🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

SD ENTREVISTA

Onde Investir: Dólar e juros em queda pavimentam cenário otimista para economia, mas um risco segue no radar, diz Luciano Sobral, da Neo Investimentos

Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos, conversou com exclusividade com o Seu Dinheiro sobre os cenários com os quais trabalha sobre onde investir no segundo semestre de 2023

Ricardo Gozzi
3 de julho de 2023
6:54 - atualizado às 14:51

O primeiro semestre de 2023 passou numa velocidade vertiginosa. Se o ano começou sob um véu de múltiplas incertezas políticas, econômicas e internacionais, os próximos meses parecem promissores para o Brasil. Pelo menos na percepção do mercado financeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O cenário agora é de correção de uma visão exageradamente pessimista”, afirma Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos.

Se na virada do ano, a bolsa era considerada barata, o real estava bem defasado em relação ao dólar e a curva de juros projetados apontava para cima, a situação é bem diferente nesta passagem do primeiro para o segundo semestre de 2023.

O pessimismo talvez não tenha sido substituído pela euforia, mas é possível dizer que agora os ativos estão “corretamente precificados”.

Essas foram as principais impressões transmitidas por Sobral ao falar com o Seu Dinheiro sobre o cenário projetado por ele para o segundo semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Não se pode dizer que estejamos vivendo um modo de euforia, mas que o Brasil que a gente vê agora da bolsa, do juro, do dólar, está corretamente precificado. É mais ou menos o que o fundamento garantiria”, disse ele, do alto dos mais de R$ 5 bilhões sob gestão da Neo.

Leia Também

Você confere a seguir os principais pontos da entrevista concedida por Sobral ao Seu Dinheiro no fim de junho para a série Onde Investir.

A taxa Selic vai começar a cair

A taxa Selic talvez tenha sido o assunto mais discutido do primeiro semestre de 2023.

Ela está em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado.

A boa notícia é que a Selic vai começar a cair.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Se não for em agosto, vai ser em setembro”, afirma Sobral.

Mas houve muita tensão entre o governo e o BC antes que se chegasse finalmente a isso.

Logo depois de eleito para retornar ao Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou a criticar o nível da taxa básica de juros no Brasil.

Ao mesmo tempo em que causou turbulência no mercado financeiro, o debate deflagrado pelas críticas teve ampla repercussão e tirou da zona de conforto o presidente do BC, Roberto Campos Neto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aos poucos, as críticas ao nível dos juros extrapolaram o círculo governamental e passaram a ser ecoadas por representantes de diversos setores da economia.

Com dificuldade para se explicar além do economês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC entrou em modo de morde-assopra: endurecendo o tom nos comunicados para depois aliviar na ata. Assim aconteceu nas reuniões de fevereiro, março, maio e junho.

Mas a percepção de que a Selic finalmente vai começar a cair ganhou força na última semana de junho. Foi quando a ata do Copom, o Relatório Trimestral de Inflação e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceram uma trinca que levou muitos participantes do mercado a anteciparem suas apostas para os juros.

VEJA A DINHEIRISTA - Taxada na Shein: “Meu reembolso está mais de um mês atrasado. E agora? Irmão golpista coloca pais no Serasa

Disputa em torno da Selic é simbólica

Para Sobral, toda essa disputa em torno da Selic tem caráter mais simbólico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Para a economia não vai fazer diferença nenhuma”, diz ele. “É um negócio mais simbólico e do Banco Central gerenciar expectativa, tentar manter a coerência com a postura que ele vem adotando do que qualquer outra coisa. Acho que no fim das contas o que vai decidir se vai cair em agosto ou em setembro são os próximos dados de inflação.”

Um desses dados foi o IPCA-15 de junho, que desacelerou em linha com a expectativa, em direção ao centro da meta. Os próximos são o IPCA cheio de junho e o dado preliminar de julho.

“Se esses dados vierem em linha ou um pouco melhores do que o mercado está esperando, o BC corta em agosto”, afirma o economista.

Passadas a ata do último Copom, a divulgação do RTI e a reunião do CMN, Sobral passou a considerar a possibilidade de o BC interromper o futuro ciclo de cortes da Selic em 9% ao ano. Antes, a projeção da Neo era 10%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, diante de um iminente alívio monetário, a expectativa dos participantes do mercado é de uma melhora da bolsa nos próximos meses.

A equipe de Sobral não faz projeção para a bolsa, mas os analistas consultados pelo Seu Dinheiro já projetam o Ibovespa a 140 mil pontos fim do ano.

Já o efeito sobre a taxa de câmbio não deve ser tão positivo.

Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos
Luciano Sobral, economista-chefe da Neo Investimentos.

Dólar não deve continuar em queda

A taxa de câmbio atingiu em junho os níveis mais baixos em mais de um ano. A recuperação do PIB e a melhora da perspectiva do rating do Brasil pela agência de classificação de risco de crédito S&P começaram a trazer os estrangeiros de volta à B3 no fim do primeiro semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em junho, a demanda por ativos brasileiros ajudou a levar o dólar da faixa dos R$ 5,20 para a de R$ 4,70 em poucas semanas. “O câmbio vem de um período muito desvalorizado”, afirma Sobral. O movimento, porém, não deve se manter.

Um dos motivos é que o real já não está mais tão barato quanto antes, explica o economista-chefe da Neo Investimentos.

Para sustentar a tese de que boa parte do ajuste no dólar já foi feito, Sobral recorre ao histórico do câmbio corrigido pela inflação.

Antes da queda recente, o câmbio chegou aos patamares mais altos históricos, sem considerar períodos de maior estresse como o período pré-eleitoral de 2002, época da primeira vitória de Lula.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Em nenhum outro momento nos últimos 35 anos o real ficou tão barato quanto nesse pós-pandemia. A gente ainda acha que poderia ter mais pra cair do que para subir em relação ao preço que está agora. Ou seja, daria para cair mais. Mas não é mais tão obviamente barato.”

Outro motivo, prossegue Sobral, é a expectativa de queda no diferencial do juro.

“Quando a gente olha para os fatores que geralmente influenciam o real, a gente não fica tão otimista assim. O diferencial de juros do Brasil para o mundo vai começar a cair. Esse juro a 13,75% não vai durar muito tempo. Então vai fazer com que o real fique no relativo menos atrativo pelo que paga de juro.”

Projeções para o dólar podem ser revisadas

Sobral não se deixou seduzir pela recente queda do dólar. Pelo menos por enquanto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente mantém a projeção de R$ 5,20 para o final do ano”, afirma. 

Mas pode ser que mude. “Se o câmbio não voltar a subir, estou disposto a revisar. Então podemos dizer que é R$ 5,20 com risco para baixo.”

Aqui é necessário abrir um parêntese. Muito antes desse trecho da entrevista, logo que começou a falar sobre a taxa de câmbio, Sobral começou com a ressalva que todo economista responsável faz quando começa a falar em real, dólar e variação cambial.

“O disclaimer que todo economista deveria fazer é de que o câmbio é um negócio muito difícil de prever. Não que o resto seja fácil. Mas a taxa de câmbio parece particularmente feita pra gente passar vergonha”, disse, parafraseando Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Riscos potenciais

Fechado o parêntese, a impressão da conversa com Luciano Sobral é de que o pessimismo exagerado do início do ano foi substituído por um otimismo moderado com a perspectiva de queda do juro e o arcabouço fiscal saindo do forno.

O maior risco, na visão do economista-chefe da Neo, é externo.

“O mercado voltou a ficar complacente com o risco de recessão”, adverte.

“É raro o Fed subir tanto assim o juro e não terminar em recessão. É como se o mercado estivesse apostando agora na exceção, e não na regra.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar