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Com o avanço, a varejista zerou as perdas da semana, mas ainda é a maior queda do ano no Ibovespa
Pela primeira vez após o grupamento de ações, os papéis da Casas Bahia (BHIA3) voltaram ao campo positivo, mas outra gigante do setor não tem a mesma sorte.
Em dia marcado pelo movimento de correções nas ações, a varejista opera na contramão do desempenho do principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa.
No caso da Casas Bahia, os investidores tentam recuperar a desvalorização recente dos papéis, apoiados pelo alívio nos juros futuros (DIs).
Esse movimento é apoiado pela visão do mercado mais otimista, após a sinalização de afrouxamento monetário nos Estados Unidos em 2024 e a continuidade do ritmo de cortes na taxa básica de juros brasileira, a Selic.
Por volta das 16h15 (horário de Brasília), as ações BHIA3 registravam alta de 11,64%, a R$ 11,22. Acompanhe a nossa cobertura ao vivo dos mercados.
Com a forte alta, a varejista também zerou as perdas da semana e passou a acumular ganho de quase 1% no período.
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Apesar do avanço de hoje, a Casas Bahia está longe de se livrar do tom negativo — no acumulado do mês e do ano. Em dezembro, os papéis BHIA3 caíram mais de 16%. Desde janeiro, o recuo é superior a 81% — a maior baixa do Ibovespa.
Na última sexta-feira (15), a varejista agrupou 25 papéis em 1 e deixou de ser considerada uma “penny stock” — como são chamadas as ações cotadas abaixo de R$ 1 na bolsa de valores. A varejista também escapou de ficar de fora do Ibovespa.
A operação foi realizada após a primeira prévia da carteira, divulgada no início de dezembro e que entrará em vigor entre janeiro e abril de 2024, que excluiu os papéis BHIA3.
Mas, na segunda prévia, divulgada nesta semana, os investidores da Casas Bahia voltaram a ter esperança de permanecer no índice.
Contudo, não há como descartar a situação da companhia, que segue em um longo processo de reestruturação. Um dos motivos para isso é a escalada dos juros e da inflação no passado recente e pós-pandemia, que reduziu o consumo da população, pressionou as receitas e aumentou o endividamento das companhias do varejo.
Se o movimento de correção “ajuda” os papéis da Casas Bahia (BHIA3), na outra ponta, as ações da Magazine Luiza (MGLU3) são pressionadas — com a troca de posições e papéis de varejo pelos investidores.
Os papéis MGLU3 registram de cerca de 1%, cotados a R$ 2,15 na B3. No mês, porém, a companhia acumula ganhos acima de 6%.
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
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