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Foi uma operação pública, mas a maior parte dos papéis ficou com os atuais controladores da Dasa e com o banco; preço por ação saiu a R$ 8,50, mínimo definido pela companhia
A rede de laboratórios Dasa (DASA3) reforçou o caixa em R$ 1,673 bilhão em uma oferta de ações na B3. Foi uma operação pública, mas a maior parte dos papéis ficou com os atuais controladores da companhia e com o BTG Pactual.
Ao contrário do que costuma acontecer na maioria das ofertas de ações, a Dasa estabeleceu um preço mínimo por ação de R$ 8,50. E foi exatamente esse o valor definido na operação. No total, a companhia emitiu 196.857.674 novos papéis.
As condições aparentemente não atraíram os investidores, já que as ações da rede de laboratórios (DASA3) eram negociadas a R$ 8,02 no fechamento de ontem na B3. Ou seja, valia mais a pena comprar os papéis da companhia diretamente no mercado.
Mas a oferta da Dasa conta com uma particularidade. Isso porque a companhia distribuiu um bônus de subscrição para cada dez ações da oferta. Ou seja, os investidores que participaram poderão converter esses bônus em novos papéis da companhia, pelos mesmos R$ 8,50, pelos próximos dois anos.
A Dasa pretende usar o dinheiro novo para reforço de caixa, suprir as necessidades de capital de giro e serviço da dívida.
Do valor total que a Dasa captou na oferta, aproximadamente R$ 1 bilhão veio da família Bueno, controladora da rede de laboratórios.
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O BTG Pactual entrou com outros R$ 500 milhões. O banco era um dos coordenadores da operação e exerceu a garantia firme que havia dado no negócio. Dessa forma, passa a deter 58.823.530 ações da rede, o equivalente a quase 8% do capital.
Mas essa participação deve ser temporária, já que o acordo prevê uma opção de compra e venda de ações entre os controladores da Dasa e o BTG daqui a dois anos.
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