HGLG11 sob nova direção: UBS confirma venda de gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse ao Pátria
O valor da transação não foi informado, mas, segundo informações da imprensa, o Pátria pagou um preço alto para vencer uma concorrida disputa

Conforme antecipado no final de semana, o grupo UBS confirmou nesta quarta-feira (6) a venda da gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse para o Pátria. Fundada em 2003, a casa administra R$ 11,9 bilhões divididos entre oito FIIs, incluindo o gigante CSHG Logística (HGLG11).
"Como resultado da decisão estratégica do Grupo UBS de focar em outras áreas de atuação e das negociações que se seguiram com potenciais interessados, nesta data a CSHG celebrou contrato vinculante com o Pátria Investimentos", dizem comunicados idênticos divulgados pelos oito FIIs.
O valor da transação não foi informado, mas, segundo informações do Broadcast, o Pátria pagou um preço alto para vencer uma concorrida disputa. Com nomes como Vinci Partners e Jive no páreo, a companhia, que havia oferecido US$ 100 milhões nas primeiras negociações, aumentou a cifra final para US$ 160 milhões (cerca de R$ 786 milhões).
A transação inclui não apenas a troca no comando dos FIIs, mas também o próprio time de gestão do Credit Suisse, conforme confirmado pelos comunicados. O executivo que comanda a gestora desde 2018, Augusto Martins, irá para o Pátria acompanhado de toda sua equipe.
O time passará a fazer parte da divisão de real estate da casa, que também deve incluir a VBI — que foi comprada pelo Pátria em junho deste ano.
Vale destacar que, por se tratarem de fundos imobiliários listados em bolsa, basta a aprovação de metade dos cotistas em assembleia para a mudança de gestor. Segundo o Credit, os encontros serão "oportunamente" convocados.
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Por que o UBS decidiu vender a gestora do HGLG11 e outros FIIs do Credit?
O início do processo de venda ocorreu após uma fusão bilionária com o UBS para resgatar o Credit Suisse. A união ocorreu para evitar que os problemas financeiros enfrentados pelo Credit contaminassem o sistema bancário da Suíça.
Para isso, o próprio banco central do país intermediou as negociações, que resultaram na maior combinação bancária da Europa desde a crise de 2008. Concluída em junho, a transação resultou em uma instituição financeira unificada com US$ 5 trilhões em ativos.
O objetivo da venda da gestora do HGLG11 e outros FIIs é manter o foco da operação brasileira do Credit Suisse em wealth managment (gestão de fortunas). Além disso, essa é a principal fonte de receita do banco suíço. Com a fusão, o UBS agora gere R$ 1 trilhão vindo de famílias na América Latina.
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