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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

DESTAQUES DO DIA

Dólar em queda e abaixo dos R$ 5 é boa notícia para as empresas aéreas e ações disparam na bolsa — mas Vale (VALE3) e siderúrgicas sentem o baque

Enquanto os turistas comemoram, algumas empresas da bolsa não gostariam que esse cenário se prolongasse. Outras, no entanto, aproveitam o momento.

Jasmine Olga
Jasmine Olga
2 de fevereiro de 2023
16:16 - atualizado às 15:06
Dólar real 5 reais câmbio
Imagem: Shutterstock

A ressaca da Super Quarta — dia que conta com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos — veio acompanhada de uma marca importante para o câmbio: a perda do patamar dos R$ 5, o que não era visto desde meados do ano passado.

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A diferença pode até ser de meros centavos, mas é considerada importante para o mercado brasileiro, que vive um eterno desconforto com a moeda americana acima da casa dos R$ 5 nos últimos anos. 

Entender o enfraquecimento do dólar em escala global nesta quarta-feira (02) não chega a ser complexo — na tarde de ontem (01), o banco central americano deixou claro que não vê cortes na taxa básica de juros em 2023 e que ainda é preciso fazer novos ajustes de alta para controlar a inflação. 

Com isso, é garantido afirmar que, apesar do que gostaria o mercado financeiro, os juros elevados devem deixar a atividade econômica americana em um patamar “suficientemente restritivo” por mais tempo. 

Economia mais fraca é sinônimo de dólar mais fraco — e assim chegamos ao desempenho visto hoje na moeda americana. 

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Enquanto os turistas comemoram, algumas empresas da bolsa não gostariam que esse cenário se prolongasse. Outras, no entanto, aproveitam o momento. 

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No primeiro caso, as companhias que mais sofrem com um real valorizado são as empresas exportadoras — enquanto a maior parte dos seus custos são na moeda local, suas receitas são em dólar. Ou seja, existe um impacto negativo no fluxo de caixa dessas companhias. 

É bem verdade que essa não é a única razão que explica o desempenho negativo de empresas como Vale (VALE3), CSN Mineração (CSMN3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5). No caso desse grupo de empresas, a forte queda do minério de ferro também pesa no humor dos investidores. 

Confira as maiores quedas da sessão:

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CÓDIGONOMEVALORVAR
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,09-4,68%
BRFS3BRF ONR$ 8,17-4,67%
CSNA3CSN ONR$ 17,74-4,16%
VALE3Vale ONR$ 89,62-4,11%
USIM5Usiminas PNAR$ 8,09-3,80%

As vencedoras do dia

Enquanto as exportadoras choram, chama a atenção o desempenho estelar das empresas do setor aéreo. 

É que ao contrário da outra classe de ativos, são as dívidas dessas companhias que costumam ser em dólar, enquanto as suas receitas seguem sendo majoritariamente em reais. Ou seja: mais chances de um balanço menos desequilibrado, com redução da alavancagem em reais. 

Um gestor consultado pelo Seu Dinheiro, no entanto, está com a pulga atrás da orelha. Apesar de uma leve queda do petróleo e do movimento do dólar de fato beneficiarem essas empresas, ele acredita que a forte força compradora vindo de fora, chefiada pelo UBS, pode indicar que exista algo mais fora do radar — uma vez que a queda  do dólar, no momento, não ultrapassa a casa do 1%. 

Confira os principais desempenhos do dia:

CÓDIGONOMEVALORVAR
GOLL4Gol PNR$ 8,5914,99%
AZUL4Azul PNR$ 12,9011,11%
LWSA3Locaweb ONR$ 6,746,65%
PETZ3Petz ONR$ 7,685,21%
VIIA3Via ONR$ 2,464,68%

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