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MERCADOS HOJE

Vale (VALE3) e commodities metálicas pesam e Ibovespa cai mais de 1%; dólar fecha em queda, mas volta aos R$ 5 depois de tocar mínimas

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2 de fevereiro de 2023
7:22 - atualizado às 18:23

RESUMO DO DIA: A ressaca da Super Quarta parece ter sido branda nos mercados.

No Brasil, a curva de juros reagiu em alta moderada após o Banco Central brasileiro admitir que é possível que a Selic se mantenha no patamar atual — 13,75% ao ano — ao longo de todo 2023 caso as incertezas fiscais sigam contaminando as expectativas de inflação e dificultem o cumprimento da meta da instituição.

Com relação aos novos passos do Federal Reserve, quem reagiu foi o dólar. Apesar da moeda americana ter reduzido o ritmo de queda frente ao real ao longo do dia, a sinalização de que não haverá cortes nos juros nos próximos meses, enfraquecendo a maior economia do mundo, derrubou a divisa em escala global.

Mas, no fim do dia, foi mais uma vez o fraco desempenho das commodities metálicas e energéticas que pressionaram o Ibovespa e levaram o índice brasileiro a encerrar a sessão próximo das mínimas do dia.
Existem incertezas que rondam a demanda e produção de aço na China, o que derrubou o minério de ferro em mais de 3% — puxando a Vale (VALE3) e outras siderúrgicas para baixo.

Confira os destaques do dia:

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

Enquanto os turistas comemoram o dólar baixo, algumas empresas da bolsa não gostariam que esse cenário se prolongasse. Outras, no entanto, aproveitam o momento. 

No primeiro caso, as companhias que mais sofrem com um real valorizado são as empresas exportadoras — enquanto a maior parte dos seus custos são na moeda local, suas receitas são em dólar. Ou seja, existe um impacto negativo no fluxo de caixa dessas companhias. 

É bem verdade que essa não é a única razão que explica o desempenho negativo de empresas como Vale (VALE3), CSN Mineração (CSMN3), CSN (CSNA3) e Usiminas (USIM5). No caso desse grupo de empresas, a forte queda do minério de ferro também pesa no humor dos investidores. 

Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
BRFS3BRF ONR$ 7,91-7,70%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 4,96-7,12%
USIM5Usiminas PNAR$ 7,91-5,95%
BRKM5Braskem PNAR$ 22,45-5,67%
CSNA3CSN ONR$ 17,50-5,46%

É que ao contrário da outra classe de ativos, são as dívidas dessas companhias que costumam ser em dólar, enquanto as suas receitas seguem sendo majoritariamente em reais. Ou seja: mais chances de um balanço menos desequilibrado, com redução da alavancagem em reais. 

Um gestor consultado pelo Seu Dinheiro, no entanto, está com a pulga atrás da orelha. Apesar de uma leve queda do petróleo e do movimento do dólar de fato beneficiarem essas empresas, ele acredita que a forte força compradora vindo de fora, chefiada pelo UBS, pode indicar que exista algo mais fora do radar — uma vez que a queda  do dólar, no momento, não ultrapassa a casa do 1%. 

Confira os principais desempenhos do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
GOLL4Gol PNR$ 8,4513,12%
AZUL4Azul PNR$ 12,447,15%
LWSA3Locaweb ONR$ 6,594,27%
VIIA3Via ONR$ 2,433,40%
CIEL3Cielo ONR$ 5,013,09%
FECHAMENTO DO DIA

O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 1,72%, aos 110.140 pontos.

FECHAMENTO EM NOVA YORK

A decisão do Federal Reserve de elevar a taxa de juros americana em 0,25 ponto percentual, elevando o horizonte de pressão na atividade econômica americana, derrubou o dólar em escala global. 

O dia das bolsas americanas, no entanto, foi dominado pelo bom desempenho das ações da Meta, dona do Instagram e Facebook. Na noite de ontem, a empresa surpreendeu ao apresentar um balanço forte e muito acima da expectativa dos investidores. 

Puxado pela empresa de tecnologia, o Nasdaq voltou a operar no patamar de “bull market”, indicando que o índice está em tendência de alta:

  • Nasdaq: 3,25%
  • S&P 500: 1,44%
  • Dow Jones: -0,11%
LIGHT (LIGT3) É REBAIXADA A NÍVEL PERTO DE CALOTE PELA FITCH

A Light (LIGT3), distribuidora de energia elétrica do Rio de Janeiro, parecia engrenar uma nova e lucrativa fase em 2020. Foi quando entraram no capital da empresa nomes como Ronaldo Cesar Coelho e, principalmente, Carlos Alberto Sicupira, membro do então intocável trio de bilionários liderado por Jorge Paulo Lemann.

Na época, as ações da empresa responderam com uma forte alta após o vale da pandemia, até superarem o patamar de R$ 24 nas máximas na B3 em janeiro de 2021. Mas nem mesmo o "toque de Midas" dos experientes investidores conseguiu resolver os problemas da Light.

E, para piorar, a empresa se encontra agora em uma situação financeira delicada. Tanto que informou nesta semana a contratação da consultoria Laplace para "assessorar a companhia na análise de estratégias financeiras" e "apresentar melhorias em sua estrutura de capital".

Para os credores, esse tipo de anúncio cheira ao famoso "devo, não nego, pago quando puder". A notícia também chamou a atenção da agência de risco Fitch, que decidiu rebaixar a nota de crédito da companhia de 'BB-' para 'CCC+'. Trata-se de um nível bem próximo ao de calote, de acordo com a escala da agência.

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FECHAMENTO DO DIA

O dólar à vista encerrou a sessão em queda de 0,30%, a R$ 5,0454

IBOVESPA RENOVA MÍNIMAS

Apesar das bolsas em Nova York estarem sendo sustentadas pelo bom desempenho pós-balanço das ações da Meta, o Ibovespa segue renovando mínimas. Na última hora, o principal índice da B3 aprofundou o mergulho, acima dos 1%.

EFEITO DÓLAR

A ressaca da Super Quarta — dia que conta com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos — veio acompanhada de uma marca importante para o câmbio: a perda do patamar dos R$ 5, o que não era visto desde meados do ano passado.

A diferença pode até ser de meros centavos, mas é considerada importante para o mercado brasileiro, que vive um eterno desconforto com a moeda americana acima da casa dos R$ 5 nos últimos anos. 

Entender o enfraquecimento do dólar em escala global nesta quarta-feira (02) não chega a ser complexo — na tarde de ontem (01), o banco central americano deixou claro que não vê cortes na taxa básica de juros em 2023 e que ainda é preciso fazer novos ajustes de alta para controlar a inflação. 

Com isso, é garantido afirmar que, apesar do que gostaria o mercado financeiro, os juros elevados devem deixar a atividade econômica americana em um patamar “suficientemente restritivo” por mais tempo. 

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FECHAMENTO NA EUROPA
  • Frankfurt +2,17%
  • Londres +0,74%
  • Paris +1,26%
  • Madri: +1,42%
  • Stoxx 600: +1,37%

EXPORTADORAS CAEM

Enquando as empresas aéreas voam mais alto com o dólar mais baixo e perspectiva de melhora no balanço, as empresas exportadoras sofrem com o cenário.

Ao contrário da Gol e da Azul, a receita dessas companhias é que são, em sua maior parte, recebidas na moeda americana, levando a desvalorização a ter um impacto negativo no fluxo de caixa dessas empresas.

Além disso, empresas como a Vale (VALE3) e as siderúrgicas também repercutem a forte queda do minério de ferro no mercado chinês, mais uma vez pressionado pelas políticas de covid zero do gigante asiático. Confira as maiores quedas da sessão:

CÓDIGONOMEULTVAR
CSNA3CSN ONR$ 17,61-4,86%
CMIN3CSN Mineração ONR$ 5,11-4,31%
BRFS3BRF ONR$ 8,21-4,20%
VALE3Vale ONR$ 89,57-4,16%
USIM5Usiminas PNAR$ 8,07-4,04%
COMO ANDAM OS MERCADOS

O Ibovespa, que começou o dia descolado do exterior, opera em queda de quase de 1%, aos 111 mil pontos, com o forte recuo das commodities.

Na China, a expectativa de reabertura econômica tem elevando as bolsas asiáticas, mas após forte alta do minério de ferro antes do feriado de Ano Novo Lunar, a commodity tem sofrido um movimento de realização. Hoje, o minério de ferro encerrou as negociações em queda de 3,33%, com a tonelada a US$ 125,15.

O petróleo tipo Brent também cai no mercado internacional, pelo mesmo movimento somado à decisão do comitê da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) de não alterar a política de preços da commodity neste ano. O petróleo recua 0,46%, com o barril negociado a US$ 82,47.

Sendo assim, as maiores quedas do dia são empresas do setor. A Vale (VALE3) e a Petrobras (PETR3;PETR4), que são as companhias com maior peso no Ibovespa, recuam 3% nesta quinta-feira (2).

O destaque positivo, porém, são as empresas do setor de varejo, ainda repercutindo o movimento de troca de posições com a "fuga" dos papéis de Americanas (AMER3). As áreas também sobem com a forte desvalorização do dólar.

A moeda americana opera a R$ 4,9956 depois da decisão do Federal Reserve (Fed), de elevar a taxa de juros básica em 25 pontos-base e sinalizar que não deve haver corte nos juros em 2023. Logo, a moeda americana, vista como proteção, é enfraquecida pela desaceleração da maior economia do mundo.

As bolsas americanas operam mistas. Nasdaq acelera os ganhos com o resultado melhor que o esperado de Meta, dona do Facebook, reportado ontem (1º) após o fechamento de mercados.

Os investidores aguardam a divulgação dos balanços do quarto trimestre e anuais de Apple, Amazon e Alphabet, a dona do Google. Os resultados devem ser apresentados depois do encerramento das negociações nas bolsas.

Confira o desempenho de Wall Street:

  • Dow Jones: -0,28%;
  • S&P 500: +1,47%;
  • Nasdaq: +2,98%
DÓLAR AJUDA EMPRESAS AÉREAS

Entre os melhores desempenhos do dia, as empresas aéreas Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4) se destacam. O dólar mais fraco, abaixo da casa dos R$ 5, pode ser um dos gatilhos para o bom desempenho das companhias.

Isso porque o setor costuma a ter boa parte da sua dívida em dólar, contra a receita majoritariamente em reais. Ou seja: uma desvalorização da moeda americana fortalece o caixa dessas companhias, melhorando as principais linhas do balanço.

A queda do petróleo, ainda que em pequena escala, também é um fator favorável para as companhias. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
GOLL4Gol PNR$ 8,199,64%
AZUL4Azul PNR$ 12,437,06%
VIIA3Via ONR$ 2,485,53%
ECOR3Ecorodovias ONR$ 4,754,63%
LWSA3Locaweb ONR$ 6,604,43%

VIA (VIIA3) E MAGAZINE LUIZA (MGLU3) SOBEM

As varejistas Via Varejo (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3) figuram entre as maiores altas do Ibovespa, apesar da curva de juros futuros operar em alta após a decisão do Banco Central.

O bom desempenho deve-se, em maior parte, a troca de posições de companhias do setor com a "fuga" dos papéis de Americanas (AMER3).

CÓDIGONOMEULTVAR
VIIA3Via ONR$ 2,475,11%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 4,443,50%

ABERTURA DE NOVA YORK

As bolsas americanas abriram em alta com investidores reagindo positivamente à elevação de menor magnitude, em 25 pontos-base, da taxa de juros pelo Federal Reserve.

Confira a abertura de Nova York:

  • Dow Jones: +0,08%;
  • S&P 500: +1,05%;
  • Nasdaq: +2,09%.

Soma-se a isso, o resultado acima do esperado de Meta, dona do Facebook, no quarto trimestre.

A big tech reportou lucro líquido de US$ 4,652 bilhões no quarto trimestre de 2022, o que representa uma queda de 55% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita da empresa somou US$ 32,165 bilhões, resultado 4% menor na comparação anual.

No ano, o lucro líquido da dona do Facebook caiu 41%, para US$ 23,2 bilhões, enquanto a receita totalizou US$ 116,6 bilhões, uma baixa de 1% ante 2021.

Apesar de negativo, os analistas esperavam números piores com base na notícia de demissão de mais de 11 mil funcionários na reta final de 2022.

Hoje, os investidores aguardam os resultados de Apple, Amazon e Alphabet, dona do Google, após o fechamento dos mercados.

JUROS FUTUROS OPERAM EM ALTA

Na noite de ontem (02), o Banco Central brasileiro optou por manter a Selic estável em 13,75% ao ano, mas a curva de juros opera em alta nesta manhã (02). 

Isso porque apesar da estabilidade, as sinalizações do BC indicam talvez seja preciso adiar o sonho do corte dos juros e manter o patamar atual por mais tempo — e, se as coisas degringolarem, uma nova elevação não está descartada. 

O grande vilão de tudo isso é o cenário fiscal. Ainda há muita incerteza sobre qual será a nova âncora dos gastos públicos e os ruídos no ar elevam as projeções de inflação — o que obrigaria o BC a agir se quiser entregar a sua meta. 

"O Comitê segue vigilante, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa básica de juros por período mais prolongado do que no cenário de referência será capaz de assegurar a convergência da inflação", diz o BC, novamente reforçando a ideia de que pretende aguardar que a desinflação esteja consolidada antes de pensar num corte de juros.

Na curva de juros futuros hoje, é possível ver que a maior pressão de alta se dá nos vencimentos de médio prazo, precificando uma estabilidade maior da Selic no patamar atual. 

CÓDIGO NOME ULT FEC 

DI1F24 DI Jan/24 13,62% 13,54%

DI1F25 DI Jan/25 12,93% 12,79%

DI1F26 DI Jan/26 12,80% 12,72%

DI1F27 DI Jan/27 12,80% 12,78%

No exterior, o dia é de queda nos juros — ainda que Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, tenha declarado que não vê espaço para um corte nos juros em 2023. Nem mesmo os dados melhores do que o esperado do mercado de trabalho reduzem as esperanças do fim do processo de aperto monetário. 

Os pedidos de auxílio-desemprego na semana foram de 183 mil, abaixo do consenso dos analistas de 195 mil.

SUZANO (SUZB3) E KLABIN (KLBN11) RECUAM COM DÓLAR

Com o forte recuo do dólar após as decisões do Banco Central, em manter a Selic em 13,75% ao ano e sinalizar juros mais altos por mais tempo, e do Federal Reserve (Fed), de alta menor nos juros, as empresas exportadoras caem.

Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3), mais expostas ao dólar, acompanham a desvalorização da moeda americana e registram queda de 2,19% e 1,86%, respectivamente, no Ibovespa. As duas companhias estão entre as maiores quedas do dia.

O dólar à vista é negociado a R$ 5,9787.

DÓLAR VAI ABAIXO DE R$ 5 PELA PRIMEIRA VEZ EM 2023

Parece um sonho brasileiro, mas não é: pela primeira vez desde 10 de junho de 2022 o dólar americano ficou abaixo dos R$ 5,00 durante o pregão regular. A moeda norte-americana recua 1,60% nesta quinta-feira (02), sendo negociada a R$ 4,9727. 

Diversos fatores influenciam na pressão sobre a divisa, mas o principal deles apareceu na tarde de ontem (1º). O Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual mais uma vez — na faixa de 4,50% a 4,75% ao ano. 

O aperto monetário em si não é o grande problema. Afinal, o Fed precisa correr atrás do prejuízo de uma inflação nada temporária.

Porém, seus efeitos podem ser devastadores na economia estadunidense — que já está em recessão técnica após recuo do PIB por dois trimestres consecutivos. A elevação dos juros tem como objetivo frear o consumo como forma de garantir um maior controle da meta de inflação. 

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NOVA ELEVAÇÃO DOS JUROS NA EUROPA EM MARÇO

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou há pouco que a instituição deve seguir elevando dos juros básicos neste ano. Hoje, a autarquia elevou o juro em 50 pontos-base

Em pronunciamento após a decisão, a dirigente reiterou que o colegiado aumentará em 50 pontos-base, novamente, em março. "Esperamos que a atividade econômica permaneça fraca no curto prazo e (...) os riscos para o crescimento da economia ficaram mais equilibrados", disse Lagarde.

*Com informações de Broadcast

SOBE E DESCE DO IBOVESPA

O Ibovespa sobe 0,42%, aos 112.538 pontos.

Confira as maiores altas:

CÓDIGONOMEULTVAR
VIIA3Via ONR$ 2,506,38%
EZTC3EZTEC ONR$ 14,615,11%
LWSA3Locaweb ONR$ 6,604,43%
MGLU3Magazine Luiza ONR$ 4,484,43%
BPAN4Banco Pan PNR$ 6,134,25%

E as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
VALE3Vale ONR$ 90,93-2,71%
USIM5Usiminas PNAR$ 8,23-2,14%
GGBR4Gerdau PNR$ 31,49-1,96%
SUZB3Suzano ONR$ 45,84-1,95%
KLBN11Klabin unitsR$ 19,29-1,93%
AMERICANAS (AMER3) CAI APÓS LEILÃO

As ações da Americanas (AMER3), negociadas fora do Ibovespa, caem 10,53%, a R$ 1,88 após ficar em leilão por quase uma hora.

EURO PERDE FORÇA ANTE REAL

Com a decisão do BCE em elevar a taxa de juros, e sinalizar uma nova alta na próxima reunião, o Euro perde força ante Real e opera a R$ 5,2417.

JUROS NA ZONA DO EURO

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu elevar suas principais taxas de juros em 50 pontos-base, em linha com o esperado pelos analistas do mercado financeiro.

Em comunicado, o BCE afirmou que pretende subir a taxa na mesma magnitude em março para, em seguida, "avaliar a trajetória subsequente de sua política monetária". Na visão da autarquia, os juros "ainda precisam subir significativamente e em ritmo constante".

Com a decisão, as taxas passam a ficar em:

  • Taxa de refinanciamento: 3% ao ano;
  • Taxa de depósitos: 2,50% ao ano;
  • Taxa de empréstimos: 3,25% ao ano.
IBOVESPA INVERTE SINAL E SOBE

Com os índices de Nova York mistos no pré-mercado, o Ibovespa sobe 0,49%, aos 112.621 pontos.

AGENDA ESG

Dentro da agenda de unir projetos ligados a questões ambientais, sociais e de governança corporativa ao mercado financeiro (ESG, na sigla em inglês), o Itaú Unibanco (ITUB4) anunciou uma captação de R$ 2 bilhões para financiar projetos ligados ao empreendedorismo feminino no país.

O banco realizou a operação com a emissão de letras financeiras sociais — também chamadas de social bonds — no mercado brasileiro, com prazo de três anos para os títulos.

Assim como os green bonds já emitidos pelo banco, os títulos sociais tratam-se mecanismos importantes dentro das agendas ESG. Basicamente, os social bonds são títulos de dívida vendidos a investidores. 

Mas, diferente de outras modalidades de dívida, os títulos sociais são “carimbados” e costumam ter a captação destinada exclusivamente a um projeto que busque gerar impactos sociais positivos.

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O dólar à vista segue perdendo força ante o real e renova mínimas. A moeda americana é negociada a R$ 4,9612.

AMERICANAS (AMER3) SEGUE EM LEILÃO

As ações da Americanas (AMER3) seguem sem negociações na B3. Fora do Ibovespa, os papéis tiveram as operações paralisadas após abrir em queda de 11,48%, a R$ 1,85.

Os investidores repercutem às últimas movimentações da recuperação judicial da varejista, com processos de despejos de lojas em shoppings e pedidos de proteção judicial para tentar evitar cortes de água, luz e internet nos pontos de venda por inadimplência.

Oi (OIBR3) CAI MAIS DE 20%

As ações da Oi (OIBR3) operam em queda de 21,19%, a R$ 1,88 após sair de leilão.

Os investidores reagem ao pedido da operadora de proteção judicial dos credores, protocolado ontem (1º) na Justiça do Rio de Janeiro. O requerimento corre em segredo de justiça e envolve a “potencial renegociação de certas dívidas”.

Em comunicado ao mercado, a Oi afirmou que pode entrar novamente em recuperação judicial em breve.

SANTANDER (SANB11) SOBE APÓS LEILÃO

As ações do Santander (SANB11) opera em leve alta de 0,26%, a R$ 27,45 após abrir em leilão.

O lucro líquido gerencial somou R$ 1,689 bilhão no quarto trimestre de 2022, um resultado 44% abaixo do consenso estimado pela Bloomberg. O número ainda representa uma queda de 56% na comparação com o mesmo período de 2021 e um tombo de 46% do terceiro para o quarto trimestre de 2022.

Contudo, os ativos sobem em movimento de realização. Ontem, Santander (SANB11) fechou as negociações em queda de 5,53%, sendo a maior perda do Ibovespa, com os investidores antecipando o balanço com resultados negativos.

VEJA AS PRIMEIRAS EXPLICAÇÕES DA OI PARA O PEDIDO CAUTELAR QUE PODE ANTECEDER SEU RETORNO À RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A Oi (OIBR3) manifestou-se na manhã desta quinta-feira (2) pela primeira vez desde a revelação, ontem à noite, de que a companhia havia entrado com um pedido de tutela de urgência cautelar para se proteger dos credores.

Em fato relevante divulgado na manhã de hoje, a empresa de telecomunicações chove no molhado em relação ao pouco que se sabe até agora.

Informa que o requerimento corre em segredo de Justiça e envolve a “potencial renegociação de certas dívidas”.

Também diz que o objetivo da medida é dar continuidade às negociações com seus credores de forma “equilibrada e transparente”.

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DÓLAR A R$ 5,00

O dólar à vista opera em forte queda e atingiu a casa dos R$ 5,00.

A forte possibilidade de maior entrada de fluxo estrangeiro no Brasil no curto prazo, com a manutenção da Selic a 13,75% ao ano por mais tempo impulsiona a queda da moeda americana ante o real. Isso porque a taxa mais alta é atrativa par investimentos, já que o Brasil segue como um dos países com juro mais alto do mundo.

ABERTURA DO IBOVESPA

O Ibovespa abriu em queda de 0,21%, aos 111.834 pontos.

No radar dos investidores está a perspectiva de juros mais elevados por mais tempo, conforme o comunicado do Banco Central sobre a decisão de manter a Selic em 13,75% ao ano.

ADRS DE VALE E PETROBRAS

A melhora do humor dos investidores nos EUA, com a alta menor da taxa de juros, reflete sobre os recibos de ações das companhias brasileiras Vale e Petrobras no pré-mercado.

Os ADRs de Petrobras sobem 0,44%, a US$ 11,47; e os ativos de Vale caem 0,49%, a US$ 18,36.

MATHEUS SPIESS: MERCADO EM 5 MINUTOS

ENTRE FALCÕES E POMBOS

Lá fora, os mercados de ações asiáticos fecharam em alta nesta quinta-feira, acompanhando as indicações positivas de Wall Street durante a noite, com os investidores reagindo positivamente à decisão do Fed dos EUA de não aumentar sua taxa de juros de referência mais do que o esperado.

O banco central elevou suas taxas de juros em mais 25 pontos-base e sinalizou novas altas nas taxas, mas com um discurso mais benigno em relação à inflação, o que animou os investidores.

Os mercados europeus e os futuros americanos estão em alta nesta manhã, aprofundando o movimento de ontem. A semana ainda não acabou, uma vez que temos resultados corporativos importantes hoje no exterior e no Brasil, bem como mais reuniões de política monetária.

O BCE (Zona do Euro) e o BoE (Reino Unido) finalizam a temática monetária da semana, devendo continuar a elevar os juros. No Brasil, devemos digerir os resultados das eleições no Congresso e o comunicado do Copom.

A ver…

00:48 — As reeleições e o tom duro

Por aqui, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco garantiram suas reeleições, conforme antecipamos ser o mais provável. Lira levou 464 votos na Câmara, enquanto Pacheco conseguiu 42 votos — as vitórias dos candidatos governistas dão espaço para as pautas do Executivo serem debatidas, mas como Lira teve uma margem muito grande, é bem provável que ele possa se mostrar bastante diligente em controlar ímpetos mais heterodoxos ou pouco mercadológicos, o que seria positivo.

Além desse evento, contamos também com o fato de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros e apresentado em seu comunicado um tom duro sobre os próximos passos na condução da política monetária.

Minha leitura é que houve um aprofundamento da dureza nas palavras do Banco Central, configurando um posicionamento hawkish (contracionista). Isso reduz consideravelmente as chances de redução dos juros ainda em 2023, pelo menos enquanto o fiscal estiver incerto e desancorando as expectativas.

Se a temporada de resultados será um desafio separado, com o Santander divulgando hoje cedo, a interpretação do mercado não deverá ser uníssona sobre a definição do Copom. Claro, é bom ver que, acompanhando as expectativas, não houve recuos no posicionamento já duro divulgado anteriormente.

Ainda assim, fica evidente a problemática relacionada com a incerteza fiscal, que prejudica a formação de expectativas de longo prazo. Não creio ser o caso de mais juros, mas, sim, mais tempo.

01:54 — Relaxado

Há um compasso de espera pelos resultados das grandes empresas de tecnologia, que divulgam seus números logo depois do fechamento do mercado — contamos com Alphabet, Amazon e Apple, depois que as entregas da Meta Platforms (Facebook) surpreenderam positivamente. Ainda assim, o que repercute mesmo no mercado é a decisão de política monetária.

Conforme o esperado, o Federal Reserve elevou a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para uma meta de 4,50% a 4,75%. Foi o menor aumento desde março do ano passado, tendo sido acompanhado com um discurso de percepção mais benigna sobre o comportamento da inflação (o tom foi dovish). De qualquer forma, para as próximas reuniões, as taxas continuariam a subir.

Sabemos que o processo desinflacionário começou, basta observar a desaceleração no ritmo da inflação (diferente da deflação, que significa queda de preços). Ainda assim, embora os desenvolvimentos recentes sejam encorajadores, o Fed precisa de mais evidências para ter certeza de que a inflação está em uma trajetória descendente sustentada. Isso vale para o mercado de trabalho.

Não podemos negar que foi um avanço na comunicação. Considerando o aperto cumulativo da política monetária no ano passado e as defasagens com que as medidas do Fed afetam a atividade econômica, desacelerar o ritmo das altas me parece a medida certa hoje.

Um Fomc Dovish e o Copom Hawkish fortalecem o real em relação ao dólar, enquanto os investidores internacionais ainda ficam extasiados com as ações.

02:55 — Chegou a vez dos europeus

Depois dos EUA e do Brasil, teremos hoje mais reuniões de política monetária. No Reino Unido, espera-se que o Banco de Inglaterra suba as taxas em 50 pontos-base. O foco dos mercados, porém, provavelmente estará na natureza do comunicado do banco, assim como foi o caso ontem com o Fed e com o Bacen.

O entendimento é que o pico das taxas do Reino Unido esteja próximo — talvez já seja possível ler isso nas informações apresentadas hoje.

Enquanto isso, o Banco Central Europeu também deverá aumentar as taxas em 0,5 p.p., e aqui o risco é de um período mais longo de aperto (até o segundo trimestre). Ou seja, mais juros devem estar por vir.

Outro ponto importante é que o BCE também deve revelar exatamente como planeja reduzir o estoque de títulos de vários trilhões de euros em seu balanço. Assim como o movimento visto no Fed, a questão pode afetar diretamente os mercados, retirando liquidez da mão dos investidores.

03:53 — Os preços do barril

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) manteve a produção de petróleo estável, conforme o esperado. Ainda assim, os preços do petróleo caíram hoje mais de 3% devido a vários fatores, o que prejudica países emergentes muito associados às commodities, como é o caso brasileiro. Tanto é verdade que houve repercussão negativa da questão.

Começamos com o forte aumento nas importações da União Europeia de produtos petrolíferos russos antes da imposição de sanções ocidentais em 5 de fevereiro levará a um aumento nos estoques de produtos petrolíferos, o que neutralizará o impacto das sanções no curto prazo. Adicionalmente, os EUA relataram um aumento nos estoques de petróleo bruto, gasolina e destilados — o armazenamento subiu para mais de 450 milhões de barris.

04:31 — A reabertura chinesa

O impacto da reabertura da China está gerando oportunidades. Se trata de um impulso cíclico para o curto prazo, enquanto a demografia é um empecilho de longo prazo, o que pode fazer com que os investidores enxerguem apenas os benefícios, deixando os problemas para um segundo momento.

A oportunidade estabelecida para a China é transferida para os beneficiários do afrouxamento das políticas, gerando repercussão positiva em todo o mundo, em especial nos países exportadores de commodities.

Basicamente, espera-se que a flexibilização das restrições de viagem na China libere uma enorme demanda reprimida. Além disso, é muito provável que as viagens domésticas tenham uma recuperação mais rápida do que as viagens de entrada e saída da China.

Neste caso, os principais beneficiários devem ser as indústrias relacionadas ao turismo, como agências de viagens online, hotéis e companhias aéreas, enquanto o consumo também deve receber um impulso (cosméticos e joias).

ABERTURA DOS JUROS FUTUROS

Mesmo com o dólar à vista em queda, os juros futuros (DIs) abriram em trajetória de alta, sobretudo, os mais longos em reação à manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano, na decisão de ontem do Banco Central.

Isso porque, no documento da reunião, o BC afirmou que as expectativas de inflação em prazos mais longos têm se deteriorado e avaliou que pode manter a taxa básica de juros por um período mais longo que as projeções anteriores.

Confira a abertura dos DIs:

NOMEULT FEC 
DI Jan/2413,68%13,54%
DI Jan/2513,05%12,79%
DI Jan/2612,94%12,72%
DI Jan/2712,94%12,78%
JURO NA INGLATERRA

O Banco Central da Inglaterra (BoE) elevou a taxa básica de juros em 50 pontos-base, a 4% ao ano.

No comunicado, o BoE afirmou que mais elevações de juros serão necessárias se houver "mais pressões persistentes".

Por fim, a autarquia estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 0,1% no quarto trimestre.

ABERTURA DO DÓLAR

O dólar à vista abriu em queda de 0,69%, a R$ 5,0257.

ABERTURA DO IBOVESPA FUTURO

O Ibovespa futuro abriu em queda de 1,26%, aos 111.280 pontos e destoa dos índices futuros de Nova York.

COMMODITIES EM QUEDA

De olho na decisão dos juro nos EUA e à espera dos bancos centrais da Europa, além de um movimento de realização, as principais commodities operam em queda nesta quinta-feira (2).

O minério de ferro, negociado em Dalian, na China, registra forte baixa de 3,33%, com a tonelada a US$ 125,15.

O petróleo tipo Brent cai 0,41%, a US$ 82,52 o barril.

AGENDA E BALANÇOS DO DIA
  • CNI: Indicadores industriais (8h)
  • Reino Unido: BoE divulga decisão de política monetária (9h)
  • Congresso Nacional: Senado faz eleição dos demais cargos da mesa diretora, primeiro e segundo vice-presidentes e quatro secretários, com respectivos suplentes (10h)
  • Zona do Euro: BCE divulga decisão de política monetária (10h15)
  • Estados Unidos: Pedidos de auxílio-desemprego (10h30)
  • Congresso Nacional: Congresso Nacional faz sessão conjunta para inaugurar a nova legislatura (15h)

Balanços do dia

Antes da abertura:

  • Deutsche Bank (Alemanha)
  • ConocoPhillips (EUA)
  • Santander (Espanha)
  • Santander Brasil (Brasil)

Após o fechamento:

  • Alphabet (EUA)
  • Amazon (EUA)
  • Apple (EUA)
  • Ford (EUA)

Sem horário:

  • Royal Dutch Shell (Reino Unido)
FUTUROS DE NOVA YORK AMANHECEM MISTOS EM DIA DE BALANÇOS DAS BIG TECHS

Os índices futuros de Nova York amanheceram mistos nesta quinta-feira.

O Dow Jones patina na tentativa de dar continuidade à melhora do humor observada na esteira da decisão de juros do Fed.

Já o S&P-500 e o Nasdaq ensaiam uma alta com os investidores à espera de mais uma série de balanços de empresas dos EUA, incluindo as big techs Apple, Amazon e Alphabet (Google).

Ontem, o balanço da Meta (Facebook) agradou tanto que hoje pela manhã a ação disparava quase 20% no pré-mercado.

Confira:

  • Dow Jones futuro: -0,13%;
  • S&P 500 futuro: +0,52%;
  • Nasdaq futuro: +1,46%.
BOLSAS DA EUROPA ABREM EM ALTA NA EXPECTATIVA DO BCE E DO BOE

As principais bolsas de valores da Europa abriram em alta nesta quinta-feira.

Os investidores digerem o anúncio de política monetária de ontem do Fed enquanto aguardam decisões de juros do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE), previstas para hoje.

Os mercados da região também reagem aos balanços de empresas como Santander, Deutsche Bank e Shell.

Confira:

Confira:

  • Frankfurt: +1,58%;
  • Londres: +0,52%;
  • Paris: +0,62%;
BOLSAS DA ÁSIA FECHAM EM ALTA APÓS DECISÃO DE JUROS DO FED

As principais bolsas de valores da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira.

Os investidores reagem à desaceleração da alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) diante da avaliação de que a pressão inflacionária está diminuindo.

A exceção foi a bolsa de Hong Kong, que recuou 0,52%;

Veja como fecharam hoje as outras bolsas da Ásia:

  • Tóquio: +0,20%;
  • Seul: +0,78%;
  • Xangai: +0,02%;
  • Taiwan: +1,14%.
SANTANDER (SANB11) VÊ RENTABILIDADE DESPENCAR NO 4T22

O último trimestre de 2022 foi um dos piores da história recente do Santander Brasil (SANB11). Além de ter visto o lucro despencar em relação ao 4T21, a rentabilidade medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) ficou abaixo de 10% no período.

O lucro líquido gerencial somou R$ 1,689 bilhão no quarto trimestre de 2022, um resultado 44% abaixo do consenso estimado pela Bloomberg. O número ainda representa uma queda de 56% na comparação com o mesmo período de 2021 e um tombo de 46% do terceiro para o quarto trimestre de 2022.

No total do ano passado, o lucro líquido gerencial foi de R$ 12,900 bilhões, queda de 21% se comparado com o ano anterior.

O ROE, que já havia registrado queda significativa do segundo para o terceiro trimestre, teve novo tombo e foi a 8,35% no 4T22, uma queda de 7,3 pontos percentuais entre trimestres. No ano como um todo, o índice ficou em 16,3%, o que representa uma queda de 4,9 pontos percentuais em relação a 2021.

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