em sua carteira, a resposta, na maioria das vezes, será uma palavra de quatro letras e um número.
O último analista a quem fiz essa pergunta tinha como maior convicção o short em uma ação que cai mais de 60% em dólares nos últimos 12 meses. “Ela vai implodir”, disse ele, tamanha a sua ‘convicção’ na tese.
Eu gosto de conversar com investidores que demonstram convicção. Não só pelo fato de parecerem ter uma resposta para tudo, mas também por apresentarem maior confiança e paixão em relação à tese.
Gostar muito de uma tese ou ter paixão por ela não necessariamente é ruim desde que o analista esteja aberto a mudar de opinião, o que é mais difícil de se fazer quando há algum tipo de sentimento envolvido.
Conforme disse Morgan Housel: “mudar de ideia é difícil porque é preciso admitir que a certeza que se acreditava ter, era uma ilusão”.
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Mudar de opinião exige uma reavaliação das crenças que sustentam os argumentos. Isso pode ser doloroso e desconfortável, especialmente se for investido muita energia ou tempo construindo uma tese de investimento, por exemplo.
O ser humano tem uma tendência a preferir enganar-se acreditando em uma mentira do que admitindo um erro, o que se aplica a todas as áreas, incluindo política, religião e investimento.
Portanto, ter a habilidade de se adaptar rapidamente às mudanças, ajustando as convicções conforme as novas informações são apuradas é uma das características mais importantes que um investidor deve desenvolver.
Um abraço,
Matheus Soares
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