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Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa interrompe sequência de quedas e sobe 2% com salto da Petrobras (PETR4); dólar desce a R$ 5,10

O otimismo renovado com as perspectivas para a economia chinesa impulsionou as ações ligadas às commodities, um setor de peso na carteira do Ibovespa

Larissa Vitória
Larissa Vitória
17 de janeiro de 2023
18:34 - atualizado às 18:44
SD_ Petrobras Ibovespa
Imagem: Shutterstock, com intervenção de Vicktoria Valeska Vieira

Quando se está no olho do furacão é difícil enxergar uma saída para escapar dos ventos de centenas de quilômetros por hora e da chuva torrencial. O Ibovespa esteve no centro do tornado formado pelo rombo contábil bilionário da Americanas (AMER3) nos últimos dias.

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Por quase uma semana, as correntes de ar vindas da varejista dominaram o noticiário local e o foco do mercado. E elas seguem soprando forte com novos desdobramentos do caso surgindo a cada hora.

Mas, nesta terça-feira (17), ventos vindos do exterior finalmente conseguiram penetrar essa barreira e alcançaram os investidores brasileiros. 

A primeira brisa viajou bastante até chegar à bolsa: veio diretamente da China. O PIB do país mostrou desaceleração do crescimento econômico — o ritmo é um dos mais lentos desde a década de 1970.

Apesar disso, os números do quarto trimestre, especialmente em dezembro, foram melhores do que as expectativas dos analistas e fortalecem as previsões de que o gigante asiático deve voltar aos trilhos em breve.

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O otimismo renovado para as projeções chinesas também impulsionou as perspectivas para as commodities, especialmente as metálicas, um setor de peso na carteira do Ibovespa.

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Outra commodity que animou os negócios hoje foi o petróleo. Além dos dados da China, a retomada das negociações do contrato do tipo WTI — fechadas ontem por conta de um feriado nos Estados Unidos — também aqueceu as cotações do produto e da Petrobras (PETR4).

As ações ordinárias e preferenciais da companhia, que são um dos pilares do principal índice acionário da B3, terminaram o pregão entre as maiores altas do dia. 

Além disso, uma brisa com ares nacionais, mas vinda de Davos, ajudou a bloquear os ruídos fiscais. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do Fórum Econômico Mundial na cidade suíça e prometeu hoje apresentar um substituto para o teto de gastos até abril.

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A equipe econômica trabalha, segundo ele, para promover uma mudança “estrutural”, o que incluiria a aprovação de uma reforma tributária acompanhada de uma nova âncora fiscal.

Com isso, o Ibovespa conseguiu desvencilhar-se da ventania que derrubava suas cotações há três sessões consecutivas e subiu 2,04%, aos 111.439 pontos. Já o dólar à vista acompanhou o enfraquecimento da moeda ante os pares globais e fechou em baixa de 0,84%, cotado em R$ 5,1055.

Veja tudo o que movimentou os mercados nesta terça-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.

Sobe e desce do Ibovespa

Conforme antecipado no início do texto, as perspectivas de retomada do crescimento na China animaram o mercado de commodities e impulsionaram as ações do setor hoje, especialmente às da Petrobras (PETR4).

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Mas, apesar do destaque para a petroleira, o título de maior alta do índice ficou com outro nome do Ibovespa. Veja abaixo:

CÓDIGONOMEULTVAR
RDOR3Rede D'Or ONR$ 28,258,11%
PETR3Petrobras ONR$ 28,907,04%
PETR4Petrobras PNR$ 25,526,16%
BBAS3Banco do Brasil ONR$ 37,705,87%
TOTS3Totvs ONR$ 29,265,86%
Fonte: B3

Já a ponta negativa foi dominada pela queda da Qualicorp (QUAL3). As mudanças na gestão anunciadas no primeiro dia útil do ano não foram suficientes para conter o mau desempenho das ações da companhia e o Goldman Sachs rebaixou hoje a recomendação para os papéis.

Confira as maiores quedas do Ibovespa:

CÓDIGONOMEULTVAR
QUAL3Qualicorp ONR$ 5,60-5,41%
VIIA3Via ONR$ 2,55-2,67%
CVCB3CVC ONR$ 4,32-2,48%
AMER3Americanas S.AR$ 1,90-2,06%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 3,79-1,56%
Fonte: B3

IGP-10 de janeiro mostra arrefecimento dos preços

No noticiário macroeconômico uma boa notícia veio do Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10), que subiu 0,05% em janeiro.

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O arrefecimento foi maior que as projeções do mercado, de alta de 0,34%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,36%.

Com esse resultado, o índice acumula alta de 4,27% em 12 meses. Em janeiro de 2022, o índice subira 1,79% no mês e acumulava elevação de 17,82% em 12 meses.

PIB da China desacelera em 2022, mas recorte trimestral alimenta otimismo do mercado

Já na China, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,9% no quatro trimestre de 2022 ante igual período de 2021, informa o Escritório Nacional de Estatísticas do país.

O número superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam expansão de 1,7%.

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No acumulado do ano, a economia chinesa registrou expansão de 3%, o que representa uma forte desaceleração em relação a 2021, quando o PIB do país avançou 8,1%.

Em relação ao terceiro trimestre, o crescimento no último período de 2022 foi nulo.

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