É hora de vender fundos imobiliários que têm a Americanas (AMER3) como inquilina? Confira a resposta da XP
Ainda não há como calcular precisamente o efeito do processo para os FIIs, mas a XP analisou os potenciais impactos em oito fundos que mantêm uma relação contratual com a empresa

Os fundos imobiliários são ativos de renda variável negociados na bolsa de valores. Quem compra FIIs não está adquirindo apenas uma cota de investimento, mas sim uma fração de um conjunto de imóveis.
Os empreendimentos geram renda por meio da venda ou da locação. Neste segundo caso, os lucros podem ser constantes — os ganhos costumam ser mensais e protegidos por contratos com multas salgadas —, mas dependem da solidez financeira dos inquilinos.
Quem aluga galpões ou lojas para a Americanas (AMER3), por exemplo, enfrenta momentos de incertezas na esteira da recuperação judicial da companhia. A varejista pediu socorro à Justiça após a descoberta de um rombo contábil bilionário em seus balanços.
Ainda não há como calcular precisamente o efeito do processo para os FIIs, mas a XP analisou os potenciais impactos em oito fundos que mantêm uma relação contratual com a empresa e diz se é hora de vendê-los e blindar a carteira do “risco Americanas”.
São eles:
- Bresco Logística (BRCO11);
- GGR Copevi (GGRC11);
- Hedge Brasil Shopping (HGBR11);
- Mall Brasil Plural (MALL11);
- RBR Log (RBRL11);
- RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11);
- VBI Logística (LVBI11) e
- XP Log (XPLG11).
Dois deles — BRCO11 e XPLG11 — já estão na lista de credores entregue pela Americanas à Justiça, inclusive. Outros fundos não entraram na análise da XP por critérios de liquidez, número de cotistas menos expressivo ou baixa representatividade da companhia no portfólio.
Leia Também
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
Recuperação judicial vai afetar o pagamento de aluguéis aos fundos imobiliários?
Antes de falar sobre o impacto da recuperação judicial para cada um dos FIIs na lista da XP, é importante destacar que o processo blinda a empresa do pagamento de suas dívidas por um determinado período de tempo para que ela possa se reestruturar.
“Neste contexto, pagamentos de custos operacionais como salários e aluguéis a princípio não devem ser afetados”, escrevem os analistas da corretora, em relatório.
Ainda assim, os fundos imobiliários que locam imóveis para a varejista estão sujeitos a um calote ao longo da RJ. Há ainda o risco de vacância antecipada — ou seja, a rescisão unilateral do contrato antes do prazo final.
Ambas as situações geram multas para a Americanas, que passa a dever os fundos por não cumprimento ou quebra do contrato. Durante a recuperação, porém, o pagamento das multas não deve ocorrer no curto prazo.
Além disso, fundos que já registravam algum passivo de locação com a empresa são incluídos diretamente na lista de credores da RJ.
- 17 FIIs para colocar na carteira: conheça as indicações de analistas sobre fundos imobiliários promissores para o cenário econômico desenhado para 2023. É SÓ CLICAR AQUI
É hora de vender os FIIs que locam imóveis para a Americanas (AMER3)?
De volta aos fundos imobiliários, o possível impacto da recuperação judicial da Americanas varia conforme a exposição dos portfólios à varejista.
Para o Bresco Logística, por exemplo, o contrato para a locação de parte de um galpão em Contagem, Minas Gerais, representa 3,6% do total da receita vigente do fundo. No pior cenário — de inadimplência do inquilino e necessidade de ação de despejo — a XP prevê um impacto negativo de R$ 0,03 por cota nos rendimentos mensais.
Mas caso o imóvel fique realmente vago, a reposição de inquilino “se dará rapidamente” graças à boa localização e qualidade do ativo e as baixas taxas de vacância da região, de acordo com a expectativa da corretora.
Já para o GGR Copevi as perdas seriam maiores, pois, atualmente, a companhia é responsável por 19,5% da receita do fundo. Considerando o incremento de aluguel previsto após a finalização da compra do imóvel locado para a Americanas, o percentual sobe para 23%.
Os gestores do GGRC11 já afirmaram que irão revisar a aquisição do ativo em questão após encontrarem inconsistências nas garantias.
Por enquanto, destacam que, pelo fato do contrato ser atípico — ou seja, com multas elevadas —, acreditam na possibilidade de um acordo em caso de necessidade de desocupação do espaço.
Em relação aos shoppings que têm a Americanas como inquilina, a XP acredita que, como a maior parte deles possui uma exposição com “percentual marginal” da receita, os impactos podem acontecer “em magnitude menor”.
“No geral, enxergamos também, maior facilidade na reposição de inquilinos. Além disso, com as informações públicas atuais, entendemos que os contratos de locação tanto de shoppings como de galpões logísticos são pouco representativos no passivo de Americanas”, afirma a corretora.
Considerando esses pressupostos, os analistas indicam que, se os fundamentos dos imóveis e das regiões se mantêm, não há necessidade de “se desfazer das cotas dos fundos a preços abaixo do justo”.
Vale destacar que os FIIs que tem a Americanas como inquilina acumulam quedas de até 14% desde o início deste ano.
“Frisamos mais uma vez a importância de ter fundos com portfólios de imóveis bem diversificados, pensando principalmente em mitigar acontecimentos como esse e impactos maiores”, relembra a XP.
DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"
Após o ‘maior erro de sua história’, Squadra coloca Meli (MELI34) e Nubank (ROXO34) entre as maiores apostas e vê oportunidades ignoradas pelo mercado
24 de agosto de 2026 - 11:07CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO
Novo tesouro? Quem é a desconhecida Amapá Minerals, mineradora de ouro que conquistou o BTG Pactual e pode saltar 62%
20 de agosto de 2026 - 18:01PENTE-FINO
Hapvida (HAPV3) ganha novo problema: ANS barra estratégia que coloca 950 mil clientes na mira e ações caem mais de 7%
20 de agosto de 2026 - 17:35DISPARADA NAS ÚLTIMAS HORAS
O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
20 de agosto de 2026 - 10:40CONTEÚDO BTG PACTUAL
Um novo jeito de investir na Amazônia: Conheça o AMAB11, ETF do BTG Pactual
20 de agosto de 2026 - 9:30ANALISTAS RECOMENDAM A COMPRA
Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e Rede D’Or (RDOR3) têm gatilho em comum para o BTG e a XP; entenda por que investir
19 de agosto de 2026 - 18:12DO PICO AO PISO
A pior semana para a bolsa brasileira em 18 anos: você deve seguir a fuga de R$ 12,6 bilhões dos estrangeiros?
19 de agosto de 2026 - 14:28PECHINCHA OU VALOR?
“Não é agora”: gestor da AlphaKey manda recado sobre Magazine Luiza (MGLU3) e revela o que procura na bolsa
18 de agosto de 2026 - 19:15POR TRÁS DA DISPARADA
A atração fatal dos 5%: por que os títulos mais seguros do mundo bateram máximas em décadas — e o que isso significa para você
18 de agosto de 2026 - 18:33RADAR DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS