O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
As sete maiores empresas, incluindo as big techs, representam cerca de 55% de toda a carteira do índice Nasdaq. Mas isso vai mudar e terá impactos nas ações
Olá, seja bem-vindo à Estrada do Futuro, onde conversamos semanalmente sobre a intersecção entre investimentos e tecnologia.
Um dos gráficos mais comuns na minha timeline — especialmente entre investidores que perderam a excelente recuperação do setor de tecnologia em 2023 —, é este a seguir.
Elaboração: autor | Fonte: Koyfin
O gráfico compila a performance do índice S&P 500 (em vermelho) e de uma versão "customizada" do S&P 500 (em preto).
Essa versão customizada atribui o mesmo peso para cada uma das 500 companhias do índice, sem fazer nenhuma diferenciação entre as maiores e as menores empresas.
Esta, porém, não é a metodologia oficial. Na prática, o S&P 500 de hoje é dominado pelas big techs.
Leia Também
A excelente performance desse grupo seleto de ações em 2023, fez com que boa parte da indústria de gestão de recursos ficasse para trás do benchmark.
O movimento tornou-se tão extremo que, pela primeira vez na sua história, os formuladores dos índices sentiram-se propelidos a intervir.
Dentro do índice Nasdaq — que é mais focado em empresas de tecnologia —, as 7 maiores empresas do setor (Amazon, Google, Apple, Microsoft, Tesla, Nvidia e Meta) representam cerca de 55% de toda a alocação do índice.
Fonte: investors.com
Obviamente, essas empresas estão onde estão devido, em maior parte, ao seu sucesso.
Por exemplo: elas representam em torno de 25% do índice S&P 500. Mas se analisarmos os investimentos (capex) que todas as empresas do índice realizam anualmente, descobriremos que as big techs investem 35% de todo o montante.
Ou seja, não é que essa concentração seja algo arbitrário. De fato, essas são as melhores empresas do mundo.
Essa concentração, porém, gera alguns efeitos colaterais.
Outro exemplo: num mercado onde os fundos de investimento passivos (os ETFs) crescem sua fatia todos os anos, isso se traduz num fluxo comprador perene para essas ações.
Esse fluxo comprador tende a suportar um movimento de expansão de múltiplos e jogar a favor da continuidade da tendência de consolidação das big techs.
Nesta semana, porém, a Nasdaq surpreendeu o mercado com a seguinte notícia: "Nasdaq 100 planeja rebalanceamento especial para diminuir a dominância das Sete Magníficas".
Fonte: investors.com
Os novos pesos não haviam sido anunciados até o momento em que eu fechei esta coluna, mas as big techs devem convergir para algo como 38,5% do índice.
Esse movimento acontecerá sem que nenhuma ação seja adicionada ou retirada dos índices. Na prática, no final deste mês, os ETFs terão que vender ações das big techs e comprar as demais ações do Nasdaq 100.
Quais as implicações disso?
Na prática, o que acontecerá é que o dinheiro mudará de bolsos. Uma grande quantidade de capital deixará as big techs nestes próximos meses e irá migrar para o restante do índice Nasdaq.
Deixe eu ilustrar isso com uma tabela: a seguir, à esquerda do quadro estão as melhores performances do índice Nasdaq 100 na última segunda-feira (quando foi anunciado o rebalanceamento) e à direita estão as piores performances do índice.
Elaboração: autor | Fonte: Koyfin
Na última segunda (10) o índice Nasdaq 100 consolidado subiu apenas 0,1%. Das 100 empresas que estão no índice, 88 delas apresentaram performance positiva, contra apenas 13 delas caindo.
Em resumo, praticamente só as big techs caíram e todo o restante do Nasdaq subiu, antecipando um forte fluxo comprador no restante das empresas do índice.
Essa movimentação reflete a minha interpretação: o impacto geral é neutro no índice Nasdaq, negativo para as big techs e muito positivo para o restante das empresas de tecnologia listadas.
Ou seja, esse é um ótimo momento para reler a minha coluna da semana passada, onde eu compartilho minhas principais apostas em tecnologia para o segundo semestre.
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais