Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

EXPECTATIVA E REALIDADE

Faria Lima e Leblon se rendem e agora “fazem o L”: gestores aumentam posições na bolsa e vendidas em dólar nos fundos

Gestores de fundos apostam em um cenário de melhora da economia, ainda que as medidas do governo Lula passem longe do desejado pelo mercado

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
14 de junho de 2023
6:36 - atualizado às 14:57
Montagem com painel exibindo o presidente Lula na Avenida Faria Lima, onde se concentra o mercado financeiro em São Paulo
Montagem com painel exibindo o presidente Lula na Avenida Faria Lima - Imagem: Montagem Brenda Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está longe de ser uma das figuras mais populares nas regiões da Faria Lima e do Leblon, onde se concentra o mercado financeiro em São Paulo e no Rio. Mas, pelo menos quando o assunto é a posição dos fundos de investimento, alguns dos principais gestores do mercado resolveram “fazer o L”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outras palavras, vários fundos ampliaram as posições compradas na bolsa — ou zeraram a exposição vendida — e passaram a apostar na queda do dólar contra o real.

Isso significa que os gestores estão colocando dinheiro em um cenário de melhora da economia no curto prazo, ainda que as medidas do governo Lula passem longe do desejado por boa parte do mercado.

A mudança de hábito dos gestores veio em boa hora, já que o Ibovespa acumula uma alta de quase 20% desde as mínimas de março.

Ao mesmo tempo, os juros futuros tiveram forte queda no período, com a visão de que o Banco Central terá mais espaço para cortar a Selic. Por fim, o câmbio seguiu a tendência de melhora dos ativos locais e voltou a cair abaixo do patamar de R$ 5,00.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em resumo, os fundos que apostaram na “carteira Lula” estão ganhando dinheiro.

Leia Também

  • O bull market da bolsa brasileira vem aí? Para o estrategista-chefe da Empiricus Research, sim – e é possível lucrar até R$ 500 mil nos próximos 36 meses se as ações certas forem compradas AGORA. [SAIBA QUAIS AQUI]

Virada de mão

Um levantamento da Empiricus com 41 gestoras de fundos multimercados no início deste mês capta bem esse movimento.

A pesquisa mostrou uma “virada de mão” nas posições em bolsa, além de uma melhora na perspectiva para perto dos maiores níveis desde o início da série histórica. Você pode acessar o estudo completo aqui.

Outra amostra dessa mudança de visão está nos números da própria B3. Em maio, houve uma entrada líquida de R$ 2 bilhões em recursos de investidores institucionais brasileiros, o que inclui os gestores de fundos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O número ainda está longe de reverter a saída massiva de recursos da bolsa em meio à fuga dos investidores para a renda fixa. Mas foi o primeiro fluxo positivo do tipo em um ano.

O que aconteceu?

A expectativa inicial dos gestores da Faria Lima e do Leblon para o governo Lula não era das melhores. Mas piorou depois do início do mandato, quando o petista adotou uma agenda mais à esquerda ao se voltar contra o trabalho do Banco Central e criticar as privatizações — incluindo as já realizadas, como a da Eletrobras.

Um bom termômetro do humor dos investidores ao longo dos primeiros meses do mandato do petista é o Ibovespa. No pior momento do ano, o principal índice de ações da B3 chegou a ficar abaixo dos 98 mil pontos.

O ponto de virada ocorreu justamente alguns dias depois, quando o governo apresentou o projeto do arcabouço fiscal. Não que o mercado tenha caído de amores pela proposta, mas a regra tirou do radar a possibilidade de um completo descontrole das contas públicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outros fantasmas que assombravam os investidores, como a mudança na política de preços e de dividendos da Petrobras, também se revelaram menos assustadores — pelo menos por enquanto.

As surpresas positivas com os índices mais recentes de inflação e com o PIB do primeiro trimestre foram a gota d’água para alguns dos gestores mais pessimistas mudarem de posição.

Como se não bastasse, a melhora no cenário externo com a alta das bolsas em Nova York e o bom desempenho da economia dos Estados Unidos também animam os investidores a tomar um pouco mais de risco — o que também ajuda a derrubar as cotações do dólar.

O que os gestores de fundos fizeram

Entre os pesos pesados do mercado que decidiram ajustar as posições em meio à melhora dos mercados está a Ibiúna, que possui quase R$ 40 bilhões em ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A gestora de Mario Torós e Rodrigo Azevedo, ex-diretores do Banco Central, resolveu “fazer o L” no portfólio com posições aplicadas em juros — uma aposta de que as taxas vão cair mais do que o mercado projeta. Além disso, está comprada em real e ainda reduziu o risco alocado à posição vendida em Ibovespa.

Mas isso não significa que a Ibiúna esteja otimista com o futuro do governo Lula. Aliás, um trecho da carta mais recente da gestora aos investidores sintetiza o sentimento geral do mercado:

“Enquanto iniciativas adotadas pelo governo desde janeiro trabalham para fragilizar a economia brasileira a médio prazo, no curto prazo a combinação entre ventos externos favoráveis, maior crescimento e a proximidade do início do ciclo de queda da Selic podem continuar dando suporte aos ativos brasileiros nos próximos três meses.”

Outra gestora que estava com uma visão mais pessimista do governo Lula, mas resolveu mudar a posição dos fundos foi a Legacy Capital. Com pouco mais de R$ 35 bilhões em recursos, a gestora zerou a exposição vendida na bolsa. Ou seja, desistiu de apostar contra as ações brasileiras, “tendo em vista a aproximação do ciclo de queda de juros”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Formada em 2020 por ex-profissionais do Itaú que pilotavam um dos fundos mais rentáveis do banco, a Genoa Capital também aderiu à “carteira L”. A gestora com R$ 15 bilhões em ativos aposta na queda do dólar e na alta das ações brasileiras. Com destaque para empresas de energia e materiais básicos.

VEJA TAMBÉM — AÇÕES DA B3 (B3SA3) PODEM SUBIR 30%: É HORA DE COMPRAR! VEJA OUTROS 3 PAPÉIS PARA COMPRAR AGORA

Pode subir mais?

Alguns gestores já contavam com posições na bolsa e conseguiram pegar a onda de valorização das últimas semanas. É o caso da Verde Asset, de Luis Stuhlberger.

Mesmo depois da valorização recente, o Verde decidiu manter a posição em torno de 20% da carteira na bolsa brasileira. "Acreditamos que as ações têm espaço para continuar performando bem", escreveu a gestora, na carta mensal aos investidores.

A Kinea, que conta com quase R$ 80 bilhões em patrimônio, também segue firme com o cenário positivo para os ativos brasileiros. Mas depois do rali, a gestora ligada ao Itaú decidiu tirar um pouco o pé em seu fundo multimercado mais arrojado (Atlas).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Diminuímos significativamente nossas posições para a queda de juros e inflação no Brasil. Seguimos acreditando em uma queda da Selic, mas a relação entre retorno e risco piorou, dado que o mercado já precifica uma queda dos juros para aproximadamente 10% em meados de 2024.”

Já no caso da bolsa, o fundo da Kinea segue com “alocações moderadas”. Ou seja, a gestora se mantém otimista com as ações, mas não a ponto de aumentar a posição, principalmente depois da alta recente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar