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A queda de hoje se deve principalmente ao fortalecimento das commodities no mercado internacional, somada à melhor avaliação de risco de crédito brasileiro
O dólar à vista tem mais um dia de desvalorização no pregão desta quinta-feira (15). A moeda norte-americana opera em queda de 1,35%, negociada a R$ 4,7970, segundo dados do Tradingview.
Em relação aos preços mais altos registrados em 2023, quando a moeda bateu R$ 5,48, o dólar já registrou queda de mais de 12%.
A queda de hoje se deve principalmente ao fortalecimento das commodities no mercado internacional, o que favorece a entrada de capitais para o Brasil. O petróleo Brent sobe 1,54%, negociado a US$ 74,31.
Já os contratos futuros do minério de ferro, negociados na bolsa de Dalian, na China, tiveram alta de 1,43%, a 815,5 iuanes (US$ 114,35) por tonelada métrica, o maior nível desde 31 de março.
Além disso, a melhora na avaliação de crédito do Brasil também exerce influência na moeda norte-americana hoje. A S&P global elevou na última quarta-feira (14) a perspectiva de estável para positiva, o que vem favorecendo os ativos locais.
Os analistas do BTG Pactual publicaram um relatório na última terça-feira (13) em que apostam que o câmbio pode ficar na faixa de R$ 4,80 até o fim deste ano.
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Os especialistas destacam que o ajuste nas projeções se deve ao avanço da agenda tributária e à “descompressão do prêmio de risco doméstico”.
“A aprovação da reforma tributária do consumo reduziria ainda mais o risco País, contribuindo para maior apreciação cambial”, escreve o BTG.
O que pode frustrar esse cenário seria um aumento da carga tributária por parte do governo federal. No entanto, caso o governo consiga cumprir as metas fiscais estabelecidas, o banco aposta na manutenção do dólar fraco frente ao real.
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