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Ativos desse tipo possuem garantias, como quotas de empresas e imóveis, que podem ser acionadas em caso de inadimplência
Uma das características da recuperação judicial é que o processo inclui um período blindagem para proteger as empresa de execução de dívidas. Mas parte dos credores da Gramado Parks (GPK) não está disposta a deixar que todas as empresas do grupo garantam esse proteção — por enquanto, três holdings da companhia estão em RJ.
Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (5) pelos fundos imobiliários Devant Recebíveis Imobiliários (DEVA11), Hectare CE (HCTR11) e Versalhes RI (VSLH11) — que investem em alguns dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da companhia — uma assembleia foi convocada para discutir a inadimplência de títulos ligados às empresas que ainda não recorreram ao socorro judicial.
Vale relembrar que CRIs possuem garantias, como quotas de empresas e imóveis, que podem ser acionadas em momentos como este. E os detentores dos ativos aprovaram a excussão dessas garantias — termo técnico para a execução judicial.
A assembleia de titulares também deu sinal verde para a exigência da recompra total dos créditos imobiliários e declaração de vencimento antecipado de debêntures, entre outras deliberações.
As medidas aprovadas pelos investidores devem ser efetivadas em breve pela Forte Securitizadora (Fortesec), a emissora dos CRIs. Por enquanto, porém, a inadimplência segue afetando o portfólio de DEVA11, HCTR11 e VSLH11.
Outros fundos imobiliários possuem CRIs da Gramado Parks no portfólio, mas o caso dos três FIIs chama a atenção do mercado pois eles estavam interligados ao grupo por meio da holding RTSC.
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O portfólio da RTSC é formado por diversas empresas do mercado financeiro, incluindo três gestoras — Devant Asset, Hectare e RCAP Asset — responsáveis pelos fundos em questão e a Forte Securitizadora.
A RCAP Asset também fazia a gestão do FII Serra Verde (SRVD11), acionista da Gramado Parks. Essa ligação entre o fundo e a holding RTSC foi cortada na última quarta-feira (3), com a substituição da RCAP Asset pela Catalunya Gestão de Recursos na função.
A troca foi aprovada em assembleia geral extraordinária e a identidade dos investidores que propuseram a mudança não foi divulgada. Mas vale destacar que a família Caliari, fundadora da Gramado Parks, é uma das acionistas do FII e travou uma batalha com a Fortesec nos tribunais pelo controle da companhia antes da oficialização da recuperação judicial.
De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário
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